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Blog do Uruha (23/08/2017)

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18.11.13

MTV81: the GazettE Visual kei 101 (Tradução)



 Abaixo estão as traduções dos segmentos 1, 2, 4 e 5 da entrevista que o the GazettE concedeu ao programa MTV81. Eu traduzi apenas a entrevista com a banda e o segmento 3 eu não consegui carregar de jeito nenhum no meu computador, então peço desculpas por isso..

Entrevista - the GazettE Visual kei 101 (Tradução em Português)

Visual Kei 101 – Segment1

Michael: Olá, é um prazer conhecer vocês. Obrigado por terem vindo na MTV81. Então, estamos com o the GazettE, uma banda de rock fantástica de Tóquio e nós estamos aqui para conhecer esses caras e saber mais a respeito deles. Vamos começar com a apresentação de vocês.

Kai: Sim.
Michael: Começando por lá.
Uruha: É... Sou o Uruha e toco guitarra.
Michael: Legal, legal.
Kai: Sou o baterista Kai. Prazer em conhecê-lo.
Michael: Bateria, ok, então guitarra e bateria.
Ruki: Sou o vocalista, Ruki.
Michael: Ok, prazer em conhecê-lo.
Reita: Sou o baixista, Reita.
Michael: Prazer em conhecê-lo.
Aoi: Sou o guitarrista, Aoi.
Michael: Prazer em conhecê-lo.
Membros: Prazer em conhecê-lo.
Michael: Eu sou o Mike e não faço nada.
Membros: Hehehehe.

Michael: Certo, legal. Então, de onde surgiu o nome [da banda]? Quem criou o nome?
Ruki: Ressonância... No início nós pensamos em colocar “Gaze”, então quando nós distribuímos a nossa fita, nós a chamamos de “Gazette”, tipo cassete. Isso soou muito bem para nós, então nós decidimos ficar com Gazette. Eu, o Reita e o Uruha.
Michael: Na época da universidade, ou da elementary school [ensino fundamental]?

Uruha: Eu e o Reita nos conhecemos desde a elementary school. Depois que terminamos o high school [ensino médio], nós começamos a fazer lives em Yokohama e em seus arredores e então conhecemos o Ruki. Depois disso nós conhecemos o Aoi e começamos o Gazette. Aí o baterista saiu da banda e o Kai entrou no lugar dele.
Aoi: Provavelmente cada um de nós assistia Luna Sea e X Japan e acabamos aqui.
Membros: Hahaha.
Ruki: Nós somos da mesma geração, então temos muita influência de bandas que eram grandes quando estávamos crescendo.

Michael: A música de vocês se desenvolveu gradualmente desde que vocês começaram. Então, como é esse processo? Foi fácil? Teve muita discussão? Com tantas criações na banda, teve algum drama?
Ruki: Nós tentamos várias coisas diferentes. Eu escuto vários gêneros, hiphop, metal e eletrônica. Então nós tentamos unir diferentes estilos e gradualmente isso começou a se solidificar e se transformou no nosso estilo.
Kai: Todas as coisas que nós experimentamos juntos como banda se acumularam e juntos nós refletimos sobre o que significa estar em uma banda e estamos tocando ativamente agora. Nós temos uma turnê que está por vir e o lançamento de um novo álbum e baseados nessas novas experiências nós formaremos o nosso próximo álbum. É assim que nos temos feito até agora e provavelmente vai continuar sendo assim. Mais do que nos acomodarmos, nós queremos batalhar por algo maior e nos desafiar.

*Mordomo entra com um carrinho*

Michael: Olá. Obrigado. Chá, sim. Desculpa, é que eu adoro chá.
Ruki: Tudo bem, hehehe.

