8.10.11

Tradução em Português - Entrevista da Shoxx 225

A ruki_candy@LJ traduziu há algumas semanas a entrevista com todos os membros que saiu na revista SHOXX Vol. 225. Durante a entrevista, os membros falam sobre todas as músicas do álbum TOXIC. Confira abaixo:

SHOXX Vol. 225 – Entrevista com todos os membros sobre TOXIC

Tradução Japonês-Inglês: ruki_candy@LJ
Tradução Inglês-Português: Ruby/Denise

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INFUSE INTO

RUKI: Como essa música é a introdução do álbum, o tempo é compacto, então nós decidimos fazer algo que não fosse muito impressionante com relação aos aspectos do som. Sua forma original é a música que nós tocamos durante uma turnê do fã-clube chamada [FROM THE DISTORTED CITY] (iniciada em 2008). Mas o rascunho original da música não havia sido organizado. Tanto quanto possível, nós queríamos criar uma música que não carregasse um significado específico demais.

VENOMOUS SPIDER'S WEB

-- A letra dessa música foi escrita pelo RUKI-kun, certo?

RUKI: Acho que essa música pode ser a que simboliza de maneira mais forte a imagem carregada pelo álbum [TOXIC]. Gradualmente, o mundo tem se tornado cada vez mais modernizado. No meio da digitalização, não há apenas benefícios, mas bugs e erros também nascem aqui e ali. O elemento digital inserido no arranjo está relacionado a isso.

-- Então ao mesmo tempo, com o seu entrelaçamento entre carne e sangue, essa música cria uma cena destacada para os membros.

Aoi: Bem no início, tem uma parte onde que juntas, as guitarras fazem "Ja, ja, ja!", certo? Falando sobre o ambiente da música, aquela parte foi tocada pensando-se na atmosfera da nostálgica “Juliana Tokyo” [Uma antiga discoteca que funcionava no Japão nos anos 90] (risos), Colocando em palavras, é um pouco calma. Mas enquanto inseríamos os elementos digitais, quando nós sentimos que não queríamos que o som ficasse digital demais, em alguns pontos nós chegamos a um consenso e ficou desse jeito.

Uruha: Essa música possui diversos elementos, foi difícil conduzir os sons. Assim como o Aoi disse, essa é uma música onde o som de uma banda se combina com partes digitais. As guitarras também trazem sons que resultaram de uma abordagem complicada, mas nós os organizamos de forma que não se tornassem estranhamente instáveis.

Kai: Nós estamos no meio de alcançar o ponto onde somos capazes de produzir os sons que queremos nas gravações, o que começou esse ano. Essa música também foi gravada em uma boa condição.

Reita: Quando nós estávamos gravando, não tínhamos decidido que essa música seria colocada após o SE. Agora que nós colocamos a música nesse ponto, de repente eu acho que esse álbum acabou se tornando empolgante desde o início. Pessoalmente falando, a bateria dessa música produz sons muito bons e por causa disso, em alguns momentos eu pensei que o baixo não podia perder (risos) . É por isso que antes de gravar, eu pratiquei o tempo todo.

Aoi: Isso é pelo bem da gravação em uma tomada?

Reita: Isso mesmo. Hoje em dia, durante a edição, você não consegue cortar e colar coisas da maneira que quiser? Mas se você tocar (o seu instrumento) adequadamente e gravar direto, com certeza isso vai fazer com que a tomada fique melhor. Eu coloquei minhas forças nisso e gravei.

-- A propósito, o desenvolvimento do final dessa música é bem original. Como a atmosfera agressiva do meio vai ficar no próximo live?

Uruha: Aa, essa parte é agressiva (risos). Entretanto, eu acho que talvez para o live, nós vamos reproduzi-la como ela é. Não importa como ela vai se equilibrar com a música que vem depois, nós queremos introduzir a atmosfera apropriadamente.

SLUDGY CULT

-- Eu fiquei surpreso com a profundidade dessa música (risos) Um toque final absolutamente intenso.

