16.2.13

[Tradução] ROCK AND READ 041 Uruha (Parte 2)

Abaixo está atradução em Português da segunda parte da entrevista com o Uruha para a ROCK AND READ 041, lançada em Abril de 2012. A tradução em Inglês foi feita pela nobishonennolife e passada para o Português pela Brends.

Uruha ROCK&READ 41 Entrevista (Parte 2)
(Parte 1 | Parte 2)

Tradução Japonês-Inglês: nobishonennolife
Tradução Inglês-Português:@blakkuchii (Brends)

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-"Bem antes [do live ter começado], no backstage nós juntamos nossas mãos e nos abraçamos... Naquela hora, eu comecei a captar um sentimento especial [para o live]"-

Pergunta (P): Para ser sincero(a), quando eu te perguntei antes do live, eu pude sentir o entusiasmo tipo “Nós temos que fazer desse um bom live!”, mas eu realmente não senti o entusiasmo dos outros membros. 

Uruha (U): Na verdade, nós não tivemos esse tipo de sensação. De qualquer forma, era tipo, nós tínhamos que fazer isso adequadamente. Contudo, mesmo antes da coisa bem antes do live [N/T: a moça realmente traduziu colocando “a coisa”, que se refere ao momento exato antes do live quando os membros se juntam.], nós não tivemos esses sentimentos leves do tipo “vamos nos divertir”, mas ao invés disso, nós ficamos tensos. Bem, nós nos sentimos pressionados em um bom sentido.

P: Visto que, é um live no qual vocês expressam sua gratidão para os fãs, vocês devem ter sentido muita responsabilidade ne. Mais do que isso, após uma turnê normalmente há uma “próxima”, uma continuação, mas nesse tipo de live não há algo como tal. Não é como se vocês tivessem fazer isso minuciosamente de algum modo?

U: Você está certo(a). Entretanto, nessa hora nós também anunciamos coisas como a nossa próxima turnê, não foi? Por isso não é apenas um evento de uma noite, mas também precisa ser algo que guie para as nossas futuras atividades. Pessoalmente, eu pensei que era apenas um evento. Eu dei [ao live] esse tipo de sensação. Todavia, após o live ter acabado eu chequei meu email, e eu tinha recebido várias mensagens dizendo “Eu não senti como se tivesse acabado.”, e ao invés, isso pareceu levar para alguma expectativa sobre o que nós iremos fazer em seguida. É claro que sabíamos sobre a programação antecipadamente (risos), mas como foi anunciado naquela hora, é como se nós estivéssemos dizendo aos fãs que “nós não estamos parando”. Na verdade aquilo foi um tanto inesperado, porque não tínhamos tamanha intenção. Na verdade, foi mais como “já que é uma boa hora, vamos fazer um pouco de promoção também”. (risos)

P: Contudo, como resultado isso se tornou uma coisa importante. Para os fãs, não foi apenas ver uma parte de vocês que é raramente vista, mas eles também começaram a aguardar pela “próxima coisa” de vocês.  Isto não é importante?

U: Certamente. Na verdade, se aquilo [o live] os animou, então foi bom. É por isso que aquele tipo de reação foi inesperado. É desrespeitoso [para os fãs] se eu falar que é inesperado. Eu penso que foi “um erro de cálculo bom”.

P: Como eu disse antes, durante o encore cada membro disse algo. Foi algo decidido previamente?

U: Não, eu não sabia sobre isso. Antes do live, quando checamos fluxo da apresentação, esse tipo de conversa não estava presente de maneira alguma. Durante o ensaio alguém disse “Devemos pular no final?”. Por isso que, de fato, naquela hora eu não preparei nada. (risos)

P: Quando o microfone foi passado a você, uma agitação começou na platéia.

U: Bem, mesmo entre os membros eu realmente não sou de falar muito. Ao menos, é bastante difícil me fazer dizer algo.

P: Às vezes você não sente vontade de dizer algo no palco?

U: Não... As coisas que quero dizer não são algo que eu diria enquanto seguro o microfone. Se eu não conseguir transmitir isso com a minha guitarra... Então de que modo eu conseguiria transmitir. (risos) Eu acho que é fácil transmitir meus pensamentos através de palavras, porém também há a sensação de “Eu não serei mais capaz de passar isso de nenhuma outra forma”. É muito simples. E então se eu quero falar sobre algo mais profundo, isso se tornaria mais abstrato, ou mais coisas relacionadas à música. De qualquer modo, se eu for falar um MC, então eu devo passar isso de forma simples para não existir mal entendidos. Na verdade, eu não tenho nada a dizer nesse tipo de situação, mesmo que estranhamente eu esteja escrevendo um blog.

P: Você se sente como se não precisasse falar muito porque o Ruki-san tem colocado a maioria dos seus sentimentos no discurso dele?

U: É isso. É realmente isso. Então, eu fui assistir vários lives, mas eu não gosto muito de bandas que só falam aqui e ali. Nesse momento eu pensaria “Não tem problema se você não falar”. (risos) Às vezes eu acho que até mesmo o vocalista não necessariamente precisa falar. Eu acho que essa tendência de ter muitos MCs existe apenas no Visual Kei. Para mim, eu acho que seria melhor se as bandas de Visual Kei não fizessem esse tipo de coisa. Claro que os fãs podem querer ver isso, mas eu não. Nós, bem, vamos continuar sem fazer isso.

P: Se eu disser francamente, no início as bandas de Visual Kei não eram sociáveis.

