25.9.12

[Tradução] SHOXX 236 - Entrevista sobre o DIVISION

O post abaixo foi escrito pela GMaiden.

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Essa é a entrevista da revista SHOXX 236 do dia 21/08/12, onde os membros explicam detalhes das músicas do DISCO 3 (CD 2) do álbum DIVISION.

Leia abaixo a tradução em Português:

SHOXX 236
the GazettE - Do DIVISION a DIPLOSOMIA - #2 sublimação

Tradução Japonês-Inglês: A & M Translations (Parte 1 | Parte 2)
Tradução Inglês-Português: GMaiden

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[XI]

Entrevistador: Essa é a SE [músicas com instrumental somente] do início do DISCO 2, com a forma que segue o curso de DIPLOSOMIA do final do DISCO 1. É correto pensar em uma correlação entre essas músicas?
Ruki: Sim, elas estão conectadas. Há um fluxo entre as quatro SEs adicionadas nesse álbum, é uma representação abstrata, mas em DEPTH há algo que precipita. Então, em DIPLOSOMIA, esse algo combina-se e em XI o fato, que dissolve em MELT, acontece. Esse é o sentimento descrito em palavras.  
Entrevistador: Comparado com a Edição Limitada que é dividida em 2 CDs, na Regular, o álbum é unificado e essa música, XI, é colocada como primeira música. Esse som foi talvez criado considerando esse aspecto também?
Ruki: Grosseiramente. Depois do processo de transformação terminado, já que é uma representação do momento durante o qual um novo mundo começa a partir daquele ponto, o elemento digital torna-se mais forte mesmo no som.

