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Blog do Uruha (23/08/2017)

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16.3.15

[Tradução] Trecho do pamphlet de 13 anos (Aoi)



Além de fotos, o pamphlet do live de 13 anos da banda do live "[13-T H I R T E E N-]" trouxe entrevistas com cada um dos membros. A Gabriela L. traduziu um trecho da entrevista do Aoi, onde ele fala sobre sua forma de pensar sobre a banda no passado e atualmente, sobre o que acha de si mesmo dentro do the GazettE, seus pensamentos sobre sair da banda no passado, entre outros assuntos.
Lembrando que é apenas um trecho da entrevista. Muito obrigada Gabriela L. por ter traduzido.

TRECHO da entrevista do Aoi para o pamphlet do aniversário de 13 anos

Tradução Japonês-Português: Gabriela L.

-----

(...)

Aoi: quando eu vejo alguém tipo o Ruki eu percebo como eu sou diferente.

- O que você quer dizer com diferente?

Aoi: Além de talento, ele estuda muito a respeito de música. Mas no meu caso, pra mim é complicado fazer esse tipo de coisa, eu não consigo. Por isso eu sinto que ele [o Ruki] é um artista de verdade. E é claro que isso é algo que eu aspiro, mas quando comparava o eu daquele tempo com ele de fato não era a mesma coisa. Tenho a impressão de que eu não era uma pessoa capaz de surpreender os outros. Mas [agora] estou numa posição em que eu posso falar sobre esse tipo de coisa na frente das pessoas.

- Quando você começou a banda, você também pensava assim?

Aoi: Não, naquela época eu não pensava em nada, só "que bom que eu posso tocar guitarra". Eu não compunha músicas como eu faço agora. Era muito inocente e irresponsável. Por causa disso... naquela época, enquanto tava todo mundo compondo música, só eu ia trabalhar (risos). Eu dizia "Tô indo pro bico!". Por isso, eu não mostrava ambição com nada, também não queria ter responsabilidade por nada.

- Não era uma vida muito divertida, né?

Aoi: Não (risos). De qualquer forma, pra mim o jeito mais fácil de fazer as coisas era no meu próprio ritmo. Não posso negar mesmo agora, mas essa era uma banda que aceitava as minhas coisas da forma como eu podia entregar.

- E até quando você foi fazendo as coisas nessa simplicidade?

Aoi: Acho que.... mais ou menos até a primeira vez que tocamos no Budoukan? (risos) Queria me divertir despreocupadamente com minha banda sem pensar em coisas complicadas mas.... Realmente, se eu me tornasse incapaz de estar no mesmo nível que os outros membros quando estivéssemos no palco..... resumindo, com o Budoukan eu comecei a perceber que "a caixa estava aumentando de tamanho", e várias outras coisas.

- Que você não era alguém como o Ruki?

Aoi: Isso. Colocando de forma mais simples, percebi "Eu realmente não sei tocar guitarra". E a partir daí eu comecei a pensar várias coisas. Que eu tinha que compor mais do que eu compunha antes, etc. Eu não podia ficar sempre me movendo com as pernas da banda [N.T.: no sentido de depender deles e ser incapaz de fazer as coisas sozinho]. Por causa disso eu comecei a pensar que eu tinha que estudar mais música, mais guitarra.

- E você passou a ter essa forma de pensar depois do Budoukan. Algo que eu estava pensando desde o começo dessa conversa, mas você Aoi, se coloca muito abaixo dos outros dentro da banda. Você tem um complexo de inferioridade muito forte com relação aos outros membros, né.

Aoi: Ah.... Acho que sim né...

- Isso é uma consciência pesada porque você fazia as coisas de qualquer jeito antes, né?

Aoi: Por isso... Fico pensando que se eu me esforçasse mais, o the GazettE poderia ter ido muito mais longe.

- Você pensa isso a esse ponto??? Desde quando você começou a pensar assim?

Aoi: Bem, isso.... Acho que a partir da primeira vez que tocamos no Budoukan? Quando começamos a crescer mais e passamos a fazer one-man em lugares cada vez maiores. Conforme isso aconteceu, o nosso som foi ficando mais rigoroso. Fomos fazendo coisas com uma visão de mundo mais ampla, mais músicas que ninguém além de nós podia fazer, certos tipos de live... algo assim. E por isso... a banda começou a ficar chata.

- Eh? O que você quis dizer com chata?

Aoi: Ah não, o que eu tô falando é simplesmente que as minhas habilidades não eram [boas] o bastante. Com a banda ficando maior, as opiniões dos membros foram ficando mais severas, por exemplo quando começava uma conversa mais complicada, eu não entendia muito bem.