Visual Kei 101 – Segment 2

Michael: Como vocês fazem música? Quem faz os arranjos, como vocês...
Ruki: Cada um individualmente cria suas músicas e então nós escolhemos as que gostamos e harmonizamos elas.
Membros: Hahahahahaha!
Ruki: É bem banal.
Reita: Sim, é verdade.
Ruki: Nós começamos a harmonizá-las e aí levamos todas as músicas para a mesa, discutimos sobre como vamos proceder com elas e então, escolhemos as que gostamos.
Uruha: Resolver a parte da guitarra porque você é o guitarrista não é o jeito que nós fazemos. Ao invés disso, nós imaginamos a música sendo tocada ao vivo e harmonizamos de maneira adequada, é assim que nós fazemos normalmente.
Michael: Vocês são músicos de verdade, eu acho, fazem música de verdade, são músicos de verdade. Então eu acho que é por isso que as pessoas reagem a vocês. Vocês também estão fazendo música de verdade, então... Vocês fazem a própria música.
Ruki: Ah, sim, isso é verdade.
Kai: Nós consideramos muito o aspecto visual. Acho que é fácil nos entender quando você escuta e nos vê. Então nós achamos mesmo que o aspecto visual é importante, tanto com relação à arte e o que nós fazemos, nós sentimos que é importante que nós mesmos façamos. Somente nós podemos expressar o que estamos fazendo, então nós mesmos temos que criar tudo. Do contrário, eu não acho que as pessoas nos entenderiam tão facilmente, e para nós isso é importante.
Ruki: No Japão o visual-kei é uma subcultura, mas se você for para o exterior, vai notar que é bastante apreciado. E quando as pessoas pensam sobre a cultura Japonesa, o Visual kei é uma das coisas que eles mencionam. Visual kei, ou anime, coisas do tipo.

Michael: Então, qual a diferença entre o Visual kei e as outras formas de música?
Ruki: O Visual kei não é um gênero musical. Normalmente o Visual kei é se vestir todo e usar maquiagem. É ligeiramente isso o que chamamos de Visual kei no Japão. Mas existem tipos diferentes de Visual kei. É difícil de explicar, né? Dito isso, há músicas que soam “Visual kei”, mas é difícil colocar isso em um gênero. Não há um gênero definido, então eu acho que você pode tocar o que quiser. Acredito que essa seja uma das forças do Visual kei.
Kai: Sim, é verdade.

Visual Kei 101 – Segment 3
(O segmento 3 não abre aqui, então não pude traduzir. Desculpem)
Atualizado no dia 01/06/2014:

Michael: Fashion é muito importante, não é?
Ruki e Kai: Sim.
Michael: O que é o estilo de vocês? Quem criou?
Reita: Todos nós temos diferentes estilos em que nós ficamos bem, então nós preparamos algumas idéias, reunimos os designs de todos e olhamos para eles... ou algo assim.
Membros: Risos
Ruki: Para manter um bom equilíbrio.
Michael: Você pratica guitarra todos os dias?
Uruha: Bem, na época em que nós estamos criando músicas, ou antes de um show, eu pratico todos os dias.
Michael: Quando você pratica demais, você fica entediado/cansado?
Uruha: Eu nunca fico cansado fazendo isso.
Michael: Você quebra a sua guitarra? Você já fez isso alguma vez?
Uruha: Não não não.
Michael: Faz isso no seu próximo live. É legal, cara, é importante.
Uruha: Vão me dar uma bronca.
Michael: Não vai ter problema. Eu te dou uma nova de presente de Natal. E qual é a sua marca de guitarra favorita? Gretsch, Gibson, alguma marca Japonesa...
Uruha: Eu gosto da ESP, que é a marca que eu estou usando agora.
Michael: Você consegue fazer a sua própria guitarra?
Uruha: Eu crio o meu próprio design, que é o que eu estou usando agora.
Michael: Ah é? Que legal, cara. E você? [para o Kai] Fica cansado de tanto tocar bateria?
Kai: De jeito nenhum!
Michael: Você fica bem?
Kai: Não tem problema nenhum, eu estou bem. Ainda tenho que praticar muito. Tem coisas que eu ainda não consigo expressar quando toco.
Michael: Todos aqui já são músicos de alta qualidade. Quando eu vejo bandas de visual kei tocando, tudo é tão sólido ao vivo, é incrível. Quero dizer, quando eu vejo lives nos Estados Unidos, New York, eu não vejo tantos shows onde as bandas são tão boas. A música é muito boa... tudo é bom, o som é bom, o equilíbrio é bom, tudo.
Ruki e Kai: Ahh, isso é interessante.
Uruha: Quando nós assistimos as bandas estrangeiras nós sentimos o oposto disso.
Ruki: Nós fazemos o que queremos fazer, nós não fazemos o que não queremos. Para sermos legais, nós só fazemos coisas que achamos que são legais e eu acho que isso é uma parte fundamental nossa.
Michael: Então basicamente eles fazem o próprio caminho deles, né. Se eles não gostam, eles não fazem. Não dá pra contestar isso, é uma boa resposta.

