30.3.13

GOD Panfleto - Entrevista com Aoi (Parte 2)

O post abaixo foi escrito pela GMaiden:

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Segunda parte da entrevista individual do Aoi para o panfleto da turnê Groan of Diplosomia, onde o Aoi fala sobre os seus instrumentos e sobre a turnê.

Confira abaixo a tradução em português:

GOD PAMPHLET - Aoi Abrasion Interview – Parte 2

Tradução Japônes-Inglês: A&M Translations (Parte 1 | Parte 2 | Parte 3)
Tradução Inglês-Português: GMaiden (Parte 1 | Parte 2 | Parte 3)

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Entrevistador: Basicamente, mesmo que você consiga tocar o seu solo sem dificuldades quando você está em casa, quando você o toca ao vivo fica nervoso, não fica? *risos*

Aoi: Exatamente. Na verdade, em casa eu penso “Eu sou tão bom!!” *risos* Talvez nos lives eu sou absorvido por aquele tipo de atmosfera…? Por dentro, eu acho que a parte mais desafiadora é o solo de guitarra de YOIN. Além do fato de não ser um solo simples, dessa vez eu quero trazer ao ponto de tocá-lo com paixão.

Entrevistador: Você está nos transmitindo a diversão de tentar e fazer tudo isso. Para encarar essa nova turnê, parece que você renovou os equipamentos que você vai usar, certo?

Aoi: Eu renovei completamente! Sem dúvidas são diferentes dos que foram usados na LIVE TOUR 11 VENOMOUS CELL. Primeiramente o amplificador, desde VENOMOUS CELL eu usei um amplificador CORNFORD, eu acho que o som dele também deu uma sensação moderna. Mesmo que tenha sido um benefício bem alto. Agora eu uso um Divided by 13, que não tem distorção. Na verdade, eu o usava há 2 ou 3 anos atrás, parei de usar, mas estou usando novamente. Além disso, eu comprei um Marshall [marca muito famosa e antiga de amplificadores usada por diversos guitarristas famosos] que tem a mesma idade que eu. É um JCM-600 com duas entradas, com volume master. Isso me deixou muito feliz! Eu gostei muito!

Entrevistador: É um 2203 [Marshall JCM-800 2203] original, não é? As pessoas dizem que já que ele tem um som particular é difícil de tocar.

Aoi: Não, eu acho que é um ótimo som! É o mesmo modelo que o Nuno Bettencourt do Extreme usava e eu queria um do mesmo período. Quando eu encontrei, comprei imediatamente. Mesmo quando eu vou para o estúdio e toco, eu penso “O Marshall tem um som muito bom mesmo!” e então “Aaah, esse é o som!”. Mesmo recentemente, um certo guitarrista, que usa um Marshall modificado, escreveu em um tweet “Caras, vocês não conhecem o verdadeiro Marshall!”. Parece que há um lugar como um museu da Marshall na Prefeitura de Yamaguchi. Aparentemente, o dono disse que é uma pena que ninguém conheça o verdadeiro Marshall. Com certeza há um Marshall em todos os estúdios de ensaio, mas não são amplificadores usados demais e que não estão em boas condições? Aqueles usados em casas de shows são desse jeito também. É o mesmo pra mim. Já que aconteceu comigo de apenas tocar esse tipo de Marshall, eu não conhecia o som verdadeiro. Eu achava que o Marshall tinha um som fraco não forte, e que o som saía lento. Mas para o JCM-800 que comprei, eles fizeram uma manutenção completa e eu tenho a sensação de que é completamente diferente dos Marshalls que eu toquei até hoje.

Entrevistador: Esse foi um investimento muito bom!

Aoi: Certeza! Além disso, antigamente eu pensava que o som quando você liga diretamente a guitarra no amplificador, com distorção, era o melhor. Contudo, recentemente eu aprendi a usar a distorção pelo amplificador e as unidades de efeitos [pedais] ao mesmo tempo.

Entrevistador: Eh? Você fala sério?

Aoi: Sim. *risos* Primeiramente eu não usava compressores [equipamento que balanceia a amplitude dos sons baixos e o dos sons elevados]. Agora eu sou um chamado “guitarrista normal” *risos*. Eu alinhei os compressores com a unidade de distorção e com a unidade de efeitos, agora falando de multiefeitos, eu uso apenas o Delay [tipo de efeito]. No passado eu costumava pensar que organizando vários racks de amplificadores era a coisa mais legal de se fazer, mas agora eu não penso mais assim. Já que agora eu posso usar os efeitos com a unidade de distorção, mesmo com o JCM-800 é um som fácil de criar.

Entrevistador: O Divided by 13 não distorce muito e o timbre é bem vintage-kei, mas é extremamente Hi-Fi.

