24.8.15

[Tradução] Entrevista com Uruha e Aoi (Vif Music)

A Vif Music publicou no Sábado (22) uma entrevista que foi feita com o Uruha e Aoi. A Gabriela L. traduziu a entrevista para o Português, onde eles falam sobre vários assuntos a respeito do DOGMA. Leia abaixo:

Entrevista com Uruha e Aoi (Vif Music)

Tradução Japonês-Português: Gabriela L.
English translation here

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◆Porque deixamos um ano em aberto, queríamos lançar algo que correspondesse às expectativas  (AOI)


- Vocês estão lançando um álbum depois de cerca de 2 anos. Esse timing para um lançamento já havia sido decidido muito antes?

Aoi: Isso. Ano passado decidimos ficar 1 ano sem produzir nada, mas tínhamos um plano meio vago de lançar alguma coisa este ano.

Uruha: O título "DOGMA" foi surgindo pouco a pouco do fim do ano passado pro começo desse ano.

- Para o the GazettE, qual é a importância de um álbum?

Uruha: Para mim, é o ponto central das atividades. É uma parte do trabalho, mas acho que isso é o ponto mais alto de uma banda.

Aoi: Só com um single é difícil fazer uma tour, não é mesmo? (risos). Acho que ir lançando coisas frequentemente é bom, mas sinto que também não somos o tipo de banda que decide "ah, nesse período xis de tempo vamos lançar 3 singles, depois um álbum". Mais do que isso, almejamos algo mais profundo, e acabamos fazendo algo meio no estilo de agora. E aí a gravadora e os fãs nos perguntam "Vão lançar algo logo?" mas só respondemos "sinto muito".

Uruha: Pelo fato de sermos o the GazettE, podemos ficar um ano sem lançar nada, mas também pelo fato de sermos o the GazettE, também tem essa pressão de que precisamos lançar alguma coisa.

Aoi: Ah, quando vai chegando a época em que as pessoas começam a esquecer da nossa existência, aí é bom lançar alguma coisa (risos). Mas dessa vez até a parte de fazê-los esperar é que contribuiu para que o lançamento saísse dessa forma. Porque ficamos esse um ano em aberto, queríamos fazer algo a altura das expectativas. Dessa vez, como é de praxe, tivemos muitas reuniões para decidir as composições, e o número de composições era o bastante para lançar muitos álbuns ou singles. Fizemos uma seleção cuidadosa dentre essas canções, e solidificamos a imagem [do álbum] daí em diante.

- O título "DOGMA", mais do que os títulos até então, deixa a impressão de ser algo bem mais profundo.

Uruha: É profundo mas ao mesmo tempo bem simples. Mesmo para nós, é um título que a princípio é fácil de entender, mas conforme você vai se aprofundando, a complexidade vai aumentando. Com relação a esse álbum "DOGMA", o desafio da banda foi buscar a melhor forma de "atacar", e tentamos trazer ainda mais como tema a agressividade do the GazettE, somado ao impulso dos fãs e essa pegada meio religiosa, portanto há uma agressividade bem consistente.

- A forma de apreender o significado da palavra "DOGMA" foi similar para os 5?

Uruha: Não houve um encontro propriamente dito para discutir "O que vocês acham sobre DOGMA?", mas o título surgiu, cada um interpretou isso à sua própria maneira, e a imagem de capa surgiu num estágio relativamente cedo, e por isso de certa forma fomos encontrando o conceito [do álbum]. Mas foi bem diferente converter e interpretar isso em forma de música.

Aoi: A palavra é bastante clara, mas o significado estava meio vago. Dessa vez, em vez de discutir, eu acho que foi mais fácil compor e mostrar, e tentar explicar aos outros o que estava sendo proposto. As músicas que cada um de nós trazia eram relativamente próximas de estarem completas, mas todo mundo já toca instrumentos há mais de 10 anos, então é bem mais fácil ver as coisas irem tomando forma. Só que dessa vez cada um tinha um jeito diferente de pensar na hora de compor, por isso fazer algo com apenas essa palavra "DOGMA" em mente talvez tenha sido um pouco complicado. Pensando agora, os títulos abstratos com os quais trabalhávamos até então, de uma forma ou de outra, eram mais fáceis.

