17.2.13

GOD Panfleto - Entrevista com Aoi (Parte 1)

O post abaixo foi escrito pela GMaiden:

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Abaixo você confere a tradução em português da primeira parte da entrevista individual do Aoi para o panfleto da turnê Groan of Diplosomia, que vem abordando os aspectos pessoais do Aoi em relação à turnê e ao álbum DIVISION.

GROAN OF DIPLOSOMIA PAMPHLET - Aoi Abrasion Interview

Tradução Japonês-Inglês: A&M Translations (Parte 1 | Parte 2 | Parte 3
Tradução Inglês-Português: GMaiden (Parte 1 | Parte 2 | Parte 3)
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Entrevistador: Enquanto encaravam a realização da LIVE TOUR 12 –DIVISON- GROAN OF DIPLOMASIA 01, houve temas que vocês gostariam de ter acrescentado?

Aoi: O DIVISION não é um álbum de 2 CDs com conceitos diferentes? Foi dividido em dois: uma parte com elementos eletrônicos bem fortes e a outra na qual você pode achar a nova forma do the GazettE até hoje. Foi realmente necessário reunir essas duas partes durantes os lives, mas se pensarmos sobre a conexão com o TOXIC, não é tudo mais fácil? Mesmo quando preparamos a setlist, há o sentimento de que você pode combinar as músicas sem muitas dificuldades. Desde o início, o the GazettE era uma banda que criava vários tipos de músicas e nós mostrávamos diferentes lados durantes os shows. Já que nós ainda não começamos a turnê, eu não sei, mas acho que os shows não vão se desviar da imagem atual do the GazettE até o extremo.

Entrevistador: Eu mal posso esperar para assistir os lives! O tom pesado usado no DIVISION, enquanto são explorados elementos eletrônicos, dá uma sensação de que se pode criar uma diferente atmosfera comparado a antes. 

Aoi: Quando nós fomos entrevistados sobre o DIVISION, palavras como “eletrônico” e “dustup” [parece ser uma derivação de música eletrônica, assim como o dubstep] apareceram, e eu não consegui entender completamente o significado... então eu pensei que já que estava fora do meu entendimento, seria melhor deixar para o Uruha e o Ruki. Contudo, encarando os shows, eu achei que seria impossível se eu não soubesse ao menos um pouco sobre que tipo de coisas eram essas. Então eu fiz algumas pesquisas e inesperadamente foi interessante. *risos* A partir disso, eu estou recentemente me divertindo experimentando o sintetizador. É por isso que estou bem ocupado. Porque eu estou tendo que tocar guitarra e experimentar o sintetizador. *risos* Eu comecei recentemente com isso, ainda estou naquela fase em que eu procuro em todo lugar para comprar equipamentos e materiais.

Entrevistador: Isso que você está fazendo agora, poderia ser um objetivo para o futuro mais do que a próxima turnê? 

Aoi: Vamos dizer que agora isso está na minha visão das coisas. Não há nada melhor pra mim do que entender isso também. No fim das contas, o sintetizador é um som eletrônico que faz ‘pi-’ ou ‘bu-’ [NT Jap/Ing: Achamos que ele quis dizer: sons agudos e graves], adicionando eles você cria sons e isso é interessante. Se eu tiver que dizer, eu acho que seria bom explorar tudo disso durante nossa próxima turnê. Criar uma SE [música somente instrumental] usando o sintetizador, tocar entre a parte principal do show e o encore. Porém, eu acho que não estarei a tempo pra isso. Eu entendi a idéia muito tarde. *risos* Embora não seja possível fazer isso para essa turnê, acho que farei em breve.

Entrevistador: Você está cheio de boas vontades como sempre. Falando sobre o palco, utensílios, etc… que tipos de coisas foram concebidas? 

Aoi: Eu acho que vai ser um padrão onde as imagens fluam usando LED. Eu ainda não sei que tipo de imagens, mas poderiam ser coisas que despertassem a imaginação. Ruki está cuidando novamente disso. Além disso, já que os staffs disseram que a natureza e a qualidade de imagens são melhores [que as do] TOXIC, eu gostaria que vocês esperassem por isso.