U: Verdade. (risos) E então, para se livrar dessa imagem, muitas bandas começaram a falar muito e a dizer algumas coisas engraçadas. Quando isso acontece, para mim é como se eles tivessem acabado. Para isso acontecer, é como se estivesse tudo bem em se afastar (das origens).

 -"Eu realmente não tenho essa de 'Eu preciso ser assim'. Pelo contrário, eu tenho uma imagem particular para o Visual Kei, tipo 'Visual Kei precisa ser assim.'"-

 P: A opinião sobre isso pode mudar dependendo da geração. Eu acho que isso não tem relação com o assunto, mas embora você esteja em uma banda, você não tem a sua própria “imagem” que não irá mudar por nada? Algo como, “Uruha precisa ser assim”.

 U: Hmm... Eu realmente não tenho essa de “Eu preciso ser assim”. Pelo contrário, eu tenho uma imagem particular para o Visual Kei, tipo “Visual Kei precisa ser assim.” Eu ainda não consigo me transformar completamente no meu “eu” ideal. De uma maneira ideal, eu quero ser mais inflexível e impulsivo, mas no momento, com a minha posição atual, eu não posso fazer isso. Nesse sentido, eu acho que eu terminei escolhendo algo seguro para mim. No momento eu quero me livrar deles.

 P: Se você estivesse livre [para fazer a sua vontade], o que você faria?

 U: Talvez eu acabasse usando maquiagem branca.¹ (risos) Eu não posso fazer isso na minha situação atual. Na verdade, para começo de conversa, eu gosto desse tipo de Visual Kei. Eu comecei gostando de Luna Sea porque eles estavam fazendo algo profundo, e por isso eu gosto desse estilo de frieza no Visual Kei.

 P: Para simplificar, não é algo concreto, mas sim a atitude de fazer as coisas minuciosamente. Você se simpatiza com isso.

 U: Sim. Eu sou atraído por bandas que fazem as coisas minuciosamente. De qualquer forma, mesmo se nós fizermos algo que as bandas antigas fizeram, seria diferente. (risos) Para isso, eu quero ser mais contemporâneo, mas mentalmente eu quero ser como eles.

[continua...]

 ¹ a tradutora falou em estilo kabuki ou até mesmo gueixa.

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6 comentários:

Ruby disse...

"Eu acho que é fácil transmitir meus pensamentos através de palavras,"

"E então se eu quero falar sobre algo mais profundo,"

O Uruha quando fala coisas profundas, fica tão profundo, que não dá pra entender direito.

Anna disse...

shuahsuahusa essa entrevista tá mais a cara do uruha do que a primeira parte xD

''Talvez eu acabasse usando maquiagem branca.''

*imagina*

Uruha, amigo... eu não entendo bem esses seus gostos e.e

Aninha disse...

Bem a cara do Uruha! Gostei!

Obrigada Ruby!

GMaiden disse...

O modo de pensar do Uruha é sempre algo interessante de ler.

Queria vê-lo fazendo algo livre assim como ele citou. rs

Obrigada Brends pela tradução! Obrigada Ruby por postar! ;3

Mira disse...

Qualquer dia eles combinam e aparece o Uruha com a maquilhagem branca e o Aoi com o tal corte de cabelo (cujo nome eu agora não me lembro <.< mas aquele que ele já disse várias vezes que gostava de fazer). Ia ser bem engraçado!! xD

De facto, parece mesmo que o Uruha não gosta muito de falar (como eu o entendo, é tão difícil falar em público ;.;) e talvez por às vezes ser difícil escolher as palavras é que ele opta por transmitir os sentimentos através da guitarra (eu achei isso tão bonito *.*)

Mas gostei desta parte da entrevista. Concordo com o facto de que as bandas não devem falar muito (também não gosto de concertos em que o vocalista está sempre a falar) mas gosto que digam algumas palavras aos fãs. Acho que o Ruki consegue gerir isso bem, apesar de às vezes ele ficar meio perdido no que quer dizer xD mas consegue cativar, animar e puxar pelo público de uma maneira única.

E fico-me por aqui! :P

Obrigado Brends e Ruby!! :)

Dai ; Uhura disse...

Então, essa parte me fez fazer certos questionamentos, hm. Mas vamos desde o início q

Promoção é sempre bom, Uru. XD Não sei, mas eu ri junto com sua última frase sobre isso.

A parte dos MC(que nem me deixou confusa @_@), eu achei muito legal o que disse sobre transmitir através da guitarra, é realmente um 'porta voz' do artista, o seu instrumento. Então, sua explicação sobre tal assunto que me pareceu complexa no início, ao decorrer, comecei a pensar e filosofar tanto que achei incrível. (Sério, isso é manipulação mental) Mas fez um sentido, que deus...

Quando ele começou a falar sobre o VK, eu realmente vi um senhor de idade falando. (Não estou querendo ofender em nada!)
Concordei com muita coisa que ele disse, mas discordei de outras, hm.
Não conheço VK que ele conheceu, logo não posso entendê-lo realmente, apenas uma certa compreensão. De qualquer forma, a maneira a qual ele se porta, pensando de um jeito e tendo de ser de outro, é forma de sobrevivência, digamos assim. (Vou parar antes que eu me enrole ou fale algo desnecessários aqui D:)

Contudo, nem fiquei com "medinho" de o ver com a cara DE FATO branca, lembro de um visual antigo dele assim, se não me engano, e bem... É. XD

Obrigado, Ruby-san por postar, e Brends por traduzir! <3

Dai

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