Uruha: Pensando agora, eu também acho que foi um tema complicado. Isso de ir planejando e discutindo o conceito enquanto trazemos as músicas é raro para o the GazettE. Dessa vez a forma de fazer as coisas foi um tanto diferente, né? É porque o conceito das composições que lançamos até então não tinha muita diferença. Nesse aspecto, vínhamos fazendo álbuns com títulos meio vagos até então.

Aoi: Dessa vez todas as composições que eu trouxe foram rejeitadas no começo. Só restaram as composições que fiz no final.

Uruha: As músicas rejeitadas foram bem mais fáceis de compor. Nesse começo eu compus pensando "Até aí está bem DOGMA!". Mas aí quando trazia essas músicas pras reuniões de decidir as composições, eu repensava "Ah, talvez eu devesse me aproximar mais do DOGMA dos outros", e por conta disso pouco a pouco foi ficando mais difícil compor. Fui ficando mais consciente de que deveria melhorar isso ou aquilo.

Aoi: Ao ouvir isso, eu fico pensando "como é bom conversar as coisas"!

Uruha: Aham (risos). Apesar de não dar pra entender a conversa, né!

Aoi: Daí é complicado. Melhor não falar tudo, né?


- Ao invés de palavras, [discutir através do] som... Porque vocês são artistas, não é mesmo?

Aoi: Algo por aí. Mas até as reuniões pra escolha de composições, por algum motivo ninguém mostrava suas verdadeiras intenções. Talvez ninguém quisesse mostrar algo pela metade, mas até esses encontros ninguém sabia nada sobre as composições dos outros. Mas até isso é interessante também.


- Dessa vez teve alguma música que surpreendeu vocês nas reuniões de escolha de composições?

Aoi: Ultimamente eu não tenho composto nada muito extraordinário. Mas tem uma ou duas músicas [minhas]. Mas eu tenho a impressão de que elas são muito parecidas, que daria pra substituir por outras.

- Você não se desafia a compor coisas extraordinárias, Aoi?

Aoi: Não! Mas é que as músicas do Ruki são mais fáceis de entender, mais familiares, então naturalmente minhas músicas e do Uruha acabaram caindo na categoria de "estranhas". Será que eu acabei criando músicas extraordinárias sem querer? Eita? Uruha, eu falei merda?

Uruha: Não, sem problemas (risos). Mas sobre esse assunto, é que pelo fato de não sermos cantores, na fase de [compor as] demos a dificuldade é maior. Por exemplo, mesmo que eu componha algo dentro dos princípios do the GazettE, existe uma limitação de que eu não posso pegar emprestada a voz do Ruki, então não existe uma forma que eu possa representar isso. Aí nas reuniões de escolhas de composições parece que estou apresentando uma coisa pela metade. Por isso, enquanto a música vai tocando, não é como se desse pra ir parando e explicando "Aqui é o refrão", aqui é a estrofe B, aqui nessa parte vem um som mais ou menos assim". Aí acontece muito de botar a música pra tocar, todo mundo ficar "?"* e fim. [*Veja a nota no final da tradução]

Aoi: Entendo.

Uruha: Mesmo que eu componha algo que os instrumentos estejam dentro dos padrões, acabo tendo a impressão de que falta algo na música. E fico com aquele senso de obrigação de "tenho que encontrar esse algo!", e me prendo tanto a isso que acabo fazendo umas músicas estranhas mesmo, né (risos). Bem, o ponto em questão é que seria bom se eu soubesse cantar.

- Então, a seguir você e o Aoi também poderiam começar a cantar...

Uruha: Não, aí existe uma barreira chamada "falta de vocação pra cantar" (risos).

Aoi: Isso mesmo. Se eu soubesse cantar eu deveria ser vocalista. Porque fazer os membros me ouvirem, é o mesmo que fazer profissionais me ouvirem.

Uruha: E que tipo de tortura seria fazer os membros me ouvirem? Eles morreriam de rir, e os nossos membros são o tipo que zoam pra caramba, não tenho coragem pra isso. Eu acabaria chorando.