Kai: Ela não é simplesmente profunda, tem uma parada repentina no meio dessa música. Há peculiaridade, bem como um ponto complicado. Até agora nós não tínhamos tido uma música com esse tipo de desenvolvimento

RUKI: Na verdade os passos da melodia original eram mais profundos do que isso. Mas o Kai disse “Isso não é uma música que um humano possa tocar.” (risos), então nós diminuímos a velocidade um pouco.

-- No meio tem um solo de baixo do Reita-kun, mas pareceu que ficou assim após tentativa e erro.

Reita: Falando sobre o comprimento, o solo de baixo é um pouquinho curto, mas dessa vez eu gravei aquela parte várias e várias vezes. Eu precisava aumentar a tensão da mesma forma que acontece nos lives, para conseguir tocar e lidar com a profundidade apenas naquela frase. Inesperadamente, como eu nunca tinha feito algo assim, com tanta tensão dentro do estúdio, demorou para eu conseguir dominar o sentimento dela.

-- Novamente, nessa música há muitas frases que são tocadas em uníssono pelo time que toca os instrumentos de corda. Em resumo, essa pode ser uma música na qual é importante deixar os sentimentos do grupo saírem.

Aoi: Com certeza, nas gravações também, essa é a música cujo clima foi estabelecido de uma só vez. Acabaria logo se for demais, então é como se não tivesse sobrado nenhuma recordação dessa música (risos).

Uruha: Para mim, essa música possui pontos milagrosos. No início, foi sentido o rock da guitarra ou a atmosfera hardcore melódica. Mas quando eu tentei fazer isso de verdade, vi que ela não ficaria interessante apenas com o vigor. Mute, cutting, tapping [técnicas de guitarra], essa acabou se tornando uma música cheia de diversos elementos. Diferente do rock usual, eu estou feliz que a diversão e a originalidade estilo the GazettE, consigam aparecer nos sons.

-- Bem, eu gostaria de perguntar sobre o tema da letra. O título é [SLUDGY CULT] [Culto Enlameado] e da mesma forma como é expressado, o assunto é bastante cínico.

RUKI: Mas ela particularmente não critica algo. Se os fãs também olharem apenas para essas palavras, eles também podem não entender o significado. Be~m, isso foi o que eu pensei sem intenção. As pessoas não possuem esses tipos de sentimentos preciosos? Não é que eu queira atacar alguém com algo, eu só quis deixar sair algo de dentro de mim arbitrariamente com um certo espírito punk. É por isso que se ao invés de explorar o significado das palavras de forma muito profunda, você escutá-la “como uma música”, o meu grito se virá de forma mais direta. É isso que eu sinto.

RED

-- Essa música saiu em um single e parece que a mixagem está diferente.

Kai: Sim. Nós arrumamos a mixagem apenas dos sons da bateria. Quando nós reunimos as músicas novas, mais uma vez nós tentamos alinhar todas as músicas e escutá-las. Quando nós fizemos isso, o som das músicas dos singles ficou um pouquinho leve. Porque quando nós estávamos gravando alguns dos singles, especialmente a partir desse ano, o método de gravação da bateria mudou consideravelmente. Claro, originalmente eu queria colocá-la sem realmente mexer no som. Mas pensando na totalidade do álbum, nós modificamos o equilíbrio.

RUKI: Até certo ponto, na mixagem, o vocal baixo é enfatizado. A propósito, há um tempinho no Twitter, eu escrevi algo do tipo, “Nós estamos mixando [Red]”. Depois que eu fiz isso, eu recebi respostas do tipo “Estou ansioso pra ver que tipo de composição será”. Eu vou dizer isso antecipadamente, o remix que eu mencionei não é o tipo de remix feito por um DJ. (risos)

Uruha: Entendo, quando se fala em remix, tem pessoas que pensam assim. A forma de usar as palavras é difícil.

Kai: O formato da música continua igual, apenas o equilíbrio do som da bateria foi modificado. Porque é esse tipo de remix, por favor, não interpretem mal (risos).