Entrevistador: Eu mal posso esperar! Falando do panfleto dessa turnê, é importante que vocês estejam usando fotos nas quais o conceito do DIVISION é expressado por cada membro. 

Aoi: A sugestão de fazer esse tipo de fotos veio do Ruki. Mesmo fazendo apenas um único ponto de vista desse conceito com todos os membros, ainda seria bom, mas essas sugestões colocam movimento nas nossas mentes. Já que essa seria uma boa oportunidade de mostrar o jeito de ser de cada um de nós, eu pensei “por que não?”. 

Entrevistador: Enquanto a arte do Division tem uma forma que expressa o conceito como um todo, olhando para as fotos do panfleto, você consegue entender como o DIVISION é percebido por cada membro. Por essa razão, eu acho que os fãs ficarão muito felizes.

Aoi: Assim mesmo, já que você poderá ver a parte pessoal de cada membro. As nossas fotos são... como eu digo... bem adiantadas, extremamente ambíguas e o staff me disse “O que você quer fazer?”. Já que não havia passado muito tempo desde a época em que a sugestão apareceu até o photoshoot, eu achei que eu poderia simplesmente expressar a primeira coisa que eu tinha dentro de mim. Essas fotos foram tiradas baseadas nisso. O tema é “rasgando a pele” e desse ponto de vista no qual a epiderme é rasgada, você pode ver o interior do corpo.

Entrevistador: Eu pensei que talvez você estivesse representando (da forma dividida do DIVISION) a natureza das duas faces: a face externa (a parte exterior) e a face interna (a parte interior). 

Aoi: Não é assim. O the GazettE continua mudando, não é? Dentre tudo isso, desde que eu trabalho nessa banda, eu sinto que você não pode continuar o mesmo. Enquanto a banda prossegue, você não tem que trocar de “pele” mais de uma vez? Eu acho que, provavelmente, enquanto se faz isso, é necessário evoluir. Eu queria expressar isso, não de uma maneira grotesca, não com sangue, mas eu [acabei] ativando um sentimento mecânico. Por isso eu dilacerei a pele de um homem da sua carne, não pra dizer “eu sou uma máquina”. Eu estou mostrando a imagem de “trocar de pele” do meu próprio jeito.

Entrevistador: Na parte em que a pele está levantada… é algum tipo de maquiagem especial? 

Aoi: Exatamente. Mesmo que eu diga que é uma maquiagem especial, era apenas um tipo pregas ligadas a pele. *risos* A equipe de maquiagem pegaram-as já no formato, então já que só precisaram prendê-las, não levou muito tempo. A sessão de fotos também foi rápida. Como um todo, foram duas horas. Eu pensei que levaria um dia inteiro, mas tive sorte de terminar logo. *risos* Sessões de fotos longas mantêm a tensão terrivelmente. Eu pensei “fazer uma sessão de fotos sozinho é o melhor!” *risos*. Quando nós tiramos as fotos, o designer me disse para arranhar a parte onde a pele estava rasgada. Entretanto, eu queria transmitir que a pele estava rasgada, e não que eu tinha lacerado a pele eu mesmo. No fim, nós tiramos esse tipo de fotos também. Já que estávamos no meio da produção, eu pensei em expressar minha opinião. *risos* 

Entrevistador: Eu estou ansioso pela realização das fotos! Indo em direção a turnê, o que você pessoalmente pensa? 

Aoi: Dentro de mim, parte do grande respeito de ser parte dessa banda, há o desejo de me mostrar mais. Eu acho que perceber isso é uma vantagem para a banda também. Entretanto, fazer isso durante os shows é difícil. Especialmente na turnê desse álbum. Porque, se você não for adiante como o programado em certo nível, haverá consequências negativas. Por essa razão, eu não sei como isso irá terminar. Nessa observação, o objetivo dessa turnê seja talvez soprar pra longe todos os erros? *risos*

Entrevistador: Mas… vocês cometem tanto erros assim? 