- (risos). Mas se desse pra vocês colocarem o vocal, então o próximo álbum poderia ser só de músicas do Aoi e Uruha!

Aoi: Entendo...! Não, totalmente sem condições! Só iriam morrer de rir e acabou.

Uruha: Mas teve uma só vez que o Aoi trouxe uma música com vocal. Fazendo isso uma vez, dá pra ir se acostumando.

Aoi: Hmm, mas continuar fazendo isso é importante, então vou me esforçar?

Uruha: Ou você também pode acabar abrindo uma grande ferida (risos).


◆ Dessa vez, tentei fazer as coisas de forma mais racional (URUHA)


- Nessa produção, vocês tiveram algum novo desafio?

Uruha: Eu usei mais ou menos as mesmas guitarras que da última vez, mas mudei a forma de gravar dessa vez. As coisas ficaram mais digitais.

Aoi: Isso é complicado, e não consigo fazer muito bem, mas pra ser franco é algo que qualquer um pode acabar conseguindo fazer. Porque utilizar equipamentos digitais é algo que pode ser feito mesmo que não tenha um estúdio, mas é preciso ter uma certa noção. Até então vínhamos usando a técnica de entrar na cabine e gravar com microfone analógico, mas agora a principal imagem que temos quanto ao the GazettE é o da utilização de equipamentos digitais. Mas claro que isso não quer dizer que seja a melhor forma absoluta de fazer as coisas, e podemos mudar de novo nas produções futuras. Mas nas condições atuais essa é a melhor escolha.

Uruha: Quanto a esse método, eu não tenho dificuldade mas é importante fazer as coisas com o máximo de nossas habilidades. Há uma certa satisfação de conseguir fazer 100% das coisas que só dava pra fazer em um estúdio de gravação, mas sem pensar muito nisso dessa vez, tentei fazer as coisas de forma mais racional. Quando o som chega ao computador ele se torna digital, pra ir do amplificador até a próxima etapa é bem mais rápido se feito digitalmente, e escolhemos esse método em que o índice de perdas é bem mais reduzido.

- Quando a isso, economiza-se tempo nessa parte se comparado a outros métodos, certo?

Uruha: Isso, e o trabalho de mexer nas configurações também é reduzido, entre outras coisas, é um método de vantagens ilimitadas. Apesar de que é uma forma que nos faz deixar pra trás os métodos antigos de gravação. Mas somos uma geração que usa tanto o método digital quanto o analógico, então fazemos questão de mostrar o quão boas são ambas as formas.

- O the GazettE é da geração que presenciou bem essa transição, não é mesmo?

Aoi: Sim. Fizemos tanto o analógico quanto a gravação em fitas...

Uruha: Ambas as formas têm um problema de qualidade incompleta, e por isso nunca tivemos algo como "Se não for com o método analógico, não aceitamos!", temos essa flexibilidade de buscar o melhor método. Apesar de o the GazettE estar definitivamente imerso no gênero Visual Kei, em questões musicais talvez sejamos bem flexíveis. Dessa forma podemos curtir bem mais a música, se houvesse rigidez quando a musicalidade, as coisas não seriam mais divertidas.

- E essa flexibilidade não se reflete apenas na originalidade dos lançamentos, mas também na qualidade não é mesmo?

Uruha: Se não fosse assim, até mesmo nós não iríamos querer lançar mais nada. Acho que porque podemos aprender muito do ambiente ao nosso redor, nós somos capazes de criar uma variedade de coisas.

◆    Mesmo que a gente componha da mesma forma, o som que eu e o Uruha criamos é diferente (AOI)


- Aoi, como foi a gravação dessa vez?

Aoi: Dessa vez não usei muitas guitarras, e porque eu estava usando low tuning, eu usei como guitarras principais a da ESP, e uma guitarra comprida chamada dragonfly. Ultimamente, quando quero fazer esse tipo de som, o número de vezes que escolho essas guitarras é tanto que acabo nem pegando muito nas outras.

- E quanto ao som, como foi?