RUKI: Dessa vez, por causa do remix que nós fizemos, nós descobrimos que “Originalmente, é assim que a  música deveria ser escutada.”

THE SUICIDE CIRCUS

-- De certo modo, pode-se dizer que essa música representa este álbum. Dessa vez, parece que vocês gravaram um PV, né?

Reita: O clipe é incrível. Tinham tantas pessoas que se destacaram mais do que a gente (risos).

Uruha: É excelente, não é? Muito legal mesmo.

Reita: Primeiramente, é uma grande reunião de pessoas que você não vai encontrar se você andar pela rua como normalmente faz (risos).

Kai: Certamente (risos).

-- Eeh?! Como assim?

Aoi: Tirando a gente, o clipe acabou sendo tipo um grupo de circo.

Uruha: Nós filmamos o PV em um parque de diversões que não é mais usado. Foi uma ocasião muito especial. As luzes colocadas no carrossel, por exemplo, tiveram que ser renovadas para essa filmagem também. Foi impressionante até os mínimos detalhes, então assistam.

-- Foi o RUKI que planejou o enredo do clipe?

RUKI: Sim. Eu fiz o rascunho. No começo, eu descrevi um por um e em detalhes, por exemplo, os incidentes que estão acontecendo no Japão agora, e também pensei em mostrar aqueles incidentes. Mas quando nós tentamos filmá-lo, mais do que os acontecimentos detalhados, toda a atmosfera resultou em um clipe com um sentimento peculiar. Bem, isso não é um filme e sim um clipe, é por isso que é interessante.

-- Quando o RUKI-kun estava escrevendo a letra da música, que tipo de coisas tinha em vista?

RUKI: Esse “Circo Suicida” aqui, significa um show. O ponto principal foi a informação fluindo da televisão ou de algum lugar, por exemplo. Com relação ao clipe, ele retrata a condição onde os sentidos das pessoas estão gradualmente ficando entorpecidos.

-- Então a "Decadência da visão" [Visionの腐敗] no início da música são as palavras que resumem esse aspecto

RUKI: Bem, pelo menos é assim que eu vejo isso, eu escrevi desse jeito.

-- Entendo. Bem, a respeito dos aspectos do som, eu ficaria feliz se vocês pudessem nos contar o ponto em cada parte dos instrumentos.

Kai: Essa música foi a base para produzir o [TOXIC], seja como for, a produção do som dessa música foi a que levou mais tempo.

Uruha: Eu e o Kai tentamos absolutamente todas as possibilidades, desde microfones dinâmicos até tudo. Além disso, no final nós dissemos “É, vamos tentar fazer isso usando o método de sempre”. Ao não fazer nada e apenas continuar fazendo isso da mesma maneira de sempre após experimentar diversas coisas, como eu pensei, a sensação foi diferente. É por isso que nós não tivemos problema algum depois que as gravações começaram. Estou feliz por termos tentado.

-- Seja como for, acumular experiência é algo importante.

Reita: Sobre o baixo, nesse álbum, essa é uma música na qual nós não inserimos elementos originais e as frases foram tocadas apenas pelo acorde. Apenas nessa música, tocar de forma simples é o melhor arranjo.

Aoi: Sobre a melodia, para a banda toda, mais do que tocá-la de forma freneticamente vigorosa, tem mais a ver com em que parte dessa música podemos chamá-la de show. Enquanto tocava, eu pensei que seria legal se essa música tivesse a capacidade de fazer com que as pessoas dançassem. No momento em que eu recebi essa música, ela imediatamente encheu a minha cabeça de pensamentos sobre como nós vamos apresentá-la nos lives ou no PV. É por isso que no arranjo, eu fiz com que o resultado ficasse bem simples. Se a minha decisão de fazer frases que possam ser tocadas ao mesmo tempo em que se dança é certa ou não, eu acho que isso vai poder ser verificado no próximo local de live. Ou talvez eu deva dizer que eu quero verificar isso (risos).

SHIVER

-- Quando eu escuto essa música, eu até me sinto meio nostálgico.