- Por isso o "chato"?

Aoi: Teve uma época que eu pensava assim, mas se eu for pensar agora.... As coisas que eu pensava "que difícil" eram causadas porque eu rejeitava tudo. Se naquela época [NT.: antes do Budoukan] eu tivesse entendido tudo, se eu tivesse cooperado e estudado mais, talvez eu não tivesse pensado que era chato, talvez eu pudesse ter movimentado a banda.

- E o Aoi daquele tempo, que achava que a banda estava chata... o que ele fazia?

Aoi: Bem... Eu saía pra beber (risos).

- (risos).

Aoi: E com isso eu não tinha em mim nenhuma vontade de resolver nada. Eu só queria reclamar, e daí por isso me afogava em álcool. Agora eu entendo, eu vejo que estava só distorcendo as coisas. [Eu entendi agora que] O problema era eu que era incapaz de entender as opiniões da banda, mas naquela época eu colocava a culpa toda na banda. Eu pensava mais ou menos "são esses caras que ficam me dando problema esfregando as opiniões deles na minha cara!" (risos).

- Parecia uma criança... (risos).

Aoi: Né.... Por isso naquela época depois que acabava a gravação, eu saía sozinho mesmo pra beber, e no dia seguinte voltava pra gravação, e assim ia. Eu não estava levando a música muito a sério.

- E por exemplo, naquela época você pensou em sair da banda?

Aoi: Eu pensei, mas.... Aí tinha aquilo "Se eu sair, o que eu vou fazer?", sabe?

- Sei... E isso que você tá falando é coisa de que época?

Aoi: Cerca de.... 3, 4 anos atrás? Não, foi mais recente? Hmm... Mais ou menos até a época que compusemos o "DIM"... Ah, foi relativamente recente (risos).

- Antes de vocês mudarem pra Sony, foi um período relativamente longo, né?

Aoi: Sim. Por isso a época que eu tocava feliz e em paz foi até a época que tocamos no Budoukan pela primeira vez. Depois disso a banda foi crescendo cada vez mais, e a partir daí que eu comecei a pensar essas coisas. E daí nesse período teve o eu que pensou em desistir da banda e não conseguiu. Por isso que naquela época eu reclamava em entrevistas (risos).

- Isso é cruel (risos). Certamente os outros membros da banda liam essas entrevistas?

Aoi: Sim. Daí os membros ficaram um pouco mais distantes, se tornou algo desconfortável. Mas esse papo é de porque eu ficava reclamando assim...

- O que você acha que os membros sentiram naquela época?

Aoi: O que eles sentiram....? Eu também queria saber (risos). Essa época durou uns 3 anos, eu acho. Onde será que era só eu que estava mais frio, nessa época que eu me distanciei dos outros membros? Isso... será que é porque até o aniversário de 10 anos nós nunca tínhamos conversado direito [sobre essas coisas]?

- Tanto tempo assim???

Aoi: Claro que nós conversamos sobre muitas coisas individuais uns dos outros, mas nada a ponto de falar algo assim tão particular. Falávamos de várias coisas idiotas, mas tipo... eu não sentia como se fosse coisa de amigos próximos.

- Mas não é complicado estar numa banda se a situação está assim?

Aoi: Mas fui eu mesmo que plantei essa semente. Eu mesmo sou capaz de ver isso. Foi por minha causa que começou essa distância entre os membros, não foi? E chegar do nada e falar "e aí?" e a partir disso começar uma conversa desse tipo, não dava... Era esse tipo de relacionamento.

- É? A propósito, eu já disse isso antes mas você não acha que o que você fala são só coisas negativas demais?

Aoi: É né... (risos)

- Para uma pessoa assim como você, fazer parte dessa banda.... Em que momento você sente que tem muita auto-confiança?

Aoi: Hm... Com certeza é durante um live, né. Acho que o eu mais legal é o eu durante um show. Mas além disso... não tem nenhum outro momento. Hm.

- E então, qual você acha que é seu ponto forte?

Aoi: Ponto forte.... ponto forte.... Sinto que eu não sou uma pessoa que tenha algo como um ponto forte.

- (risos). Tem que ter algum, não acha??

Aoi: Hm... Ponto forte.... Hummm... Deve ter, né? Eu só não sei qual é. Mas porque eu não tenho um ponto forte não quer dizer que ele não esteja se mostrando na superfície. Pra mim, se não tivesse algum talento considerável não daria pra fazer alguma arte capaz de emocionar as pessoas, e mais do que isso, também não haveria vontade de me esforçar. Por isso.... Pra pessoas que tem talento, dar suporte para pessoas que querem mostrar alguma coisa, eu acho que é pra essas pessoas que eu quero viver....