Aoi: Fui gravando naturalmente sem fazer nenhuma mudança muito drástica no amplificador, e acho que aumentando ou diminuindo a força da mão com que toco a guitarra influencia mais facilmente o som. Mesmo que eu componha com o mesmo ritmo da batida, o som que eu e o Uruha produzimos é diferente, e estou me esforçando pra poder mostrar isso. O som pode até ser meio parecido, mas a nuance muda um pouquinho, então se der pra vocês sentirem isso mesmo que de leve, ficarei feliz!

- O estilo de tocar dos dois é totalmente diferente, mas vocês se desafiam a trocar?

Uruha: Eu não sou tão talentoso assim!

Aoi: É que o nosso modo de compreender a música e a guitarra é fundamentalmente diferente. Porque eu sou um indivíduo relativamente bruto, sou o tipo que prefere deixar as coisas assim, sem pensar muito profundamente. Mas quando ouço o Uruha tocar, penso "Ah, então é assim que se toca" e acho que o estilo dele combina muito mais com as músicas do the GazettE.

Uruha: Não não, não tem nada disso! (risos).

Aoi: Não, não, não, Uruha-sensei, como esperado! Mas, mais importante do que todo mundo no the GazettE ser capaz de captar o ritmo da mesma forma, se nós não estivermos todos na mesma linha não dá!

Uruha: Mas o mais chato quanto a ficarmos todos na mesma linha é ele mesmo! Eu não me importo a ponto de poder falar isso numa entrevista (risos). O Aoi é bem obsessivo quanto a estarmos na mesma linha, e se for pra falar do estilo dele de tocar, é bem emotivo. Ele consegue expressar muito bem as emoções. Eu acho maravilhoso essa capacidade dele de expressar as emoções na forma de gravação. Eu pareço mais o tipo colarinho branco, que mexe com os materiais brutos. Eu só sou obsessivo com a qualidade da parte mais bruta da guitarra, mas depois disso conto com ele~.

Aoi: Parece que é assim mesmo, né (risos). É que ele está sempre testando várias coisas. Ele é bem rápido pra gravar a guitarra de base. Mas quando é o solo ou guitarra principal, ele fica tão absorto na qualidade do som que demora um tempão pra tocar. Ele fica um tempão sem pegar na guitarra, tentando várias abordagens no som, fica horas e horas mexendo em detalhezinhos minúsculos. É impressionante o nível de fixação!

Uruha: Por culpa disso, os solos de guitarra mais recentes têm demorado um tempão. Antes era tão tranquilo... Porque é uma parte que assim como o vocal aparece bastante, é a parte um pouco mais barulhenta, uma parte bem humana, fui me interessando por isso mais e mais ao longo dos anos.

Aoi: Foi ficando mais rígido!

Uruha: Sim, fui ficando mais rígido (risos).


- A natureza desses guitarristas é mesmo muito interessante. Se vocês fossem destacar alguns pontos para ouvir com mais atenção nesse álbum, quais seriam?

Uruha: Nesse lançamento não tenho muito isso de "OUVE ESSA PARTE!". Só destaco o balanço perfeito de poesia em meio ao som tão violento da banda. Quando tem partes mais agitadas, os arranjos são omitidos. No entanto, mesmo em partes em que o solo ou obbli [#obbligato. Terminologia musical, indica a contra-melodia que contrapõe a melodia principal em uma composição ou apresentação musical] se destaquem, é importante que haja uma mesclagem com a base. Se der pra sentir que fizemos um bom balanço na gravação nesse quesito, então sinto que nosso dever estará cumprido.

Aoi: Pensando nas coisas uma por uma, excluindo as coisas que podia excluir, e pensando nas frases de guitarra que queríamos mostrar naquela época... surgiu isso!

Uruha: Por ter muitas músicas do Ruki dessa vez, a base da música original era ±0, mas na fase dos arranjos todo mundo foi adicionando coisas, não é mesmo? A partir daí fomos removendo coisas na etapa de pré-produção... Claro que houve uma melhora com relação à condição da música original, mas mesmo com os arranjos 100% feitos ainda fomos retirando coisas.

