29.10.13

Tradução: Revista V.A - Novembro de 2013

Tradução em Português da entrevista publicada pela Revista VA, da Tsutaya. Na entrevista eles falam sobre o álbum BEAUTIFUL DEFORMITY.

Revista V.A - Novembro de 2013
Entrevista

Tradução Japonês-Inglês: heresiarchy
Tradução Inglês-Português: Ruby (Denise)
 
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Quando nossas cinco personalidades se unem, aparecem irregularidades. E são exatamente essas irregularidades que nós queremos enfatizar.

—Dessa vez vocês decidiram o nome do álbum há um bom tempo.
RUKI: Sim, o título veio cedo. Nós percebemos muitas coisas importantes enquanto estávamos na turnê do DIVISION. Naquela turnê, nós começamos a pensar sobre que tipo de banda nós deveríamos ser, de que forma nós deveríamos prosseguir com tudo e tudo isso levou ao que nós estamos fazendo agora. Acho que isso veio mais ou menos no final da turnê. Isso nos fez pensar sobre muitas coisas. Primeiro, é algo que eu pensei em conexão com o final da turnê do DIVISION, a LIVE TOUR12-13 [DIVISION] GROAN OF DIPLOSOMIA FINAL MELT no Saitama Super Arena.

—Já que “MELT” é uma palavra que significa derreter/dissolver, ou desmoronar, né? E a partir daí, veio o “BEAUTIFUL DEFORMITY”.
RUKI: Sim. No começo nós pensamos em colocar só “DEFORMITY”, que era algo que surgiu do MELT. Seguindo aquela linha, nós pensamos em como seria o próximo álbum e a próxima turnê. Nós nos consideramos uma DEFORMITY [Deformidade]. E a partir disso, eu pensei na expressão “beautiful deformity” [bela deformidade]. É pra ser algo tipo, belamente desconectado. Eu achei que isso é como nós cinco. Quando nossas cinco personalidades se unem, nascem irregularidades. E são exatamente essas irregularidades que nós queremos enfatizar.

—Isso também está relacionado com a arte da capa? Parece que há um número de animais sobrepostos nela.
RUKI: Eu achei que os animais da capa deveriam mesmo se sobressair. E também, eu tive a idéia de colocar os animais na capa há muito tempo. Eu troquei aquilo com o tema que nós temos dessa vez, “as irregularidades de cinco personalidades.”

—Nesse álbum há músicas feitas por cada membro, isso também faz parte do tema?
RUKI: Sim. Essa é uma das coisas resultaram disso.
Kai: Na época em que fomos entregar as músicas pela primeira vez, Ruki propôs, “Dessa vez, vamos absolutamente colocar músicas de cada membro.” E então, ele nos contou sobre o significado do título e sobre como seria a arte. Ele nos mostrou as anotações das idéias que ele queria conectar com isso. Estava claro que era uma forma completamente diferente de abordar as coisas.

—Isso é incomum. Normalmente parece que vocês têm um conceito claro e a criação das músicas é direcionada para isso. Mas vocês estão dizendo que dessa vez o álbum é um resultado de músicas que foram coletadas e reunidas? Então isso significa que no começo vocês não sabiam o que ia sair disso?
RUKI: Sim. Nós não fazíamos idéia do que resultaria disso.

—Normalmente vocês criam músicas que são apropriadas para o conceito e, é claro, vocês criam tendo em mente o que se encaixa com o the GazettE, mas dessa vez as composições foram relativamente livres, não é?
RUKI: Sim. Mas na época da entrega das primeiras músicas, a sensação foi a mesma de sempre: de que cada um de nós tinha levado músicas cuja sensação era a de que elas foram feitas com o the GazettE em mente.
Kai: Isso é verdade, pelo menos pra mim. Eu compus com o pensamento de que “nós fizemos algo muito bom como the GazettE”
Aoi: Acho que, como eu faço músicas imaginando como elas vão ficar quando a voz do Ruki for adicionada no final, sem realmente estar consciente disso, elas naturalmente acabam sendo músicas que combinam com o the GazettE.
Uruha: Afinal, elas são músicas que serão tocadas como the GazettE, então você pensa nisso sem se dar conta.

—Com que frequência vocês realizaram reuniões para selecionar as músicas?
Kai: Dessa vez foram 4 vezes. Durante as reuniões, as coisas foram tomando forma gradualmente.
Aoi: Já que tínhamos que inserir músicas feitas por todos nós, foi assim: aqueles cujas músicas já tinham sido aceitas ficariam fora das reuniões de seleção de músicas e começariam a trabalhar na finalização de suas músicas.
RUKI: Nós acabamos em uma situação onde tivemos que nos reunir a semana toda para entregarmos músicas. As reuniões de seleção de músicas e a pré-produção foram realizadas ao mesmo tempo.
Uruha: Em outras palavras, se não há muitas reuniões para selecionarmos as músicas, não se consegue obter precisão. Não dá para ser só uma. Normalmente temos cerca de 2 reuniões para a seleção das músicas, mas dessa vez nós tivemos quatro em uma semana, o que mudou completamente o curso das coisas e nós conseguimos encontrar um entendimento comum. Isso é algo que foi bem diferente dos outros álbuns.