Aoi: Eu cometo. *risos* Eu não quero que você entenda errado. Os erros dos quais eu falo não são coisas simples como fazer um acorde errado, por exemplo. Quando eu assisto shows de bandas jovens, acontece que as exibições [dessas bandas] não se encaixam bem e os membros correm muito e para longe até ficarem muito cansados e eu digo “onde você está indo com tanta pressa?” *risos*. Talvez você esteja ocupado pulando enquanto toca uma música com um tempo [musical] rápido ou se mostrando. Além disso, isso [o desejo de se mostrar mais do qual ele falou] não leva a erros também? Esse tipo de exibição... eu acho que eles acabam errando de um ponto de vista da música na totalidade.

Entrevistador: É um ponto fraco, sem dúvidas. 

Aoi: Já que são menos evidentes que erros de acordes, talvez existam muitos ouvintes que não percebem, mas esse erros são os piores. Os erros do quais eu falo são os tons de palhetagem, a precisão do conjunto, um som agradável, etc... é um assunto desse nível e eu não quero que você confunda com erros simples. Além disso, mesmo que eu diga isso, na turnê passada eu não toquei o solo de guitarra, eu virei de costas! *risos* Mas eu pedi muitas desculpas por isso. *risos* 

Entrevistador: É verdade. *risos* Eu falo com muitos artistas e eu consigo dividí-los entre pessoas que cometem erros e não ligam e pessoas que ficam tensas. 

Aoi: No meu caso a tensão toma conta. É por isso que é perigoso pra mim cometer erros. Eu cheguei a um ponto de pensar que foi uma vergonha. Eu não ligo se forem uma ou duas vezes, mas se continua acontecendo, eu decaio. Eu penso “eu não posso tocar hoje” e não consigo me divertir durante o show.

Entrevistador: Nesses momentos, mesmo que isso não aconteça de verdade, você não tem a sensação que as pessoas da primeira fileira estão rindo de você?

Aoi: Assim mesmo. *risos* É por isso que não consigo olhar para os fãs. *risos* Mesmo que eu não ligue no momento em que eu cometo o erro, quando o tempo passa eu penso “eu cometi um erro antes!” e a partir desse momento eu decaio. *risos* Além disso, durante as turnês para o fã-clube, os fãs e a banda estão próximos um do outro e isso é bom, mas na próxima turnê eu quero “deixar” os fãs. Eu não faço isso de maneira egoísta, eu quero mostrar essa atitude. Nessa condição, cometer erros a mil por hora é diferente. Agora, eu estou em uma fase de constante preparação *risos*.

Entrevistador: É errado tocar diretamente, mesmo a fim de prevenir erros, não é? 

Aoi: Exatamente. Depois de fazer uma exibição sem erros, eu quero causar uma boa impressão também. Falando pelo Visual Kei, o jeito de se manter e o modo de se mostrar de bandas hardcore não são agitados? Por isso que algumas bandas bagunçam a apresentação, mas de qualquer jeito há pessoas que tocam bem. Eu quero apontar pra isso. O the GazettE também era bagunçado antigamente, havia partes conectadas de um jeito natural, mas você não conseguia dizer se elas estavam harmonizadas de uma maneira clara... *risos* Já que os fãs estão amadurecendo com a banda, fãs que dão muita importância ao que ouvem e não apenas pra se divertirem e enlouquecerem estão aumentando. É por isso que eu leio as cartas dos fãs seriamente, etc... e quando coisas que não são boas são apontadas, eu penso “ah, desculpa...” *risos*. É difícil, mas eu quero que as duas partes se divirtam. E acho que a partir de agora eu tenho desejado isso ainda mais com esse tipo de consciência.

Entrevistador: É realmente admirável que você esteja se referindo a isso mesmo agora! Dentre as músicas do DIVISION, se você tiver que escolher uma música que você se diverte tocando e, do contrário, uma música que faz você sentir a pressão, quais seriam?

Aoi: Eu acho que cada música dá um tipo de satisfação quanto é tocada, então eu fico impaciente. Em uma entrevista eu disse que eu fiz minhas partes na guitarra muito simples... mas quando eu olhei pra trás para isso, eu achei que eu estava fazendo o meu máximo. Além disso, quando eu faço músicas novas pela primeira vez, eu fico sempre incerto durante o ensaio, mas dessa vez eu as fiz bem combinadas. Quem sabe se elas irão transmitir um bom sentimento. Não há uma música em particular que me faça sentir pressionado. Na parte acústica de Kago no Sanagi, eu tenho a sensação de que eu consigo fazer de algum jeito, inesperadamente eu penso que posso tocar. Eu pratiquei e acho que está bom. *risos* É verdade que a prática é muito importante, não é apenas conversa. Recentemente, eu pratiquei muito com a guitarra, e não tocando apenas nossas músicas. Ontem nós começamos os ensaios e eu senti que esse modo de praticar está dando resultados. Até aquele momento, já que eu estava tocando sozinho, eu não percebi isso, mas quando eu toco com a banda eu consigo entender perfeitamente.