Aoi: E nessa parte de ir retirando coisas, ficou aquele sentimento de estar dando adeus com lágrimas nos olhos. "Mesmo tendo uma ideia como essa... mesmo tendo uma ideia como aquela..."

Uruha: (risos). As músicas do Ruki são simples na parte de arranjos, e o principal acaba sendo o vocal, mas conforme vamos tocando os instrumentos, vamos querendo colocar o destaque em algum lugar. Enquanto o Ruki está centrado pensando no aspecto vocal, ele escuta os arranjos dos outros e se ele falar "ah, tudo bem", quer dizer que não atrapalha a música. Mas quando ele fala isso ou aquilo, fico pensando se é porque atrapalhou a música. Nesse sentido, essa foi uma batalha com o vocalista. Se no meio do arranjo tem algum som que chama a atenção, então é pra ficar impressionado porque provavelmente esse arranjo foi incluso porque fez um bom trabalho em não atrapalhar o vocal do Ruki.

◆    Realmente, o 13º Aniversário é um ano agourento (URUHA)


- Dessa vez vocês lançaram um lyric video pra "Ominous", foi a primeira experiência do the GazettE com lyric video, certo?

Aoi: Acho que foi por causa da manifestação da vontade do Ruki de "eu queria mostrar ainda mais sobre o mundo [do Dogma] da forma como eu imagino!"

Uruha: Acho que é porque ele tinha um desejo de fazer algo assim por ser vocalista? Mas eu nem sabia que algo assim [lyric video] existia.

- Os membros sequer aparecem no vídeo, não é mesmo?

Uruha: Isso mesmo. Mas porque o vídeo está realmente imerso no mundo das palavras, é mais tocante. Melhor do que em um MV, essa fluidez de palavras e imagens transmite a mensagem de forma mais pura.

Aoi: Ei... Então quando nós aparecemos, estamos destruindo o imaginário?

Uruha: Bem... Certamente que quando nós aparecemos, os olhares acabam se desviando [pra nós] e isso pode atrapalhar, né (risos)


- Na entrevista do Film Bug, o Ruki disse "Eu me sentava do lado do diretor e ia dando as instruções". Como foi dessa vez?

Aoi: Ah, dessa vez ele mesmo fez as edições de imagens. O Ruki é um cara muito multitask.

Uruha: Multitask até demais!

Aoi: (risos). Mas recentemente ele também tem feito a gente editar as coisas... Ai ele fica dando as instruções enquanto a gente tá no PC.... Ele supervisiona e tal.

Uruha: E fica falando "Você não vai fazer isso?" (risos)

- Esse Ruki.... (risos). Outra coisa dessa produção, surgiu o assunto convocação para os "Guerreiros do Headbang" participarem de um MV, certo?

Aoi: Isso mesmo. Mas parece que estão todos achando que foi com uma música retirada do álbum... O que será que é~? Se fôssemos gravar [com uma música do DOGMA] agora, não ia dar pra lançar o álbum, né!

- Com relação a PVs em que aparece uma plateia, não tem nenhum desde Hyena, não é mesmo?

Aoi: Isso mesmo. Mas em Hyena, tinha uma grade que separava a gente da platéia. Dessa vez é algo mais próximo.

Uruha: Pra ser bem sincero, dessa vez a gente é que estava com o megafone nas mãos.

Aoi: Porque nós éramos os diretores. Dessa vez sem ter um diretor de fato, nós mesmos íamos fazendo os cuts e pensando enquanto gravávamos. Nós abusamos do megafone!

Uruha: Por causa disso não tivemos tempo nenhum pra dormir, então eu me arrependo muito disso (risos).

- Vocês estão atacando com tudo nesse 13º aniversário do the GazettE.

Uruha: É que esse é o nosso grande amuleto [no sentido de 13 ser um número especial pra banda]. Esperamos por tanto tempo e aí resultou nisso.

Aoi: Vamos atacar com tudo mesmo, com certeza!

Uruha: Mas... Ultimamente estamos muito no computador, essa é uma vida desconhecida pra mim. Eu quero a turnê logo! Quero tocar guitarra!