DERANGEMENT

Entrevistador: Parece que Ruki-kun compôs essa música, mas você decidiu colocá-la em uma posição importante desde o início, quero dizer, como a primeira música importante depois do SE?
Ruki: Não, eu não pensei concretamente sobre isso. É que apenas há o sentimento de que foi composta como uma música principal. Do momento em que eu a mostrei durante as reuniões, foi esse tipo de atmosfera.
Kai: Quando eu a escutei pela primeira vez, eu achei uma música fácil de compreender.
Entrevistador: Quando você toca esse tipo de música, Kai-kun, o que você mantém em mente?
Kai: Para essa música não houve um momento em que eu pensei em tocá-la em uma maneira em particular. Basicamente, para a gravação desse álbum, já que algumas coisas começaram como uma continuação do TOXIC - como a primeira coisa que fizemos foi a afinação para essa música -, quando eu a toquei, fiz com um sentimento de normalidade e calma. *risos*
Entrevistador: Falando nisso, você faz a afinação com o afinador?
Kai: Exatamente. Nós, o Afinador e eu, examinamos profundamente com cada compositor das músicas.
Entrevistador: Entre esses três tipos de pessoas, que tipo de conversa é estabelecida?
Ruki: Diferente de um instrumento de cordas ou uma guitarra, afinação de baterias tem pontos imprecisos. Uma afinação regular ou uma afinação bemol, não há um critério preciso, há? Como o importante é escutar o som de imediato e apenas decidir se um tom grave é melhor que um agudo, basicamente eu observava e decidia quando estava bom.
Entrevistador: Bateria é um instrumento acústico e o som é facilmente influenciado pela umidade e temperatura, é uma forma da qual você busca um sentimento prazeroso?
Ruki: Sim, exatamente.
Uruha: No entanto, é bem difícil decidir. De uma condição onde não há nada ainda, pensar em qual é o melhor som que pode ser escutado ao melhor e prever uma situação na qual o som inteiro é adicionado até o fim. Essencialmente, decidir desde o início algo que ninguém é capaz de saber... eu acho que é incrível.
Kai: Agora que você me fala, é exatamente assim. *risada amarga*
Uruha: Mesmo se nós dissermos que o afinador segue nossas indicações, não significa que ele não seja um expert em música.
Kai: O afinador, do ponto de vista de conhecimento musical, nos apóia. Quando eu digo "Se eu quero fazer desse jeito... como eu posso fazer?", ele responde.
Ruki: Se eu tenho que dizer isso dessa maneira, o som decidido por essas três pessoas é absolutamente certo, porém há vezes que não é bem assim. No entanto, eu acho que dessa vez é perfeito.
Entrevistador: Falando do sentimento de movimento dinâmico, eu tenho essa sensação de que há vários pontos que são criados pelo som do baixo.
Reita: Ah, talvez seja algo assim em particular naquela introdução. Para falar a verdade, falando dessa música, quem compôs me disse coisas bastante absurdas, foi bem difícil. *risada amarga*
Ruki: Eh? Eu disse coisas absurdas assim?
Reita: Você não me disse várias coisas no início? Coisas que foram ditas pra mim naquele momento, coisas que eu não podia ver, porque falando concretamente, eu não sabia como fazer.
Ruki: Entendo. Eu disse "Geralmente, tem essa atmosfera." e eu o fiz escutar um certo CD, no final eu disse que ele podia se basear naquilo. *risada amarga*
Reita: Hm, falando do DISCO 2, já que eu dei mais importância para a combinação como um grupo de ritmo [baixo e bateria] do que no DISCO 1, eu toquei aquela música desse modo.
Entrevistador: Então, falando da parte de guitarra dessa música, eu tive a sensação de que, em particular, a extensão emocional do solo é original. Uruha-kun, você toca o solo?
Uruha: Até agora, não havia em mim o conceito de adicionar esse tipo de solo em uma música digital ainda. No entanto, é extenso e quando nós fizemos coisas variadas com algumas exclusões, eu adicionei aquela inevitável forma ambígua.
Entrevistador: É interessante como um som com humanidade contrasta com um som mecânico.
Uruha: Quando nós pensamos sobre a coexistência do som da banda com o eletrônico, em relação aos sons digitais -aquilo trouxe uma quantidade notável de informações- nós não pensamos sobre um som digital familiar, e sim em "não é melhor esclarecer o contraste chocando-o com o som analógico?". Além disso, por essa razão foi necessário gravar de uma maneira limpa até mesmo o som da banda, assim como o som digital. Como guitarrista, incluir essa música também foi um grande tema
Entrevistador: Em relação ao Aoi-kun, com que tipo de atitude você encarou essa música?
Aoi: Eu pensei "Bom, eu vou fazer uma coisa excelente!", no início eu estava repleto desse sentimento. Eh? Não é assim? *risos*
Entrevistador: Você poderia ser mais concreto, por favor?
Aoi: Se eu tiver que dizer do meu ponto de vista, eu pensei que a música recente é difícil. Programação e os tipos de sons também, é muita coisa. 
Entrevistador: Mesmo os sons que você não pode produzir com técnicas humanas, você pode fazê-los facilmente através de programação?
Aoi: Exato, exato. Quando nós tentamos a forma de agir nesse ponto, Uruha e eu chegamos à mesma conclusão. Nós pensamos que não importa qual seja a circunstância, enquanto os trabalhos forem feitos como the GazettE, o que nós devemos fazer como guitarristas é produzir um bom som, e esse provavelmente é o desafio.
Entrevistador: Essa coragem, sem sombra de dúvidas, levou vocês a esse grande trabalho.
Aoi: De um certo modo, o ponto é que nós adotamos uma abordagem universal e ortodoxa. Como o Uruha disse, não é um tema limitado a essa música somente, mas é algo constante ao longo do álbum por inteiro.
Entrevistador: Entendo. Bom, agora eu gostaria que você explicasse a letra de DERANGEMENT também. No começo, quando você começou a escrevê-la, Ruki-kun, o que apareceu primeiramente na sua cabeça?
Ruki: Hmmm... talvez falar do meu estado ideal? Falar disso é simples, o conteúdo nessa letra é quando algo acontece com você e aquele dia é irreparável nessa altura.
Entrevistador: De um ponto de vista de uma terceira pessoa, eu não consigo pensar no Ruki-kun como alguém que possa estar em uma situação extrema como essa. Até agora o que você tinha na cabeça não correu bem?
Ruki: É apenas algo que eu escrevi através de uma subjetividade pessoal. Mesmo em letras escritas até agora houve algumas similares a isso, mas dessa vez no DISCO 2 não há somente esse tipo de letra. De qualquer forma, eu não sei como os fãs vão interpretar essa letra, mas eu acho que seria perfeito se eles sentissem do jeito que eu mesmo senti. Já que descreve o aspecto interior do ser humano. É como foi escrito, mas em uma segunda interpretação a questão pode mudar, por essa razão eu deixo a encargo de vocês.