Kai: Sim, porque essa música saiu há mais de um ano.

Uruha: Quando eu a escuto agora, eu sinto que naquela época, havia uma tensão peculiar.

RUKI: Simplificando, foi o som do ano passado. É por isso que essa música também foi remixada o máximo possível, com foco na bateria, para que ela não ficasse deslocada dentro do álbum.

Reita: A diferença no som que eu produzi, se comparado com o som anterior, é o objeto de um breve entretenimento.

Aoi: Mas veja, se nós não disséssemos “Nós vamos remixá-la”, inesperadamente os fãs não iriam notar, iriam (risos)??

Reita: Oi, não diga esse tipo de coisa (risos).

MY DEVIL ON THE BED

-- Essa música é do Uruha-kun, não é?

Aoi: O título provisório dessa música era [SHOW TIME], né?

Uruha: Sim, provisoriamente (risos). Mas foi realmente temporário. Acho que durante o próximo live, vai ser bom ter uma música que possa criar um cenário tipo um “show time”, então foi isso que eu criei do meu próprio jeito especial. Como a música possui um ritmo saltitante contínuo, acho que a platéia vai se empolgar facilmente.

-- Na introdução dessa música, há partes onde o time do ritmo teve que trabalhar muito na liderança, certo?

Reita: Antes dos vocais entrarem, para falar a verdade eu estava um pouco preocupado. Com o som vindo de apenas duas pessoas, será que podemos carregar a aura? Eu penso assim (risos).

Uruha: Mas esse tipo de ritmo não é o seu favorito?

Kai: Umm, será que é? Se você me perguntar qual deles é, eu acho que pode ser esse (risada amarga).

RUKI: Eh, sério? Eu pensei que o seu favorito era o shuffle (risos)

Kai: Não, até agora eu também achava isso. Mas veja, tentar tocar essa música pode ter mudado a minha opinião. Até agora eu também cometo erros na hora de tocar as músicas que eu nunca toquei antes, mas como eu pensei, essa música é difícil.

-- Então nesse sentido, essa é uma música pessoal.

Uruha: Como ele parecia estar bem tenso, durante as gravações, quando eu disse “Eu quero mudar essa parte”, ele me lançou um “Porque isso!?” (risada amarga)

Kai: Peraí, não foi assim! Eu acho que eu disse, “Eh?!”, mas não foi como se eu tivesse mostrado o dedo para você, depois disso eu não toquei direitinho? Eu não aceitei tooodos os seus pedidos? (risos)

Uruha: Não, mas mesmo assim você me olhou como se estivesse com raiva—(risos)

Reita: Eh, então ele estava com raiva de você nesse ponto (risos)

Kai: Me dá logo um tempo (risos)

-- De qualquer forma, aquele tipo de pedido diligente existiu pela primeira vez, como banda eu acho que é um sinal de crescimento.

Aoi: Me pergunto o que é, se é crescimento ou rompimento (risos)

Uruha: Dessa vez, no último momento o Kai já estava me evitando (risos). Quero dizer, nessas horas é melhor fazer a outra pessoa ficar zangada. Porque isso vai estimulá-lo.

-- Como esperado do professor malvado (risos).

Aoi: No meu caso também, eu fui orientado pelo Professor Uruha sobre a parte da frase “mute[técnica de guitarra]. “Isso é fundamental!”, ele disse para mim e eu dei o meu melhor, mas como eu pensei, foi um pouco difícil. Quando eu penso dessa forma, eu também não gosto de shuffle (risos) Se possível, eu espero que você se contenha em fazer isso da próxima vez.

Uruha: (risada amarga, em silêncio)

-- De qualquer forma, eu acho que os fãs gostam muito desse tipo de música. Além do mais, finalmente eu acho que com os ótimos membros, isso aterrizou em um lugar bem requintado.

Aoi: Você entende? É que os olhos do Professor Uruha são assustadores a esse ponto (risos).