—Eu senti que esse álbum será fácil de escutar e de se envolver, também para as pessoas que ouvirem vocês pela primeira vez. E eu sinto que o principal motivo para isso são as músicas REDO, LAST HEAVEN e TO DAZZLING DARKNESS, que se destacam com melodias de médio tempo.
Aoi: Sim. Ultimamente o the GazettE tem sido reconhecido por suas coisas pesadas, mas nós também somos uma banda que fará com que você volte toda a sua atenção para músicas assim. Isso também é algo que nós gostaríamos muito de mostrar para todos.

—Durante a turnê do DIVISION, vocês organizaram esses tipos de músicas no meio.
RUKI: Sim, eu acho que a forma que nós queremos apresentá-las dessa vez vem daquela experiência. REDO e LAST HEAVEN estão juntas, mas nós colocamos TO DAZZLING DARKNESS na segunda metade. Nós consideramos o equilíbrio de como tudo iria fluir.
Uruha: Foi a relação apropriada.
Kai: A propósito, REDO foi composta por mim, LAST HEAVEN pelo Ruki e TO DAZZLING DARKNESS pelo Uruha.

—REDO é uma música incomum. Até agora vocês não tinham tido uma música de médio tempo que tivesse tanto brilho. Eu acho que ela passa a impressão de transcender as barreiras do gênero musical, ou te faz pensar que “eles são capazes de fazer esse tipo de música também!”.
Kai: Fico feliz em ouvir isso. A forma em que eu pensei nela não é exatamente como uma mudança completa, mas é uma música que eu fiz enquanto tinha progresso em mente.

—Eu acho que REDO é um estilo bastante novo para o the GazettE, mas a frase de guitarra romântica da música combina com o the GazettE.
Uruha: Sim. Foi uma coisa que nós não tínhamos feito até agora. Eu visualizei uma frase de guitarra que fosse fácil de escutar como música e eu toquei de uma maneira bem clara.

—A maneira com a qual as guitarras são apresentadas em LAST HEAVEN também é assim. Bastante clara e eu fui bastante atraída por ela. Como se na apresentação profunda dos violões e das guitarras, eu sentisse a gravidade da banda que possui 11 anos em suas costas.
Ruki: Ahahaha. Isso repentinamente soou como se um velho tivesse dito isso (risos). Esse é um ponto bom dessa música!
Aoi: Eu acho que é porque foi um desafio apresentar as guitarras dessa forma. Porque até agora nós temos tentado fazer com que fique bom combinando tons aqui e ali. Mas dessa vez nós fizemos o oposto e reduzimos o timbre no geral. Em termos de frase musical lembra blues, mas também é um pouco enka e eu acho que isso é o que faz com que seja especial.
Uruha: A guitarra ficou bem elegante.

—Ela possui um sentimento muito bom. E com relação ao fluxo, parece que o lado A termina com LAST HEAVEN e o lado B começa com a 8ª música, LOSS.
Aoi: Creio que sim. Nós queríamos que o álbum todo fluísse como um live fluiria então esse ponto também seria a metade de um live.

—A propósito, quem compôs o resto das músicas?
Kai: MALFORMED BOX, INSIDE BEAST e UNTIL IT BURNS OUT foram compostas pelo Ruki, DEVOURING ONE ANOTHER pelo Aoi, FADELESS pelo Ruki, LOSS e THE STUPID TINY INSECT pelo Uruha, IN BLOSSOM pelo Aoi, Karasu pelo Reita, Kuroku sunda sora to zangai to kataba pelo Ruki e CODA pelo Uruha.
Ruki: Para nós, a sensação é de que todas elas fazem com que cada uma de nossas personalidades apareçam. THE STUPID TINY INSECT é a cara do Uruha.

—Para os fãs, essa música será a que fará com que eles pensem, “Era isso o que eu estava esperando!”
Uruha: Fico feliz por você pensar assim. TO DAZZLING DARKNESS possui uma cor diferente, mas eu estou feliz que ambas estejam no álbum e que elas emitam suas próprias nuances.

—CODA é algo completamente novo.
Uruha: Ela não é uma música por si só, mas deveria ser tratada como uma SE.