- Não é algo rejeitável?

Aoi: Isso, isso. Não vou ficar como antes. Pra mim tá tudo bem ficar só com a parte de base na apresentação, que não dá pra a pessoa de talento cobrir. Tudo bem se eu disser que.... esse é o meu ponto forte?

- Acho que é uma coisa boa.

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8 comentários:

Anônimo disse...

Obrigado Gabriela pela tradução! e obrigado Ruby por postar no blog, se possivel você poderia postar essa entrevista completa e a dos outros membros também? eu ficaria muito grato e feliz! Eu sei que depende da tradução da Gabriela também, mas muito Obrigado! ^^

Rukasu ~

Anônimo disse...

Marcus:vontade de pegar ele e dar uma surra !!!
tá louco !!
esse cara é muito pra baixo ...
o talento que ele tem eu não possuo 1% kkk
fica se botando pra baixo assim ,isso é egoismo!
o q tenho a falar de verdade é simplesmente que sem ele não teria a banda como ela é hoje !!!

Misaki Fullbuster disse...

Nossa, muito obrigada mesmo Ruby por ter postado a entrevista. Sinto como se diversas dúvidas que eu possuía tivessem sido completamente esclarecidas nessa entrevista, muito obrigada mesmo por ter postado.

Assim como o Anônimo ai de cima, eu também ficaria bastante grata se desse pra postar a entrevista completa, e a dos membros também, é claro, se der para fazer isso seria muito legal mesmo, mas só por ter postado essa entrevista você completou meu dia, de verdade.

Obrigada mais uma vez Ruby!

Misaki Fullbuster disse...

Eu também concordo com o outro anônimo, sem ele não teria a banda como ela é hoje, mas claro, isso foi um processo que ocorreu com ele.

Raion Garu disse...

Talentoso desse jeito com tanta baixo-estima... caraca, ele é super fodíssimo, tem um talento fora de série, compoe musicas incríveis!! Espero que ele veja em si mesmo o óbvio que todo mundo vê: que ele é o máximo!
E que tenha tirado da cabeça essa idéia de deixar a banda de uma vez por todas

Muito obrigada pela tradução, Gabriela L. e Ruby!

NOn-s3N5E disse...

Primeiro, muito obrigado Gabriela por traduzir e obrigado Ruby por postar! ^^ (de vdd :3)
(Não preciso pedir pra postar o resto se der, né? e.e)

Agora, eu fiquei com uma mistura de pena e raiva do Aoi, tadinho.Como o Marcus disse, dá vontade de pegar ele e dar uma surra kkk! Eu não sabia que ele se sentia tão inferior, agora entendi pq ele queria sair da banda. Se ele era relaxado ou não, só ele pode dizer, pq eu não tava lá pra ver, mas se relaxado ele já tocava daquela forma, e toca como toca hoje em dia, uma coisa que não falta pra ele é talento. Ele precisa de um psicólogo urgente! (Tadinho ;-;). Seria muito legal se ele pudesse receber o feedback dos fãs em relação a isso, pra se animar, né? ^^

Ah, uma coisa que eu não entendi direito: foi até aquela época do DIM que o Aoi pensou em sair da banda, ou foi só naquela época (apesar de já se sentir inferior antes, eu sei '-')?
E... Com dez anos de banda, e ainda faltava uma certa intimidade!? Como Assim!!!??? Qual é o problema desses japas (que eu amo)!?

É isso, obrigado e bjs o/

Ruby disse...

Obrigada pelos comentários <33

A Gabriela está traduzindo a do Aoi toda, mas as dos outros membros ela disse que não vai pegar. Assim que terminar tudo eu posto aqui, tá? :)

Mira disse...

Nós vamos crescendo há medida que as nossas responsabilidades também crescem... mas nem todos nos adaptamos e consciencializamos com a mesma velocidade...

Provavelmente, foi isso que aconteceu com o Aoi. E a baixa auto-estima dele também não ajuda...

Eu compreendo-o muito! Senti e sinto muitas vezes o mesmo no meu trabalho... nem sempre é fácil quando sentimos que deveríamos dar mais e não conseguimos...

O ponto forte do Aoi? O seu coração!
Ele é uma pessoa muito boa e muito doce... algo difícil de encontrar!! ^^

Obrigado Ruby! :)

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