Kai: Ahaha (risos). Enfim, eu ficarei feliz se nós tivermos mais tempo, se nós gravarmos usando esse método da próxima vez. (risada amarga)

-- A propósito, sobre [MY DEVIL ON THE BED], o assunto da letra é completamente cheio de expressões eróticas, eu estive pensando sobre esse ponto também.

RUKI: Aa, é porque essa música é puramente sobre sexo (risos).

--Que direto (risos).

RUKI: Porque expressar sobre o significado que existe em uma música como essa é algo bem.... . Tanto a música quanto os sons, possuem um sentimento erótico.

-- Sons que possuem sex appeal para todos os membros.

RUKI: Certo, certo. É por isso que eu achei que não havia escolha a não ser fazer com que ela fosse uma música sobre sexo até o final. Estou dizendo isso brincando (risos).

UNTITLED

-- Música profunda, música violenta e música erótica, enquanto se escuta essa variedade de coisas, essa balada aqui é um desenvolvimento admirável.

RUKI: Pela primeira vez, essa foi uma música que eu escrevi usando o céu noturno como tema.

-- E assim, de alguma forma essa se tornou uma música bonita.

RUKI: Em se tratando de baladas, até agora nós tivemos muitas músicas que geralmente são agonizantes (risos). Mas apenas para essa, é uma música que eu escrevi enquanto me lembrava do céu noturno tranquilo e excessivamente amplo.

Aoi: Ele é um poeta, como é de se esperar.

Reita: O céu noturno que o RUKI viu, eu posso ter visto também.

Uruha: Eu também vi!

RUKI: Oi, o que há com vocês, gente! De repente eu tive um mau pressentimento (risada amarga)!

Kai: Ahahaha (risos).

-- Assim como vocês brincaram durante a conversa, a beleza dessa música deve ter tocado todos vocês.

RUKI: Aa, certamente eu pensei em fazer com que essa fosse uma música bonita.

--Para personificar essa beleza delicada, o que os músicos mantinham em mente durante as gravações?

Uruha: Trata-se do SE coexistente, certo? Quando eu escutei essa música, eu achei que o som “powapowa” simultâneo da introdução é importante nessa música. Se ele não estivesse ali, não seria uma balada rock comum? Mas como é uma música realmente delicada, se nós tocarmos as guitarras de forma excessiva, o som ficará oculto. Nós ajustamos isso de maneira habilidosa.

Aoi: Como eu pensei, não importa como eu diga isso, essa música é baseada na melodia, não é? Em outras palavras, se a voz do RUKI fosse uma aurora, os sons que nós produzimos seriam as estrelas brilhando atrás. ... Podem rir!

Reita: Eu não consigo rir disso (risada amarga). Mas a minha intenção também foi tocá-la usando tons simples. Não se sobressai, mas eu persisti o tempo todo para tocar de forma que a música pudesse ser sustentada.

Kai: Sobre a bateria, ao invés do tambor que soa como se estivesse ecoando de longe, como o RUKI queria, eu o ajustei para que fosse como os sons que saem antes. Acho que dessa forma, o som não vai ficar mais claro?

-- Enquanto essa música te lembra um conto ou uma cena, o título dado a ela foi [UNTITLED] [“Sem título”]. Qual o motivo de não terem dado um título definido para essa música?

RUKI: Eu pensei em alguns. Mas eu não consegui encontrar uma palavra apropriada para nomeá-la. Dessa forma, eu achei que era melhor fazer com que ela ficasse sem título e até mesmo expressar o sentido casual do "nada" ali.

-- Pessoalmente, como a cena muda de [MY DEVIL ON THE BED] para [UNTITLED] e depois continua com [PLEDGE], eu gosto do alinhamento dessas três músicas. Com exceção dessas três músicas, há apenas composições musicais fortes sobre a sociedade. Nessas três músicas, a condição de amor real é excepcionalmente forte.

Uruha: Ah, o fluxo, né? De SEX para o céu noturno romântico (risos).

Reita: E então, na próxima [PLEDGE], você faz promessas de amor (risos).

Aoi: Há um drama entre um homem e uma mulher, né~.

