3.2.13

[Tradução] ROCK AND READ 043 Kai (Parte 2)

Abaixo está a tradução em Português da segunda parte da entrevista do Kai par aa ROCK AND READ 043.

Nessa parte ele comenta sobre a busca do the GazettE por desafios e sobre a obsessão deles com os sons que a banda produz.

Kai ROCK AND READ 043 - Entrevista (Parte 2)
(Parte 1 | Parte 2 | Parte 3)

Tradução Japonês-Inglês: yuma-tama
Tradução Inglês-Português: Ruby (Denise)

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-- Eu realmente quero que vocês continuem por 15 e até mesmo 20 anos. Por outro lado, há algum momento que você se lembre, onde você pensou “Certo!” desde a formação do the GazettE?

Kai: Isso aconteceu muitas vezes. Embora eu não me lembre da primeira vez em que nós nos sentimos assim (risos). Algo tipo receber uma reação dos fãs quando eu mudei o meu estilo de tocar foi marcante pra mim. E quando nós decidimos fazer a nossa primeira apresentação no Budokan, nós nos sentimos assim no momento em que os membros, a companhia, os produtores e todos os envolvidos concordaram com isso e pensaram “Certo!”, quando nós estávamos em boas condições para encarar isso. Tem muita coisa, agora que eu estou relembrando.

-- Isso também inclui o Budokan, mas o the GazettE está sempre procurando por um desafio. Isso em si dá a sensação de que é maior do que o sentimento alegre que você recebe quando conclui alguma coisa.

Kai: É verdade. Só que aquela atitude se desenvolveu a partir do grande apoio da companhia. Porque seja como for, no começo nós pensávamos “Nós não conseguimos fazer isso, nós não conseguimos fazer isso.” O que mudou isso foi o nosso primeiro live no Shibuya AX. Quando nos contaram que nós iríamos tocar no AX, nós pensamos, “Por que nós estamos sendo levados para um lugar como esse assim tão de repente?” Mas aquele show no AX foi um sucesso. Provavelmente foi aí que nós ficamos inspirados (risos). O Shibuya AX se tornou a nossa chance e nós descobrimos a diversão em sermos desafiados. Depois disso, e até o nosso live no Budokan, nós experimentamos mais e mais emoções. Embora esse sentimento tenha mudado um pouquinho desde então, o fato de continuarmos almejando mais alto ainda não mudou.

-- Continuando a se desafiar, mais ou menos quando vocês definitivamente sentiram uma reação?

Kai: Reação? O que você quer dizer com reação?

-- O momento em que o the GazettE sentiu que finalmente havia chegado no nível em que queria estar desde que começaram.

Kai: ...Eu nunca tinha pensado nisso antes, então isso é difícil. Mas posso ter sentido um pouco disso quando nós estávamos produzindo o “TOXIC”.

-- Eh? Foi tão recente assim?

Kai: Pessoalmente foi. Porque quando eu escutei os sons que nós produzimos, eu senti que nós possuíamos a dignidade de uma banda durante “TOXIC”. Até então, o que nós fazíamos era só trabalho. Tipo, eu quero fazer mais disso e fazer mais daquilo. Isso poderia ter sido a influência do destino, ou o senso dos técnicos, mas quando tudo se uniu bem e o “TOXIC” saiu com um BANG!, eu senti que a nossa existência como banda estava mesmo se revelando.

-- É bem típico de você sentir uma reação através das características do seu som, mais do que dizer “Certo!” para um número de pessoas que comparecem aos seus concertos.

Kai: Não, eu acho que isso se aplica a todos. Claro que pode ser que os outros membros sintam reações em outras coisas, mas nós somos bem rigorosos quando se trata de música.

-- Eu sempre sinto isso em entrevistas. Os outros membros realmente levam música a sério.

Kai: Sim, todos são extremamente estóicos. A fim de melhorarmos, sempre que nós descobrimos uma técnica que nunca usamos antes, nós definitivamente experimentamos. Porque nós não acreditamos nisso a não ser que nós fizermos, escutarmos e sentirmos isso. Eu acho que é por esse motivo que eu senti uma reação quando escutei o “TOXIC”, porque nós o fizemos desse jeito.

