3.2.13

[Tradução] ROCK AND READ 043 Kai (Parte 3)

Terceira parte da entrevista do Kai para a ROCK AND READ 043. Nessa parte, ele fala sobre seus pensamentos a respeito da trajetória para o Tokyo Dome em 2010.

Leia abaixo a tradução em Português:

Kai ROCK AND READ 043 - Entrevista (Parte 3)
(Parte 1 | Parte 2 | Parte 3)

Tradução Japonês-Inglês: yuma-tama
Tradução Inglês-Português: Ruby (Denise)

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-- Todos estão subindo mais alto juntos. Como você se sente com relação à transição da musicalidade do the GazettE?

Kai: Eu tenho a impressão de que nós estamos todos na mesma sintonia em se tratando de musicalidade. Em outras palavras, isso significa que nós somos um grupo de pessoas que consegue combinar os passos. Eu sinto que nós possuímos isso como base em adição ao nosso bom relacionamento e em como nós não queremos ficar no caminho do sucesso da banda. Eu sinto que nós definitivamente temos pretextos para tentar coisas novas e mudar. Os comentários repentinos do Ruki, por exemplo. Como nós estamos todos na mesma sintonia, nesses momentos é natural que todos pensem, “Oh, isso não é nada mal!”, e se um novo caminho é criado, nós o percorremos juntos, é claro. Então é normal que a nossa musicalidade mude e se amplie, nós nunca hesitamos. De certo modo, é a condição ideal para nós como banda.

-- Realmente. O the GazettE, que foi se tornando maior constantemente, eventualmente subiu no palco do Tokyo Dome em Dezembro de 2010.

Kai: É verdade.

-- O Tokyo Dome é o local que você almejava desde quando começou a tocar bateria. Todavia, você não achou que não havia possibilidade de chegar o dia em que você tocaria lá?

Kai: Não, eu achava que eventualmente eu tocaria lá (risos).

-- Oh, é mesmo?

Kai: Bem, no começo. Eu tinha essa estranha confiança quando comecei a tocar bateria, já que eu não sabia de nada naquela época (risos). Antes de entrar na banda, eu sentia que eu poderia fazer isso se eu desse tudo de mim. Mas depois disso, eu fui abrindo os meus olhos para a realidade e aquela confiança foi enfraquecendo gradualmente. No começo eu pensava “Aposto que eu consigo”. Eu era tão tolo (risos).

-- Não, não (risos). Nesse caso, quando foi que vocês decidiram assumir o Tokyo Dome, que costumava ser uma fantasia, como uma realidade?
Kai: Me pergunto o mesmo. Durante um longo tempo, sempre que nós conversávamos isso aparecia, mas quando nós decidimos assumir... Nós tocamos no Budokan e então tocamos no Yokosuka Arena... os locais foram ficando maiores assim. Quando nós chegamos ao Saitama Super Arena, teve algo como uma percepção implícita entre nós. Como se nós estivéssemos dizendo, “O que vem depois?” A única coisa é que a chance nunca vinha então nós estávamos meio que esperando por uma. Mas na realidade, a idéia de “Tokyo Dome” veio do staff e os membros ficaram divididos entre aqueles que diziam, “É agora ou nunca”, e aqueles que diziam “Não, não, não...” Nós realmente estávamos divididos em dois lados.

-- Pelo contrário, nós podemos dizer que o Tokyo Dome teve muito significado para todos os membros. Nesse caso, que lado você escolheu?

Kai: Eu era um dos que disseram ainda não, ainda não... Mas mesmo naquela ocasião, eu entendi ambos os lados.

-- Essa foi a primeira vez na história do the GazettE em que vocês ficaram divididos dessa forma, né?

Kai: Sim. Nós estávamos divididos perfeitamente na metade e naquele ritmo nós iríamos nos conter, então nós decidimos fortificar isso apenas com os membros. Então nós todos nos reunimos e fomos para um bar*, mas nós começamos a conversar sobre os velhos tempos...  Embora o objetivo fosse falar sobre o Tokyo Dome, nós acabamos tendo uma conversa tipo “algo assim aconteceu, aquilo aconteceu”, o tempo todo. Enquanto fazíamos isso, nós começamos a falar sobre a nossa primeira apresentação no Budokan. Enquanto eu estava escutando a nossa conversa, eu pensei “O sentimento de todos nós encarando isso como um só naquela época foi demais.” Naquele momento, os meus sentimentos mudaram completamente e eu senti, “Se nós vamos fazer isso, vamos fazer.” Uma vez que o Budokan foi mencionado, parece que deu um “clique” em todos. Nossa conclusão foi “...por que não?”

-- Que história legal. É bom que vocês ainda reúnam apenas os membros, como quando vocês ainda eram amadores, e que os corações de vocês que indagam perspicácia, ainda conseguem começar com algo completamente fora do assunto.