PLEDGE

-- Mesmo se não escutarmos essa música durante o inverno, ela realmente é absorvida, Foi reafirmado que essa é uma boa música.

Uruha: Como esperado, essa balada ficou boa na organização. Sinto que a impressão seria completamente diferente se ela não pudesse ser conectada depois de inserida no álbum.

RUKI: A própria história também está conectada, né.

Uruha: Você quer dizer, como [MY DEVIL~] também está incluída?

RUKI: Sim, isso (risos).

RUTHLESS DEED

-- A malícia misteriosa e turbulenta também pode ser sentida nessa música.

Uruha: Quando eu fiz a melodia original, eu a compus com a imagem de “zero”. Acho que foram as palavras que o RUKI agregou, que fizeram com que ela se tornasse uma música com um forte impacto.

-- No começo, foi incluída uma voz tipo um monólogo se repetindo. Sério, a influência das palavras nessa música é incomensurável. [No começo de Ruthless Deed, Ruki sussurra as seguintes palavras: “A forma como eles são comidos pela ameaça é um paradoxo”]

RUKI: O chamado “paradoxo”, é assim. As coisas que as pessoas criaram acabaram prejudicando outras, essa realidade não existe? Embora desde o começo, nós devíamos saber que tal possibilidade existe. Não há nada a não ser esse tipo de paradoxo.

Uruha: Aponta completamente na direção [__]* certo.
(*) Essa parte foi censurada pela revista por algum motivo. A tradutora Japonês/Inglês acha que eles devem ter censurado por ser um tabu.

-- Desde "A recompensa dissolvida" até a "A luz impiedosa" é bastante simbólico. [Referindo-se aos versos da música desde “Hagaresouna kokoroni” (溶け出す報い鳴き止まぬ) até “Mujihina tomoshibi” (無慈悲な灯火)]

RUKI: Mas nesse mundo, tocar nesse tipo de cena tem sido um tabu. Quando eu estava escrevendo a letra, eu pensei se não seria ruim escrever sobre esse tipo de coisa.

-- Não tem como ser uma coisa ruim. No Japão, originalmente liberdade de expressão e a implementação da liberdade são uns dos maiores privilégios proporcionados para toda a nação.

RUKI: Bem, como dizer isso? Nós não sabemos o que as pessoas pensam quando elas escutam isso, certo? Mesmo quando há pessoas que vão começar a falar sobre isso, nesse caso, eu digo “Bem, isso não está ok?” Eu tenho pensado nisso também (risos).

-- Mas é possível obter consentimento ou aprovação desse assunto, das pessoas que ouvirem essa música. Tipo, “É! Eu penso da mesma forma!”

RUKI: Hmm. Eu acho que as pessoas não acham que todos possuem as mesmas opiniões. Se você ver a situação atual do Japão, você só pode pensar da mesma forma. Para mim, pelo menos eu quero abrir o terceiro olho em vários tipos de pessoas.

-- De uma forma ou de outra, a história parece estar conectada à letra de [THE SUICIDE CIRCUS]. No sentido de que se você ficar pensando em engolir as notícias que obteve de outras pessoas, você pode falhar em notar uma importante verdade.

RUKI: Qual é o problema do Japão hoje em dia? Essas coisas também, você não vai entender se ficar pensando sobre um assunto como esse? Eu sinto que o importante agora é compreender a realidade, mais do que qualquer coisa. Assim, o “daqui pra frente” irá mudar. Uma música consoladora, ou uma música animadora são boas também, mas de agora em diante, no meu trabalho, eu acho que quero expressar a realidade da qual nós não podemos nos desviar.

PSYCHOPATH

-- Certamente essa é a música mais impactante do [TOXIC].

Kai: Nós mal a fizemos, mas como precisávamos defini-la, de alguma forma nós conseguimos fazê-la. Foi uma música consideravelmente difícil (risada amarga).