REQUIRED MALFUNCTION 

Entrevistador: Essa música começa com um som de bateria bastante energético, mesmo no interlúdio o bumbo duplo explode. É uma música onde o Kai-kun fica selvagem.
Kai: A introdução e a velocidade do bumbo duplo são coisas que já estavam adicionadas à melodia original composta pelo Ruki.
Entrevistador: Ruki-kun, com que conceito você começou a criação dessa música?
Ruki: Primeiramente, eu comecei a criá-la enquanto buscava por algo energético que pudesse iluminar as coisas. Eu queria uma sensação boa que pudesse atravessar com vigor enquanto estivesse escutando.
Entrevistador: É por isso que a sensação de ataque do refrão é particularmente forte?
Ruki: Claro. Essa música é baseada no refrão. Foi nesse momento que o fluxo da música foi completamente estabelecido. 
Entrevistador: Do ponto de vista das escolhas, mesmo o coro feminino - adicionado no meio - mostra um grande atrativo e eu tive a sensação de que como um todo ficou perfeito.
Ruki: Sobre aquela parte, as pessoas do coro fizeram [a gravação] decidindo até mesmo a idade limite. Primeiro eles me perguntaram "Você quer fazer uma atmosfera com pessoas de que idade?" e quando eu respondi "Vamos ver... em torno de 19 anos." *risos* a sensação foi tão juvenil.
Entrevistador: Junto com uma memória vívida, quando você escuta a música, há momentos onde a imagem de um cenário divertido, como nos shows, flui de um jeito natural, como criador, você estava ciente disso?
Ruki: Sim, é assim. Eu queria um sentimento de exaltação, como se você pudesse ter uma sensação prazerosa enquanto escuta.
Entrevistador: O que se tornou a principal fonte - da qual o sentimento de exaltação originou - foi o som do baixo, não foi?
Reita: Nessa música, já que várias pausas foram adicionadas, eu acho que esse é o ponto principal do ponto de vista da execução. Comparando com DERAGEMENT, não é inteiramente cheio de sons, de fato é fácil ouvir o baixo mesmo em pontos bem precisos. Se eu não tocasse de uma maneira balanceada, poderia ter tido a possibilidade de que algumas passagens se tornassem estranhas, então eu prestei bastante atenção.
Entrevistador: Ouvindo, é o tipo de música que definitivamente anima, mas o que dá suporte a esse fundo é a maneira delicada de tocar, entrelaçada pelos membros.
Aoi: Para essa música, nós demos muita importância à uniformização da linha que junta todos os instrumentos. Naturalmente, isso não muda o fato de que essa linha tem muita importância em todas as músicas, mas nesse caso, na passagem do refrão em particular. De agora em diante, a preocupação será nos shows *risos* durante a gravação eu toquei seriamente.
Entrevistador: Uruha-kun, nessa música, a que tipo de detalhes você deu importância em particular?
Uruha: Mais do que dar importância em particular, vamos dizer que, pessoalmente, eu dei muita atenção ao que ressoava ao fundo no refrão. Mesmo que nós não gravássemos o PV, era forte a vontade de mostrar uma atitude agressiva no refrão enquanto eu tocava "pra baixo" [no sentido de fazer downpicking, técnica de palhetada apenas no sentido de cima pra baixo], então eu toquei no estúdio como se eu estivesse rasgando a guitarra com toda a minha força.
Entrevistador: Você quer dizer, como se uma câmera estivesse filmando você?
Uruha: Sim... eu toquei sozinho com esse tipo de tensão. Quando eu terminei, meus braços doíam um pouco. *risos*
Entrevistador: Foi algo que valeu a pena. Mesmo apenas escutando ao CD, a imagem do Uruha-kun tocando apaixonadamente aparece na minha cabeça.
Uruha: Se eu fui capaz de transmitir essa paixão, então estou feliz. Criar frases [musicais] enquanto pensava em transmitir a paixão através da execução, inesperadamente talvez essa tenha sido a primeira vez.
Entrevistador: Uma música energética que move para frente, Kai-kun, enquanto tocava, a sua tensão cresceu?
Kai: Durante a gravação eu toquei de um jeito extremamente calmo. Mas quando for nos shows, provavelmente será diferente. Será difícil já que é rápida. *risos* Eu tenho a sensação de que é uma música que pode me exaltar enquanto eu toco.
Entrevistador: Mesmo que seja uma música com um som vívido, ao contrário, pelo título REQUIRED MALFUNCTION uma impressão severa transpira. Ruki-kun, que tipo de coisas você pensou enquanto escrevia essa letra?
Ruki: Como o título diz, o tema é o mau funcionamento essencial. O ser humano, durante sua vida... há muitas vezes que eles se estabelecem em vários relacionamentos humanos. Mesmo sendo uma banda, escola ou local de trabalho. Quando as pessoas se reúnem, confrontos e desentendimentos acontecem, mas isso não é necessário? A letra aborda isso. Eu escrevi aqui substituindo isso pelo relacionamento entre homem e mulher.
Entrevistador: Porque não importa quantos problemas apareçam, se você for capaz de superá-los, o relacionamento entre humanos se torna mais profundo.
Ruki: Eu acho que os casos onde os laços se tornam profundos são muitos.
Entrevistador: Além disso, no Japão, há aspectos onde o conformismo predomina.
Ruki: Eu tenho sensação de que isso é mais sobre as pessoas de certa idade do que da nova geração. *risos*
Entrevistador: Não, não, a nova geração quer evitar uma colisão direta também.
Ruki: Claro. Provavelmente há a questão da mentalidade nacional. Eu acho que, basicamente, as pessoas que querem evitar são a maioria. Falando de mim, eu gostaria de evitar se possível. *risos*