Visual Kei 101 – Segment 4

Michael: Então, ser "kakkoi" (legal) é muito importante, não é? Mas o que é “kakkoi”?
Ruki: O que é “kakkoi”... Quando você faz parte do Visual kei por muito tempo, pouco a pouco as pessoas começam a parar de usar maquiagem e o som delas muda... Hmm... Como eu posso descrever isso? Muitas bandas mudam ligeiramente os seus estilos com o tempo... Essa é difícil.
Kai: Hahahaha.
Uruha: Isso é muito importante.
Ruki: Isso não é sobre o nosso estilo Visual kei, vai bem além disso. É importante para nós lembrarmos de onde nós viemos e como nós éramos no começo. Temos que nos agarrar a um princípio. Acho que isso é “kakkoi”. O “kakkoi” Japonês.
Michael: Ah sério? Então isso é “kakkoi”?
Kai: Quando você escuta algo e isso soa legal, significa que isso é “kakkoi”, não só na música, mas em qualquer coisa. Acho que o primeiro sentimento, ou impressão que você teve de alguma coisa é muito importante.
Ruki: Nós decidimos entre nós o que nós consideramos que é música “kakkoi”, então fazer música “kakkoi” não é difícil para nós.

Michael: Qual é a parte mais importante da música?
Aoi: Escutar música e encontrar motivação e então criar música que motiva. Acho que isso é o mais importante.
Reita: Na middle school, eu e aquele cara [Uruha] tocamos juntos pela primeira vez, baixo e guitarra, e nós nunca pensamos que seria tão divertido. Nós estamos tentando manter esse sentimento vivo.

Michael: Ah é? Então você quer dizer que suas vidas mudaram depois disso?
Reita: Sim, então nós decidimos montar uma banda.

Michael: Vamos falar sobre o novo álbum.
Ruki: Esse é o nosso 11º ano como banda e esse é o álbum do 11º ano. Acho que conseguirmos fazer um álbum tão pesado depois de 11 anos juntos é ótimo.
Reita: Eu tenho escutado muito e há várias músicas no álbum, mas a sensação é de que elas são breves e você não se cansa de escutá-las. Cada música é muito diferente, então a sensação é de que é um álbum que vale a pena.
Aoi: Eu gosto muito do fato de ele ser um álbum que representa todos nós.
Michael: Alguma parte em especial?
Aoi: Nada em especial, eu acho, mas... Nós cinco estamos criando algo novo, algo diferente. Agora você está captando.
Michael: Sim, eu acho que isso é especial. É um álbum poderoso, novo, é um som novo, vocês estão orgulhosos dele... Isso é bem empolgante. E você, como você se sente com relação ao álbum?
Kai: Hmm... Sermos capazes de fazer um álbum após 11 anos juntos e conseguirmos enfatizar cada pessoa individualmente, isso para mim é muito especial. Para mim, uma banda é um grupo de heróis, essa era a imagem que eu tinha quando eu decidi que queria fazer parte dessa banda. E eu acho que com esse álbum, nós conseguimos criar um pouquinho dessa imagem, então eu estou super contente com isso.
Uruha: Esse álbum não tem nenhum conceito em particular, é um retrato de nós como uma banda natural, de como nós somos no momento. Acho que isso é muito pesado e legal. Quase me faz pensar que nós não conseguiremos produzir algo melhor do que isso. 

Michael: Oh, esse é o CD?
Ruki: Yes.
Michael: Cara, sugoi, isso é muito louco, incrível! Peraí cara, deixa eu segurar direito. [?]
Ruki: Hahaha
Michael: Isso é demais, sugoi! Acho que nunca tinha visto um CD assim. De quem foi a idéia?
Reita e Kai: *Apontam para o Ruki*
Ruki: *Levanta a mão*.
Michael: Você?
Ruki: Sim.
Michael: Yeah! Legal! *Levanta a mão para fazer high five com Ruki*
Todos: Hahaha.
Michael: Sim, que boa idéia, cara!

Visual Kei 101 – Segment 5

Michael: Dessa vez vocês estão lançando em vários países diferentes, não é?
Ruki: Nós estamos expandindo gradualmente.
Michael: Esse álbum foi o que mais se propagou?
Ruki: Sim. Eu quero muito ver as pessoas segurando o CD em suas mãos. Nós sabemos que eles estão lançando em todos esses países, mas na verdade eu quero ver as pessoas segurando o CD.

Michael: Vocês acabaram de voltar de uma World Tour, né? Então, por que vocês não contam sobre isso pra gente? Vocês voltaram na semana passada? De onde?
Ruki: Da Finlândia.
Michael: Finlândia? Na Finlândia provavelmente as pessoas gostam desse tipo de Visual kei.
Aoi: Nós fomos para a América do Sul e de lá fomos para a Europa, Finlândia e depois voltamos para o Japão.
Michael: Ah, sério?
Aoi: Uhum.
Michael: Por quanto tempo? Mais ou menos 1 mês?
Aoi: Sim, 1 mês.