Aoi: Exato. É um som extremamente Hi-Fi. É por isso que eu não tenho certeza se uso o Marshall ou o Divided by 13. Eu acho que vou encontrar a solução durante os ensaios para essa turnê. Entretanto, eu não fiz de uma forma complicada. No passado eu usava 3 ou até 4 amplificadores, mas agora eu geralmente termino só com um. *risos* E não importa qual amplificador você use, o som distorcido que você cria usando os tons “bucking” e “crunch” são os mesmos. Eu pensei em regular a distorção com o volume da guitarra sem mudar as definições do amplificador.

Entrevistador: Sério? Esse não é o jeito como os guitarristas da década de 70 tocavam?

Aoi: Exatamente! *risos* Uruha disse “fazendo esse tipo de ajuste... não seria complicado durante os shows?”, mas eu tenho a sensação que se eu não fizer desse jeito, haverá um som que não sairá... por isso que substitui até o potenciômetro de volume da guitarra. No passado, durante os shows eu usava um potenciômetro tipo A para não haver mudança de som, mesmo que o volume diminuísse caso eu batesse [acidentalmente] com minhas mãos. Agora eu decidi usar um tipo B, ele muda o ganho e o volume do som. Antigamente eu usava os multiefeitos, a distorção, o tom de “crunch”, o tom limpo e eu selecionei em detalhes o som para o solo, mas agora eu estou indo por [um caminho de] um estilo antigo, por assim dizer, analógico. Eu espero que desse jeito fique mais fácil de aplicar as mudanças nas músicas. Pra falar a verdade, durante a turnê do fã-clube e o festival, eu fiz isso habilmente. *risos* Desse jeito eu tenho a sensação de não tocar como de costume. Mesmo durante os ensaios, eu percebi que estava calibrando o som junto com o volume de um jeito natural! Já que o tom muito complicado e o tom limpo são extremamente diferentes, eu regulei o som com um sistema de áudio multifractal. Os efeitos “wah-wah” e “wahmmy” [criados com pedais], eu toco diretamente com o amplificador. Vamos dizer que resolvi desse jeito.

Entrevistador: Você não tem a sensação de que a guitarra é algo vivo quando você pode regular o som com o volume da guitarra? 

Aoi: Eu tenho! *risos* Eu gosto de experienciar isso durante um show.

Entrevistador: Na próxima turnê vai ser importante prestar atenção na mão direita do Aoi-san, não é? Continuando, vamos falar de guitarras!

Aoi: Recentemente eu mudei os captadores. Como dizer… pertencem ao grupo dos Single Coil [captadores mais simples e que produz muitos ruídos] e Humbucker [formados por dois Single Coils fazendo com que o som fique limpo de ruídos]. Eu achei um captador que tinha uma distorção como o Humbucker, mas lembrava o som de um típico Single Coil. Eu comprei privadamente o captador Bill Lawrence e o tive entregue em minha casa. A guitarra que eu uso é a mesma, contudo, já que eu mudei o captador, agora ela tem uma atitude diferente. O som é mais real e cativante. Eu procurei tanto por um bom Humbucker com as dimensões de um Single Coil, mas não consegui encontrar. Um desses foi produzido pela ESP, mas eu não estava convencido, então eu tentei um Bill Lawrence e quando eu o fiz, um som melodioso saiu! Me impressionou tanto que eu usei em todas as minhas guitarras.

Entrevistador: Foi um ótimo som há 5 ou 6 anos atrás, perfeitamente misturados com outros instrumentos musicais e dava uma sensação profunda, agora isso com certeza mudou.

Aoi: Agora que eu entendi perfeitamente o toque da palhetagem, o som ficou mais real. Eu acho que se eu fizer guitarristas menos experientes tocarem com o estilo que eu estou usando agora, ele irão dizer que é extremamente difícil, porque é um som onde a impetuosidade do modo de tocar é direta, contudo não é fluída e não distorce como parece. Eu estou usando um tipo de palhetagem como esta. Não há dúvidas de que o som é extremamente limpo. Além disso, a tonalidade é diferente com o som do Uruha.

Entrevistador: Parece que você está satisfeito com seu novo equipamento.

Aoi: Vamos dizer que sim. Falando sobre o captador Bill Lawrence, ele não é muito compatível com o sistema multiefeitos de áudio multifractal. Quando eu toco diretamente com o amplificador o som é bem rico, mas se eu usar os multiefeitos [pedais], o timbre muda. De qualquer maneira, não importa se é um bom som ou não, de qualquer forma os multiefeitos criam um multisom. Já que os diferentes timbres são mais enfatizados , eu posso dizer que isso dá um sensação de segurança, mas eu acho que algumas vezes é uma desvantagem. É por isso que eu achei interessante que com o captador, a guitarra e o amplificador, o resultado não muda. Contudo, eu era uma pessoa que pensava que essas coisas eram muito problemáticas. Porém, recentemente, já que o som que eu quero criar está claro, agora criar esse tipo de som é bem engraçado.

Entrevistador: Você progrediu com algo novo. Durante os shows, você alterna entre diferentes guitarras, qual é a utilidade delas?