DRIPPING INSANITY 

Entrevistador: Parece que essa música tem uma correlação com Bath Room [do álbum NIL], não é?
Ruki: Pra ser breve, essa música inclui a verdade sobre Bath Room.
Aoi: Eh? Então é isso?
Entrevistador: Você não sabia até agora?
Aoi: Eu acabei de descobrir. *risos* 
Uruha: Se fosse adicionado o som de gotas caindo, não seria óbvio?
Kai: Entendo. *risos*
Entrevistador: Não deveria ser confiado à parte do título DRIPPING [gotejamento]?
Ruki: No início não era uma música composta pensando sobre Bath Room. Mas quando eu estava criando, na minha cabeça, uma parede de tijolos estranhamente apareceu, a partir desse ponto eu começei a seguir em direção a esse mundo de uma só vez.
Uruha: Em particular, se você escutá-la com Bath Room, poderia ser interessante.
Reita: Como seria... Comparado com agora, eu acho que há uma enorme diferença de tonalidade. *risada amarga*
Ruki: Você é o cara! É porque essa música é de 6 anos atrás. Entretanto, se você escutar ambas e compará-las, eu acho que com certeza há uma certa semelhança.
Entrevistador: Como melodia, tem um ritmo médio. No DISCO 2, é uma música que você consegue perceber ainda mais a tranquilidade.
Reita: O arranjo foi mais fácil do que pensei. No entanto, falando sobre a gravação do baixo, essa música foi a que mais requereu tempo e energia.
Entrevistador: Por quê?
Reita: Porque o Ruki, falando sobre a frase antes do refrão, me deu indicações terrivelmente detalhadas. Em retrospecto, mesmo depois de nós termos prestado atenção aos mínimos detalhes, quando nós escutamos a música... não se conseguia entender quase nada de diferença. *risada amarga*
Ruki: Não diga isso! *risos*
Reita: Contudo, se nós não estivéssemos experimentado, teriam coisas que nós não entenderíamos. Mesmo se for só por tentar fazer, já tinha um valor como experiência.
Kai: Mesmo para essa música, indicações detalhadas foram dadas a mim pelo Ruki o tempo todo sobre o som do chimbal [um dos pratos da bateria]. Eu acho que o Ruki tinha uma clara visão dessa música dentro dele.
Entrevistador: Falando sobre as faixas de guitarra, como elas foram construídas?
Uruha: Nessa música, o uso da distorção é extremamente complicado. Nesse ponto, nós fizemos nosso melhor, mas mesmo agora há pontos no qual nós não conseguimos estabelecer se foi a melhor coisa a fazer ou não. Como guitarristas, essa música tem vários pontos que representaram uma grande experiência.
Aoi: Uruha e eu pensamos sobre duas coisas completamente opostas. Já que a estrutura dessa música foi sincronizar completamente o som, eu tomei conta da parte onde isso era focado. Já que eu fiz um bom trabalho do meu próprio jeito, eu estou satisfeito.
Entrevistador: Então, estou extremamente curioso sobre essa música. Quando vocês fizerem um show, que tipo de imagem aparecerá [com a música]?
Ruki: Eu estou curioso também. *risos* Dessa vez também falando em imagens, eu não sei sobre essa música, já que eu tenho em mente aplicá-las completamente, eu deveria criar algo efetivo, a fim de transmitir o mundo descrito pelas músicas.