Reita: É profunda, mas foi bem difícil produzir um som com tal intensidade. Eu acho que talvez seja difícil tocá-la nos lives também. Se eu só conseguir deixar o som estrondoso comum sair, o sabor dessa música não poderá ser mantido vivo. Eu quero prestar atenção nisso.

Aoi: Durante as gravações, até certo ponto nós também especulamos sobre tocarmos essa música ao vivo. Mas a partir de agora, ainda há possibilidades de retocar o som só um pouquinho mais. Essa é uma música que vale a pena exercitar.

Uruha: Dentre as músicas que nós temos até agora, nós já tivemos outras do tipo death-metal, mas não tem muitas delas. Então daqui pra frente, enquanto produzimos nuances tensas e incisivas, nós precisamos elevar a música ao nível que queremos.

-- Sobre a letra, [PSYCHOPATH] não parece ser uma música que desenterra e expõe algo à uma vasta luz do dia?

RUKI: Isso mesmo. Para dizer isso em uma palavra, o que está aqui dentro é o grito de uma alma. Mas ela não está falando apenas de assuntos profundos. Dessa vez, no booklet do CD tem a tradução das letras impressas junto com as letras originais. Então para começar, olhar para ela será o modo mais rápido.

VORTEX

-- O nível de reconfirmação é incrível ao escutar essa música após [PSYCHOPATH].

RUKI: Organizando essas duas músicas com a próxima, [TOMORROW NEVER DIES], o fluxo que elas criam fazem com que a atmosfera sinta que nós já estamos nos aproximando da segunda metade do live.

Aoi: Especialmente, [VORTEX] já foi colocada em lives, certo? Nós não a tocamos muitas vezes, mas mesmo assim, por exemplo, no Summer Sonic, nós pudemos tocá-la com uma sensação muito boa e foi divertido.

TOMORROW NEVER DIES

-- Parece que essa música foi feita e direcionada aos fãs e aos ouvintes. A mensagem forte e afetuosa ressoa de forma franca e é ótimo.

RUKI: Ela foi feita dessa forma, para que seja dirigida à todos. Dessa vez eu queria colocar essa música bem no final.

-- No geral, esse álbum possui muitas composições musicais que têm melodias agressivas, mas o som acompanhado pelo sentimento revigorante que podemos escutar nessa música, é de alguma forma excepcionalmente original. Em alguns aspectos, há partes que parecem que podem limpar o seu coração.

Aoi: Entretanto, como é uma música que possui um grande desenvolvimento, para mim essa música pode ter sido uma mescla.

Kai: É uma música cheia de modulações, né.

Uruha: Particularmente, a primeira metade da música é o espírito. Mais ou menos, o resultado de tentativas e erros se tornou o som que ataca com esse tipo de guitarra. Se eu tocá-la usando downpicking [técnica de guitarra] em todos os lives, vou ter tendinite na mão direita (risada amarga).

Reita: Eu também, eu toquei essa música usando um novo método de dedilhado que eu elaborei. Mas eu acho que se tornou uma música bem apropriada para se somar a um álbum tão substancial.

RUKI: Dentro desse álbum, há muitas formas do “presente”, mas esses são os meus verdadeiros sentimentos agora. Acho que o ponto é tipo “Gente! Vivam logo de forma ligeiramente séria!” (risos). Isso inclui coisas que eu quero que todos nunca esqueçam.

OMEGA

-- Esse SE final é algo feito pelo Uruha-kun.

Uruha: Sim, o Ruki disse que queria um SE caótico, que parecesse como se tudo fosse se desintegrar, então eu reuni os sons dessa forma.

RUKI: Um mundo digital que termina em um curto-circuito. Essa foi a imagem.

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10 comentários:

Ruby disse...

Demorei um tempão pra conseguiur terminar de traduzir, quase desisti, mas... está aí ;_; Parabéns pra quem conseguiu ler tudo, são umas 10 páginas :s

Ruby disse...

12 páginas... ):

Shiroki_D disse...