Kai: Havia algo único na atmosfera naquela vez. Todos sabem disso, mas ninguém pode falar sobre (risos). Embora não tenha sido uma conversa séria (risos). É maravilhoso que a banda chegou tão longe a ponto de o Tokyo Dome não ser mais uma fantasia, e o staff dizendo “Vamos fazer isso”, também foi ótimo. Embora ninguém tenha pensado negativamente sobre isso, nós não queríamos conversar sobre isso de uma maneira severa e como se fosse negócios. Daquela vez eu realmente senti que nós éramos uma boa banda.

-- Eu acho que é ótimo como vocês aprofundaram os laços entre os membros antes de encararem o Tokyo Dome. Mas tiveram muitos problemas mesmo depois de vocês terem confirmado a apresentação no Dome?

Kai: Sim. Eu só posso dizer isso agora, mas a sensação pode ter sido diferente da época do Budokan. A companhia e a gravadora como fatores que nos rodeavam também eram grandes comparado ao Budokan. Eu achei que se todos os envolvidos com o the GazettE que encararam o Tokyo Dome se tornassem um, a experiência seria muito boa. Francamente, nós não conseguimos captar isso.

-- Antes, quando eu perguntei “Não foi complicado?”, eu quis dizer que o the GazettE em 2010 estava extremamente ocupado... Quando você diz que não estava satisfeito, que coisas estavam relacionadas a isso?

Kai: Quando nós decidimos tocar no Tokyo Dome, faltava mais ou menos um ano para a apresentação. Eu tive a impressão de que tudo durante o ano aconteceu muito rápido. As mentes dos membros trabalhavam como uma só, mas as mentes dos nossos arredores, tipo do staff, não. Como eu disse antes, o projeto era tão grande que todos não conseguiam captar a situação. Incluindo nós também. Em poucas palavras, as coisas que a companhia e a gravadora podiam fazer, estavam muito rápidas. Todos entendiam que tudo o que estava acontecendo estava sendo feito com um extremo esforço só para o Tokyo Dome, mas isso não estava funcionando muito bem. Tipo, havia uma diferença entre o que era necessário da banda e o que era pensado. Nós fizemos tudo nessa situação. A coisa com a qual eu não estava satisfeito não tinha nada a ver com mobilização. Eu não me importava com isso, já que nós decidimos tocar. Ao invés disso, nós queríamos que a realidade de todos se aglomerasse em uma só e que encarássemos isso juntos. Mas nós não conseguimos obter isso. Nesse sentido, há um certo arrependimento.

[Ainda não há tradução das outras partes no LJ da yuma-tama, então por enquanto, ficam essas 3 partes. Espero que tenham gostado.]

* Uma curiosidade. Eu acho que pode ser que o 1º post do dia 13/01/2010 do Blog do Aoi esteja relacionado a essa reunião que o Kai estava comentando. Só acho, não tenho certeza. Quem for membro do fã-clube e puder ler Japonês, dê uma olhadinha.

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4 comentários:

Dai ; Uhura disse...

Sintonia, que é esperado por mim para que algo dê certo, tendo em vista o envolvimento de outra(s) pessoa(s), ainda sim é mais válida quando declarada.
Ah Kai, no fim, é essa confiança inocente que nos deixa aptos a explorar o que o mundo tem a oferecer.
Mas, senti o desconcertamento do entrevistador diante das respostas anteriores. XD

Como eu gostei do que o Kai falou sobre o encontro... A forma com que eles se decidiram para ir ao Tokyo Dome, trouxe-me sentimentos tão fortes que encheram meus olhos de lágrimas. ;_;
Pena que o que era requerido por eles, não foi obtido totalmente. Eu até imagino o porquê. Mas, para mim, apenas o fato deles conseguirem se tornarem um, e encarar o Tokyo Dome, emocionou-me.

Não sei, e pode ser bobo, mas como foi importante saber desse momento antes do Tokyo Dome, e através do Kai. Estou mais do que feliz.

Muito obrigado por trazer estas 3 partes, Ruby-san. Eu amei poder lê-las. Espero que surja, logo, as outras partes.

Dai

Brends disse...

Ler sobre esses momentos e sobre como eles lidaram com a apresentação no Dome, é algo muito interessante e até emocionante. As respostas do Kai foram bem sinceras, sinto isso. Mas ainda fico pensando sobre o conjunto em geral, sobre o motivo do Kai sentir que há algum arrependimento e tal.

Muito obrigada pela tradução. <3

Anna disse...

Sempre vi no Kai essa necessidade de evoluir, de melhorar mais e mais, e eu amo² isso nele <3 não que os outros n tenham isso,claro, mas para mim o Kai é um dos que mais se preocupa nesse aspecto.

Obrigada pela tradução Ruby ^^

Mira disse...

O Reita também comentou sobre essa ida ao bar na entrevista que deu à RR36, mas não explicou tão detalhadamente (só referiu que foi em Janeiro).

Mas lendo agora a explicação do KAi, parece que deve ter sido mesmo um momento mágico entre eles. Que bom!!

Obrigado Ruby!

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