ATTITUDE 

Entrevistador: Essa é uma música muito estimulante.
Ruki: Eu queria fazer uma música bem rápida e bastante animada. Tipo "Até onde eu puder ir, eu irei". *risos* Do ponto de vista da bateria, a melodia A foi incrivelmente difícil. Falando disso, eu queria fazê-la propositalmente difícil.
Kai: Foi realmente difícil. Tão difícil que no começo eu disse "Ruki, desculpe, mas isso é impossível." *risada amarga*
Entrevistador: Contudo, você conseguiu fazer de algum jeito e se tornou como está agora.
Kai: Não, na verdade eu fui forçado pelo fato de que eu precisava fazer de qualquer jeito. *risos*
Reita: O baixo também foi difícil porque várias pausas foram adicionadas. Já que nós conseguimos adicionar bem os sons difíceis um após o outro, foi um privilégio que um poder poderoso em particular veio à vida.
Aoi: Durante a gravação, eu toquei de uma maneira imparcial, então eu não lembro muito bem se, enquanto eu gravava, eu fiz muito isso. *risos*
Uruha: No meu caso, eu manti um situação hikitaoshi [Maneira de tocar guitarra, como mostrado nesse vídeo]. Pensando sobre o show já foi bastante relaxante, quando eu comecei a me divertir tocando essa música.
Entrevistador: A paixão transbordando no som reflete o título ATTITUDE. Nessa letra, se nós pudermos dizer, é o título em si que se torna o conteúdo, não é?
Ruki: A atitude e o fervor. Está tudo reunido aqui.