Aoi: Atualmente eu gostaria de usar apenas uma guitarra. Contudo, já que o the GazettE usa diferentes afinações, eu tenho que fazer dessa maneira. Quem sabe se há uma guitarra principal…

Entrevistador: Você conseguiu muitas recentemente, mas há aquela com a qual você consegue criar um som padrão? [Galeria de guitarras do Aoi aqui e aqui.]

Aoi: Há! Na verdade são duas, a A-III na qual o Synchro arm está instalado e a pele de cobra, A-III. Elas criam um som que combina comigo, como dizer... agora o som é muito mais suave. Então há a completamente preta, A-III, que eu criei recentemente, com essa também eu consigo criar um som que transmite uma grande sensação.

Entrevistador: Dentre os modelos originais que você criou com a ESP, você se preocupa mais com a A-III do que com a 艶~en~ [A-I[arc]], não é?

Aoi: Sim. Porém, eu uso a 艶~en~ também. É apenas isso para a 艶~en~, o material dela é diferente. Para as outras é [usado] Amieiro [madeira usada para fabricações de guitarras], mas se nós tivéssemos usado Amieiro para a 艶~en~, o som seria leve, eu tenho a sensação que o som ficaria muito alto. É por isso que o corpo [da guitarra] é em Mahogany [outro tipo de madeira usada para construção de guitarras]. Então para essas quatro guitarras nós fizemos afinações diferentes pra cada uma e então eu as toco nas músicas. Contudo, quando as pessoas geralmente me perguntam “Qual é a sua guitarra principal”, eu usualmente respondo “A ESP Forest que eu uso em casa” *risos*

Entrevistador: Essa é a guitarra que você tem usado desde muito tempo?

Aoi: Exatamente. É um modelo para venda, é a Forest na qual um Hambucker é geralmente instalado *risos*. Não, em casa eu não uso guitarras criadas por mim. Eu uso a Forest para praticar, vamos dizer que é provavelmente a guitarra que eu mais uso *risos*. Contudo, já que os meus modelos se tornaram interessantes, agora estou fazendo guitarras para tocar em casa.

Entrevistador: Quando você terminar, por favor, nos mostre. Continuando, eu gostaria de perguntar pra você coisas relacionadas a turnê.

Aoi: Eu sou o tipo de pessoa que frequenta tabernas, bares. Ou eu me tranco dentro do hotel. Contudo, eu geralmente saio para beber. Quando eu não saio para beber, é porque eu não consigo encontrar o manager. *risos*

Entrevistador: Ah… Entendo. *risos* Durante os dias de folga você não vai visitar pontos turísticos?

Aoi: Quando nos mudamos de um lugar para o outro, uma vez que chegamos eu não digo nada a não ser “Há alguma taberna/bar?” *risos*

Entrevistador: Não existem cidades sem tabernas ou bares. *risos*

Aoi: Não, não. Algumas vezes eu acho lugares assim. Perto do hotel não há nada… apenas escuridão. *risos*

Entrevistador: Quando é assim, não há escolha...

Aoi: Eu fico na cama com raiva. *risos* Ou eu compro sake no hotel, mas mas então eu quero ir a um Izakaya [Um tipo de bar que serve bebidas com comida de acompanhamento]. Contudo, há momentos que eu canso disso. *risos* Pensando no passado, eu estou mais desapegado do fato de sair para beber.

[continua…]

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3 comentários:

Dai ; Uhura disse...

Apesar de muitos conceitos não serem de meu conhecimento, gostei muito desta parte, pois ainda sim conseguir entender o que o Aoi dizia, hm.

Bem, a forma como ele está lidando com o seu trabalho atualmente, realmente está mais séria, e melhora consecutivamente. Na minha visão, a parte em que faria algo mais 'analógico' aparenta ser bem mais complicado, e ver que ele está buscando isso e gostando, é muito bom.

Sou apaixonada pelas guitarras do Aoi, sério. Sempre tive uma "queda" por guitarras, mas a primeira que me encantou e que eu quis para mim foi a ESP A-I[arc] 艶~en~ (Entretanto, posso estar enganada, logo, deixo claro que o que me encanta é o seu 'corpo'] *-*

Ah, não posso esquecer da menção que tem ao Nuno, na entrevista! Contente! XD

Agora, a última parte... Tabernas... Eu ri muito com isso aqui, me trouxe a lembrança de um certo livro XD De qualquer forma, poxa Aoi. u3u

Muito obrigado GMaiden-san, e Ruby-san. <3

Dai

GMaiden disse...

Por nada Dai. :)

Mira disse...

É tão bom ver que eles estão sempre em busca de conhecimento e de melhorar o som que produzem!!

Eu não sabia que o Aoi não usava as outras guitarras em casa... existe sempre uma que é a favorita! xD

Eu acho que a causa de o Aoi estar a ficar com menos vontade de beber é a idade! xD lolol

Adorei esta parte da entrevista, obrigado GMaiden e Ruby!! :)

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