—DEVOURING ONE ANOTHER é uma música pesada e industrial. Parece que ela possui elementos ocidentais e ainda assim possui outra direção nova.
Aoi: Sim. O TOXIC e o DIVISION tiveram muitos elementos eletrônicos, como dub-step, o que era algo que eu não tinha em minhas raízes musicais e eu acho que essa é uma mudança pessoal que veio disso. Até então eu rejeitava tudo, dizendo “Eu não entendo esse tipo de gênero”, mas aceitando-os do meu próprio jeito, eu consegui entendê-los.  É muito fácil rejeitar uma coisa só dizendo que você não entende, mas eu queria compreender de maneira apropriada e do meu jeito, e essa música é um tipo de resposta para isso.

—Então é por isso que ela passa um sentimento de algo novo
Aoi: Comparada com ela, IN BLOSSOM é uma música que para mim veio de maneira bem natural. Eu fiz essa música quando estávamos em turnê em Yamagata, então ela é um produto de Yamagata (risos).

—Karasu, que começa com baixo, é uma música que possui um elemento punk, o que é uma nova nuance.
Aoi: De acordo com o Reita, o tema era funk.
REITA: Sim (risos). Na reunião de seleção das músicas, nós já tínhamos decidido as músicas de todo mundo, só havia sobrado eu e o Kai. Nós estávamos na nossa quarta reunião e as músicas que já estavam estabelecidas, tinham seus lugares na ordem das músicas, então eu recebi a tarefa de fazer a música que viria, ou antes de LAST HEAVEN, ou antes de Kuroku sunda sora to zangai to kataba (risos). Primeiramente eu fiquei encarregado de fazer a que viria antes de LAST HEAVEN, que deveria ser uma música contagiante, naturalmente eu dei o meu melhor para fazer uma música que tivesse um gancho e eu levei uma, mas ela não passou de jeito nenhum. Todo mundo ficou chamando a música que eu levei de “Ladrão-san” como título temporário, já que eu acabei levando um tipo de música que tinha uma frase de baixo furtiva (risos). Eu também queria fazer uma que soasse como uma música popular. Mas como isso era demais, eu pensei, “e se eu fizesse uma música que começasse com baixo mais naturalmente?”, e então essa música nasceu.

—Para o baixo, a abordagem é bem diferente das composições do DIVISION, que tinham elementos de dub-step, né?
REITA: É sim. Dessa vez eu tenho uma sensação forte de que eu “pude tocar baixo”. No último álbum, parecia que era só uma parte dos tons baixos e dessa vez eu senti que realmente poderia me divertir tocando.

—Entendo. Dessa vez há muitas variações nas músicas. Falando sobre a impressão do álbum e da variação das músicas, não é muito como o TOXIC e o DIVISION, mas mais próximo de álbuns antes do DIM, ou seja, o STACKED RUBBISH e o NIL.
RUKI: Sim. Com certeza é isso. Nós não tínhamos uma imagem perfeita em mente quando começamos, então na época em que foi finalizado, o álbum parecia com uma coisa bem nova. Quando eu mesmo escutei, tive a sensação de que era algo bem novo. E também fácil de escutar. Como ele não é um álbum conceitual, a forma que nós apresentamos as coisas nos lives provavelmente também vai ficar diferente do jeito que temos feito até agora. Nessa turnê que começa em Novembro, as experiências que nós tivemos na turnê no exterior, onde nós fizemos lives de uma só vez, vão se transformar em uma nova forma de encantar vocês, então eu realmente quero que vocês aguardem ansiosos por isso.

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6 comentários:

Anônimo disse...

Ai,que legal! É ótimo! Eu amei! O novo album está simplesmente ótimo! Maravilhoso! Eu amei todas as músicas,principalmente The Stupid Tiny Insect,e In Blossom! Só uma coiza dói no coração...não pude ir ao show,e não posso ve-los tocar lindamente num belo palco do japão. Deve ser maravilhoso sentir o som da música deles ao vivo! (TT//•//TT)
Obrigada pelo post,Ruby! Adorei saber algumas coizas do novo album!

Mymy :3

shima_waka disse...


Nossa, fiquei tão animada com essa entrevista, principalmente com o que o Aoi falou de DEVOURING ONE ANOTHER! E coitado do Reita asoajçpddjasop eu amei Karasu, tá entre as minhas favoritas, adoro o som do baixo nessa música. <3

"THE STUPID TINY INSECT é a cara do Uruha." SOCORRO DSAOJPASJPDJPOASDOAS!!!!

Obrigada pela tradução, Ruby!

Raii disse...