GABRIEL ON THE GALLOWS 

Entrevistador: A música foi composta pelo Uruha-kun, com que tipo de construção ela foi criada?
Uruha: Primeiramente, eu comecei a compor a partir de uma frase de guitarra, como de costume. Naquela época essa música estava completamente diferente de sua forma finalizada porque eu pensei em fazê-la com um ritmo médio. Contudo, já que uma música com ritmo médio já estava lá [no álbum], eu pensei "Bom, então por que eu não tento aumentar o andamento?". Então eu mexi com os dados até o ponto de pensar "Bom, desse jeito deve funcionar!", eu já havia aumentado o ritmo até esse ponto.
Aoi: Graças a isso se tornou difícil. *risos*
Uruha: Tornou-se uma música que eu não seria capaz de tocar se eu não chegasse a uma condição perfeita. *risada amarga*
Reita: Você estragou tudo né? *risos*
Uruha: Provavelmente, foi ruim eu ter aumentado o andamento enquanto bebia em casa, não foi? Eu estava um pouco bêbado e pensei "Já que eu posso, pode ficar melhor ser for mais rápida!" e no final e fiz desse jeito. Eu vou procurar a minha alma.
Entrevistador: Pelo contrário, eu acho que foi uma coisa boa. Se não fosse pelas influências do álcool, eu não sei se essa música teria tanta velocidade, como ouvinte, essa música é bem recebida.
Uruha: Falando da produção musical, eu estou ciente de que não há passagens tão boas. Contudo, inesperadamente, as músicas que eu criei enquanto bebia foram muitas. E é verdade que se eu não fizesse essa música mais rápida, não seria original.
Reita: Eu gosto dessa música. É rápida, mas o modo como refrão acaba não é comum e além disso, a melodia é perfeita. Depois que terminamos, quando eu escuto ao álbum eu acabo cantando essa música também.
Uruha: Sério?? Onde?!
Reita: No carro. *risos* Essa é uma música que dá uma sensação extremamente prazerosa enquanto se escuta.
Kai: Eu entendo completamente essa sensação também. Essa é uma música que se eu tiver de executar, vou ter que manter o contratempo. Já que entre as músicas do the GazettE não há muitas outras similares, isso é interessante.
Aoi: As músicas compostas pelo Uruha são aquelas com um "gosto especial".
Entrevistador: Concordo. É frequente a sensação de que uma ou duas tramas foram adicionadas. Quando você expressa uma música como essa, você precisa de uma abordagem diferente da usual?
Aoi: Hmmm... vamos ver. Falando dessa música, tem vários pontos que foram explicados e indicados pra mim pelo Uruha, eu me adaptei a eles.
Entrevistador: Que tipo de indicações?
Aoi: Como usar o braço ou como tocar rapidamente os acordes perto da "cabeça" [parte da guitarra/violão onde ficam as tarrachas], etc... eu tive que fazer ambos, mas dessa vez eu consegui satisfazer os pedidos até os limites das minhas possibilidades. *risos*
Entrevistador: Uruha-kun, olhando para a forma completa [da música] desse jeito, que tipo de sentimentos você tem?
Uruha: Se eu tiver que falar a verdade, eu acho que nós fizemos nosso melhor até agora. Mesmo se o andamento dessa música fosse diferente - já que é uma música que eu comecei compondo sem a imagem de que estaria no DISCO 2 -, mesmo depois de ter feito com esse andamento, ela não conseguia ter uma forma completa. Já que foi adicionada ao DISCO 2, a música em si é normalmente rock apesar da necessidade de adicionar partes eletrônicas. Primeiramente, o som foi mixado como se estivesse preenchido por força e no final adquiriu essa forma. Provavelmente essa foi a primeira música composta por mim que me trouxe tantas dificuldades.
Entrevistador: Em poucas palavras, já que foi uma música que trouxe dificuldades, GABRIEL ON THE GALLOWS foi provavelmente terminada de um jeito bom. Falando dela, Ruki, de onde você escolheu as palavras para essa letra?
Ruki: Enquanto eu estava escrevendo a letra, eu foquei na imagem de uma forca ao longe. Mas não é o que eu representei nessa letra. Será bom se eu explicar? Eu não posso usar uma expressão tão direta em uma revista, mas o que aparece aqui é "uma pessoa doente XX [não foi dito] que deseja morrer". As palavras que eu não disse aqui... provavelmente se você ler a letra, você irá entender.
Entrevistador: Então vamos deixar os ouvintes descobrirem.
Ruki: Nossos fãs frequentemente leem as letras cuidadosamente do seus próprios jeitos. Eu acho que essa é uma das coisas divertidas que você pode fazer, eu quero que em relação a GABRIEL ON THE GALLOWS também [seja assim], todos tentando aumentar a imaginação dentro dela. Parece uma armadilha. *risos*

[MELT]

Entrevistador: As outras três SEs foram criadas pelo Ruki-kun, essa é a única SE composta pelo Uruha. 
Uruha: Essa SE nasceu de algo abstrato. Quando eu conversei com o Ruki, ele disse que queria terminar o álbum com a sensação de "uma ascensão ao céu", quando eu perguntei a ele o que "uma ascensão ao céu" significava, ele respondeu "como um sentimento cósmico".
Entrevistador: É realmente abstrato.
Uruha: Eu achei isso também, eu pensei "o que diabos ele está falando do nada?". Contudo, enquanto eu estava criando, coisas e coisas invisíveis sem formas.... quando eu as organizei em um som, o interesse para ver como esse SE iria se tornar nasceu dentro de mim e então esse SE veio a vida.
Ruki: Em MELT, o mundo se torna poeira. No final nós apenas dizemos "Compreenda esse cosmos!" *risos*

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1 comentários:

Woves disse...

Levei uma hora pra ler isso, mas li.
Eu gosto sempre de saber sobre o significado da criação das letras e das músicas.
É muito difícil entender, e eles ainda falam coisas nonsense que deixa confuso as vezes @_@

Obrigado pela tradução~

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