OMG Ruby!
ASHUASHUAHSUA
Isso deve ter sido muuuuuuito trabalhoso @.@
Mas eu prefiro tanto ler as entrevistas em português, mesmo podendo lê-las em inglês, acho que português é melhor pra deixá-las mais claras ainda.
Enfim, muuuuuito obrigada por isso XDDDD

Acho que essa entrevista, sobre o álbum, é a melhor e duvido que irá sair uma outra dessa forma. Pq é muito bom ver a visão dos membros sobre as músicas, o álbum acaba tendo mais sentido pra mim depois de ver quais eram os objetivos deles com elas, e perceber que eles conseguiram transmitir e alcançar o que queriam em cada uma delas chega a ser incrível.

E até que tiveram partes engraçadas na entrevista XD Eles não brincam tanto quanto antes, acho que pq amadureceram, mas é bom vê-los interagindo de forma mais descontraída.

Enfim, essa entrevista sobre o Toxic chega a ser épica, really.
Obrigada /o/

Shiroki_D disse...

Eu li tudo! ASHUASHSAU
Comecei a ler e você nem tinha comentado ainda -QQQ

Que bom que não desistiu, mas realmente deve ter sido trabalhoso ruby ;o;
Tem nem como agradecer ;3~

ni-hanni disse...

Eu gostei muito. Já tinha lido em inglês, embora que não tenha entendido algumas coisas e foi-me uma grata surpresa entrar aqui lendo essa entrevista.
Achei que essa atmosfera da entrevista e como eles falam do album muito cativante.
Eles são né?!
As risadas amargas em toda a entrevista e o sarcasmo dele me mata!
Belo trabalho Ruby-sama e parabéns, fico muito bom sua tradução.
Obrigada por sempre trazer tantas informações legais para nós,fãs.
Obrigada, continue sempre cuidando da gente dessa forma.
Esses dias pensei em te mandar um email....saudade disso.
Beijos com carinho,
Ni Han´ni

Ruby disse...

lol! Shiroki, você deve ter começado a ler ela sem eu ter terminado de revisar XD Depois eu ainda li de novo e mudei algumas coisas da formatação.

Ni, manda emails sim! ^^ Realmente faz tempo que a gente não se fala!
Teve uma parte que eu não entendi, que eu perguntei pra menina que traduziu e ela disse que tinha sido um erro de digitação. Quem sabe não tiveram outros errinhos e por isso fica um pouco estranho de entender? Bom, eu traduzi da forma que eu entendi, que bom que você gostou então ;_; Obrigada mesmo!


É deu um trabalho ): E eu achei que quase ninguém fosse se interessar, obrigada por terem lido e pelos comentários, fico muito feliz <3

ラリツサ disse...

Que bom que não desistiu, mas realmente deve ter sido trabalhoso ruby ;o;
Tem nem como agradecer ;3~ [2]

Enfim, ótima entrevista, gostei tanto do clima (eu adoro essas irônias, sarcamos e brincadeiras :3) como das "explicações" de cada música, é legal ver a ideia que eles queriam passar e como nós recebemos a mensagem. Eles falando sobre os lives e a confecção dos instrumentos e tudo mais...

Enfim, muitíssimo obrigada, Ruby, tudo que você trás para esse blog é sempre de grande ajuda, seja de pequenas curiosidades até scans e downloads, enfim tudo! Obrigada <3~

@RaafinhaBr disse...

Nossa muita coragem de voces traduzirem toda essa entrevista O.O Parabens *o*
A entrevista estava incrivel ^o^ Adorei

Kai (@dearsixguns) disse...

Enfim... depois de alguns minutos tentando criar coragem pra ler essa entrevista e pedindo a opiniao pra Shiro-chan, resolvi ler essa entrevista, e olha... nao me arrependo nem um pouco. Muito obrigada Ruby, de verdade. Muito legal essa entrevista, apesar de ser imensa, e aposto que deve ter sido cansativo pra voce ter traduzido tudo isso pra nós. Obrigada, de verdade!

Shiroki_D disse...

E não é que a Kai conseguiu ler msm! Que bom 8D
AHSUASUSAHUSAHUAHSHASU
XDDDDD

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