Entrevistador: Essa é a prova de que se você ganha experiência e pratica, você faz progresso. Além disso, o fato de você não ser contrário a tocar a parte acústica durante os shows é um ponto forte do the GazettE.

Aoi: Sério? Eu não sei sobre isso. Além disso, eu consigo entender o porquê de muitos guitarristas não quererem tocar a parte acústica. Mas eu quero tocar Kago no Sanagi o mais rápido possível. Talvez a música que eu sinta mais pressão seja Yoin. Provavelmente porque, durante o show, quando acalma [o ritmo da música] eu tenho que tocar meu solo. *risos* Eu me pergunto o motivo de eu tocar o solo nessa música. *risos* Seria melhor tocar em uma música mais rápida.

[continua…]

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5 comentários:

Aninha disse...

Amo quando o Aoi me passa a sensação de que está tudo bem... quando ele fica 'leve' pra comentar certas coisas! Essa entrevista foi muito boa mesmo! Entrei na atmosfera 'the GazettE'!

Obrigada Ruby!!!

Mira disse...

Também gostei muito desta entrevista. Sente-se um Aoi mais livre e com vontade de falar.

Fiquei muito curiosa em relação ao "cenário" envolvente das luzes e das imagens, pelo que percebi deve estar fantástico.

É bom sentir todo o empenho do Aoi no treino e preparação para os lives, sem dúvida que a prática ajuda muito e é essencial para corrigir e identificar e evitar os erros. Acho que ele está mais atento a todos os erros, e concordo com ele, não são só de errar ao tocar mas forma como se está em palco também é importante para fazer de um live um bom live. Nisso concordo com ele.

Mas, mesmo com muito treino e ensaios os erros podem acontecer na mesma... e sentir que o Aoi se preocupa com o que o fãs pensam deixa-me feliz. Mas mesmo que ele erre uma vez continuará a ser um excelente guitarrista. Resta seguir em frente que da próxima vez já irá correr tudo bem melhor!

O Ruky tem uma criatividade enorme! Cada vez estou mais convencida disso, no entanto gostei do conceito que o Aoi deu às suas fotografias, mas será que existe algo mais para além desse rasgando a pele?...

E eu adoro o Aoi a tocar as partes acústicas. Vê-lo com aquele sorriso lindo enquanto toca dá uma outra magia à música! *.*

Obrigado GMaiden e Ruby!

Anônimo disse...

obrigada GMaiden e Ruby!

lendo o Aoi falar tanto em erros me faz admirá-lo ainda mais, por assumir isso publicamente :) não q seja vergonhoso, ele é humano.

acho super legal o crivo do público japones, q percebe quando há erros nos acordes. Aqui no Brasil ninguém percebe nada, só gritam :( lá o público é diferenciado. Admiro isso neles.

Pe

GMaiden disse...

Por nada. ;3

Dai ; Uhura disse...

Ah, Aoi! (Não consegui soltar tal exclamação ao ler sobre o sintetizador XD)
Contudo, vamos lá Aoi-san, continue assim!

Wow, curiosa para as imagens do live agora, hm.
Man, como fiquei perdida nesta entrevista... boiei muito sobre os panfletos.
Entretanto, mesmo ainda não tendo visto, eu achei muito interessante o conceito que o Aoi quis passar com as suas fotos. Foi muito, muito, válido para mim.

Achei tão fofo o que ele comentou sobre as cartas dos fãs, que amor. *-*

De fato, está entrevista está muito boa. Concordo e ressalto, todos os comentários aqui já feitos.

Enfim, sempre fico admirado com essa forma do Aoi de ser, e agir. :3

Muito obrigado, Ruby-san e GMaiden. <3

Dai

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