Michael: Qual a diferença entre tocar no exterior e tocar no Japão?
Aoi: Bem, não foi como aqui no Japão, com os staffs e os equipamentos, nesse sentido foi uma turnê mínima. Mas nós não queríamos que a turnê fosse nada menos do que como os nossos shows são aqui no Japão. Acho que nós todos mantivemos isso em nossos corações enquanto estávamos em turnê.
Kai: Claro que o nosso principal motivo de fazer a turnê foi mostrar a nossa performance ao vivo para as pessoas, mas tiveram vários lugares que nós não saberíamos nada a respeito a não ser se fôssemos lá. Então também tinha um sentimento de querer só se divertir dessa vez.

Michael: Então, que países são mais importantes para vocês, onde vocês têm a maior fanbase?
Ruki e Kai: América do Sul.
Ruki: México... Brasil.
Michael: Sério? México? Brasil, México... Finlândia?
Ruki: Chile... oh, Finlândia também.
Michael: Muitos países da América do Sul.
Ruki: É.
Michael: O povo da América do Sul é muito entusiasmado, são muito empolgados, então os fãs também são um pouquinho loucos, não é?
Ruki: Sim, eles são loucos.
Uruha: Quando nós chegamos no aeroporto, os fãs caíram em cima da gente. Aquilo nos impressionou muito.
Michael: Incrível, não? Legal! Então, isso meio que prova que a música Japonesa, a cultura Japonesa, o Visual kei, são muito populares, não? Isso é incrível... No mundo todo, isso é muito legal, muito bom. O que vocês pensam sobre o futuro de vocês, musicalmente?
Reita: Seja no Japão, ou no exterior, nós já decidimos o que nós achamos legal/kakkoi e isso não vai mudar, então se a música se propagar naturalmente, eu ficaria feliz.
Ruki: Nós só queremos ser capazes de expressar essa música, esse estilo que nós fizemos, no qual eu penso bastante a respeito.
Reita: Por enquanto nós vamos sair em turnê e tentar receber o sentimento do quanto o público quer um novo álbum. E quando nós acharmos que esse desejo atingiu o seu clímax, nós lançaremos música nova.

Michael: Por ora, vamos conferir o novo álbum que está saindo. Tenho certeza que será incrível, todos vão adorar e eles vão rodar o mundo em 79 países. Pessoal muito obrigado, obrigado por terem vindo, foi um prazer. Vocês são incríveis e muito legais, obrigado por terem respondido as perguntas e por terem vindo até a MTV81. Desejo toda a sorte para vocês e espero vê-los de novo em breve. E me convidem para ir em um de seus lives, eu quero ver vocês tocando ao vivo. Live, ok?
Membros: Sim.
Aoi: Absolutamente.
Michael: Certo, legal. Promete. *levanta o mindinho para o Aoi prometer*
Membros: Hehehe.

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4 comentários:

Anônimo disse...

Oohhw!! Que entrevista mais fofa!! :3
Eu adorei! Principalmente a parte que o Ruki disse que queria ver as pessoas,segurando o cd! E o final da entrvista...super kawaii! (.^//-//^.)
Obrigada pelas traduções Ruby!
E eu imagino que o segment 3 tenha sido,muito legal! Como as 5 parts!
Obrigada pelo post! Ruby,eu adorei! :D

Mymy :3

Chai Man disse...

É muito bom ver tamanho contentamento da banda em ter vindo para cá ^ ^.
E um ponto que eu notei é que o sucesso dessa turnê foi tanta que a mídia dá muito destaque dessa parte. Assim como a banda, várias pessoas e críticos não esperavam recepções tão calorosas e reações tão entusiasmadas dos fãs (além de filas quilométricas pro show e público cantando as canções junto deles).
Bem, isso é só o que eu pensei.

Obrigada por essas traduções Ruby-san!!!


Anônimo disse...

que incrível *0* cara ver eles falando do brasil e falando que gostaram da gente <3 eu queria ter ido ao show, mas não pude :( mas o que importa é que eles amaram e que os fãs deram a eles um apoio fenomenal ^^ espero que o gazette faça cada vez mais sucesso e que a música deles se torne ainda mais popular e kakkoi kkk

arigatou né ruby-san ^^

Mira disse...

A parte em que o entrevistador dá o dedo mindinho ao Aoi está tão fofa! Eu ri tanto! xD

Mas foi uma entrevista fantástica! E concordo com o comentário de Chain Main, deve ter sido mesmo um sucesso a turnê, porque todos estão a destacar isso nas entrevistas, pelo menos é um marco na história da banda! ^^

Muito obrigado Ruby! :)

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