Obrigada por trazer essa entrevista Ruby <3

Eu tbm gostei muito dessa entrevista, pude entender muito melhor como é que o BD ficou próximo ao SR e ao NIL, já que escutando ele eu não conseguia entender isso, mas foi de uma forma mais técnica.
Tbm gostei muito das explicações das músicas do Aoi, DEVOURING é algo realmente novo, minha favorita do álbum hehe
É engraçado ver que a própria entrevistadora acha que REDO não tem a cara do tG, e até os próprios membros tem consciência disso, eu não tinha gostado dela a principio, mas agora consigo sentir a conexão dela com LAST HEAVEN.
Outra música impossível de não ser comentada é CODA, como eles mesmo disseram é algo único, e mesmo ela tendo letra eu á vejo como um SE, e na minha opinião a melhor SE deles, é simplesmente linda.

"nós já tínhamos decidido as músicas de todo mundo, só havia sobrado eu e o Kai" -não sei porque isso não me surpreende HJHSGDASGDASGDASGDSAD

"THE STUPID TINY INSECT é a cara do Uruha." -foi exatamente o que pensei quando escutei ela inteira, não tinha gostado muito pela preview, mas agora......

Anônimo disse...

Amei o disco, acho que os musicos se superaram. O fato de cada um ter sido designado a criar uma música deixou o disco com a cara deles, muito banda, muita união. Amei! Além disso, como são 5 pessoas trabalhando nisso, tem algumas músicas surpreendentes, com a particularidade do compositor. BD é um dos melhores albums deles na minha opinião também por isso. Lembro do Aoi falando na hegemonia Ruki-Uruha há poucos anos atrás. Amei ver que dessa vez eles agiram mais como banda, todo mundo dando a sua contribuição. A entrevista tá muito bacana.
REDO me parece meio jazz. Eu gosto de jazz e ouvir o GazettE fazendo esse tipo de som me surpreendeu muito positivamente. Eu pensei "caraca, que talento tem esses caras! Podem fazer qualquer tipo de som, até jazz, sem perder a qualidade". Em suma, tenho orgulho do tG :D

Obrigada pela tradução, Ruby!

Pe

Sakura Tomura disse...

Primeiramente, uma das coisas que me fazem amar, respeitar e seguir o the GazettE como uma das pouquíssimas bandas formadas do início dos anos 2000 até hoje que conseguiram me conquistar (e olhe que isso é algo a se contar nos dedos de uma única mão) é justamente sua capacidade de trazer-nos coisas diferentes, e apesar de eles carregarem referências de grandes bandas do início do movimento VK, não deixam de ser únicos e livres de padrões. E eu acho que esse álbum é mais um símbolo desta versatilidade.
Quando eu escutei o álbum pela primeira vez eu realmente senti que ele foi feito por cinco pessoas. A propósito, raras são as vezes em que eu reparo no Reita, mas aquele baixo de Karasu realmente ficou lindão, não só na intro como também ao longo da música (então, dava para ouvir o baixo...). INSIDE BEAST também tem um baixo legalzinho, e FADELESS é super LUNA SEA feelings. q
Também notei as referências a trabalhos antigos logo de cara em algumas músicas, entretanto a sensação que esse álbum me passa ainda é de algo que você sabe que é novo mas que te remete a algo que você já conhece. Sabe quando você acaba de conhecer uma pessoa mas sente que ela não lhe é estranha? Algo assim. Acho que isso fica claro com REDO e CODA, elas são realmente diferentes. REDO me parece ter uma pegada meio blues/jazz mesmo, e CODA não sei porque só me lembra música latina... Não sei porque, mas é uma das SE's mais divinas que eles já fizeram.

Bom, acho que não estou dizendo coisa com coisa, a essa hora eu realmente não consigo fazer um comentário que tenha um começo, meio, fim, lógica... ha eu to bugada D: Mas espero que tenha sido compreensível.

Em fim, grata pela tradução! <3

~ Sakura

Mira disse...

"Todo mundo ficou chamando a música que eu levei de “Ladrão-san” como título temporário, já que eu acabei levando um tipo de música que tinha uma frase de baixo furtiva (risos)."

Eu ri tanto, mas tanto com este comentário do Reita!! Acho que já estava à espera de algo assim nas reuniões deles!! xD

Eu ainda não ouvi o álbum por isso não vou comentar as músicas (o meu deve chegar na próxima semana ou na seguinte), mas de acordo com as excertos e pv's divulgados tenho a sensação de que deve estar um álbum fantástico.

E concordo com a opinião do Ruki, de que quando 5 pessoas se juntam nascem deformidades, por vezes deformidades boas, como acontece com os trabalhso deles, mas é bom ver que eles levaram o tema do álbum mesmo a fundo, ao querem mostrar o que nasce quando os 5 se juntam e ao criarem um álbum com contributos de todos!! ^^

Obrigado Ruby! :)

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