Aoi: Quando essa entrevista for ao ar acho que já vai ter saído o vídeo de prévias do DOGMA entre outras coisas, mas esse vídeo também fomos nós que fizemos! Por isso, quero que prestem atenção! Fizemos sem dormir. Foi uma produção livre totalmente independente (risos). Mas como as imagens ali tem bastante a ver com as músicas, acho que fica fácil para entrar no imaginário do álbum. Mas isso sou eu me gabando...

Uruha: Mas nós dividimos as músicas entre os 5 e cada um foi fazendo, então é interessante porque ficou uma representação bem variada.

Aoi: Por causa disso, quando eu olhava o dos outros, pensava "Nossa, o meu tá horrível..." e ia consertar o meu e não acabava nunca (risos). E ficava pensando "ano passado foi tão pacífico...". Só consigo pensar que alguém estava planejando uma pegadinha... Realmente, 13 é um número agourento.

- Uma sensação de "estar enforcado no alto dos 13 degraus", como diz a letra de DAWN, né?

Aoi: Exatamente essa sensação! As pessoas ao nosso redor mesmo dizem que esse é o mais cansado que estivemos em toda a história da banda!

Uruha: E de agora em diante acho que também vai ser bem tenso. Temos que decidir uma série de coisas. Estou rezando pra que os planos pro ano que vem possam se concretizar em segurança. Seria bom se a gente só precisasse se preocupar com as coisas da turnê, mas estou bravo achando que não vai ser bem assim. Realmente, o 13º aniversário é um ano bem agourento.

Aoi: Queria um ano pacífico, mas parece que vai ser impossível... Parece que vai ser um ano inesquecível (risos)

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Nota:
Nessa entrevista da Vif, o Uruha fala sobre os membros ficarem com uma "interrogação" quando escutam as demos dele. Isso já tinha sido comentado em uma entrevista sobre o DIVISION em 2012. O Ruki comentou sobre essa "?" que aparece na cabeça quando eles escutam as músicas que o Uruha leva para as reuniões. Veja abaixo:

Shoxx 235 (entrevista sobre o DIVISION)

Ruki: Geralmente, durante as reuniões sobre as músicas, quando nós escutamos uma demo do Uruha, uma "?" aparece nas nossas cabeças. Assim que o ritmo começa nós não conseguimos mais acompanhá-lo. (risos)

Kai: Exatamente, é assim mesmo (risos). A primeira coisa com a qual eu me preocupo é "como é que eu deveria tocar essa música?".

Reita: Eu entendo como se sente. (risos)

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5 comentários:

Pe disse...

Pato modesto... não é tão talentoso assim... sei KKKK
Mas ele reconhecer a emoção que o Aoi coloca foi tão cute ♥ Eu amo esses dois cada vez mais.
E amei a entrevista (toda) também :)
O fato de cada um ter metido a mão no video tb foi muito legal!

Obrigada, Ruby, Gabriela & VersoAcabado ;)

Rukia Shima disse...

Eu acho tão fofa a forma como eles são modestos!
Realmente, achei o álbum bem pesado até agora, e a entrevista deixou mais claro o por quê.
Agora, cá entre nós: to rindo absurdos quando o Uruha fala sobre cantar HUEHUEHUEHUE
Obrigada Ruby!!

Anônimo disse...

Eles deram o sangue pelo Dogma... A expectativa é grande e acho que valerá a espera. Tem coisa boa vindo nesse disco, que maravilha!

(O Beautiful Deformity pra mim é como o St Anger na carreira do Metallica.)

Carolina Almeida disse...

Obrigada pela tradução ♥
Amei essa entrevista. To rindo até agora do "Eita? Uruha, eu falei merda?" Imaginar o Ruki ensinando e fazendo eles usarem os programas de edição tbm é a melhor coisa auhsiauhsiuahsiuh Ai, to bem ansiosa. Esse album realmente parece estar maravilhoso. Eles me deixaram ainda mais na vontade;;

Anônimo disse...

Gente, adorei! Super obrigada pelo trabalho de tradução!

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