-- Sua obsessão com o som era assim no começo?

Kai: Não, não havia absolutamente nada disso no começo. Me pergunto quando nós começamos a fazer isso... Teve uma vez em que nós fizemos uma gravação terrível e foi um fracasso total. Até então nós não sabíamos o que era um pré-processador (risos). Veja, quando você faz uma gravação, não termina ali. Nós não sabíamos que tínhamos que trabalhar antes de gravar para assegurar que o produto era bom. Nós descobrimos a existência de pré-processadores escutando conversas de bandas sênior (risos). Então, a fim de não repetirmos o que nós fizemos com as nossas gravações fracassadas, nós decidimos começar a pré-processar as nossas músicas. Nós criávamos a forma perfeita da música que nós iríamos gravar antes de começarmos a gravar. A partir de então, nós começamos a mudar, seja a melodia, ou o arranjo, nós começamos a ficar obcecados com o nosso som e isso se aplica à nossa forma de tocar também.

-- Enquanto escutava você falar, eu achei que todos vocês estando na mesma sintonia seria considerado uma característica do the GazettE. Por exemplo, se uma pessoa fosse obcecada pelo seu som e se os outros quatro pensassem “Deixa o som com os técnicos”, você acha que vocês teriam chegado até aqui?

Kai: Isso é bem verdade. Mas fui eu que fui atraído para isso. Ruki, Uruha e Aoi foram os primeiros que começaram a se tornar obcecados com o som. Vendo aquilo, uma parte de mim sentiu que “Eu não sou bom do jeito que eu estou agora.” Eu sinto que ao invés de tomar a iniciativa sozinho, eu estava sendo conduzido pelos outros.

-- Mas por causa disso, todos vocês se sentem da mesma forma sobre a importância e a diversão de serem obcecados pelo seu som.

Kai: Sim. Quando eu comecei a me interessar pelo nosso som, eu comecei a ver como o meu conhecimento com relação a minha forma de tocar bateria era lamentável. Naquela época, sempre que eu ia gravar, eu achava que nesse ritmo não estava bom. Então eu comecei a estudar muito sobre o som da bateria e a pesquisar sozinho. No começo a sensação era como se eu estivesse estudando, mas à medida que eu comecei a entender mais e mais, ficou mais interessante. Sendo assim, eu não tenho a impressão de que fui forçado a estar no mesmo nível que os outros.

[continua...]

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4 comentários:

Anna disse...

Eu amo as entrevistas do Kai, sempre o acho bem sincero; achei muito bonita a parte em que ele se esforçou para aprender mais e tocar melhor, buscar um som de maior qualidade e assim assegurar o sucesso das músicas e consequentemente da banda, ajudando desse jeito os outros membros também, fazendo o esforço de todos valer a pena <3

Obrigada pela tradução!

Brends disse...

Essa evolução do Kai é algo incrível, dá para notar mesmo o esforço dele. E o modo como eles se desenvolveram ao longo dos anos, em busca de melhorar a música deles sempre, é um motivo de orgulho. <3

Obrigada por traduzir. <3

Dai ; Uhura disse...

Não é a primeira vez que vejo isso, mais ainda fico impressionada. Tornar-se obcecado, de forma a melhorar o seu desempenho, não é para qualquer um. E fico muito orgulhosa de ver isso vindo de meus ídolos.

Achei engraçado, e fofo, vamos dizer, a forma como eles aprenderam a melhorar. Algo como: "Eh? Isso existe?". E vindo do Kai, torna-se mais. XD
Muito legal ver que eles querem fazer tudo, com cuidado, e não deixar para que outros corrijam qualquer erro, o que perderia a real essência do trabalho deles.

Obrigado por mais esta parte, Ruby-san.

Dai

Mira disse...

De facto, é bom ver como eles procuram melhorar e aprender mais.

E isso nota-se perfeitamente nas músicas deles, ouvindo os álbuns por ordem cronológica nota-se claramente a evolução tanto ao nível do som como da voz do Ruki.

E é todo esse trabalho que existe por trás uma das coisas que eu mais admiro neles.

Obrigado Ruby!!

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