24.11.11

Tradução - Entrevista com Ruki e Uruha na music UP's

No dia 20/09/2011, foi lançada uma edição do jornal/revista de distribuição gratuita music UP's, em que o the GazettE estava na capa. O site da music UP's publicou uma entrevista com Ruki e Uruha nesse dia, onde eles falam um pouco sobre os dois últimos anos, focando na produção do álbum TOXIC.

A GMaiden traduziu essa entrevista para o Português, que foi traduzida para o Inglês pela ruki_candy@LJ há um tempo.

Leia abaixo e mais uma vez, muito obrigada GMaiden pela tradução!

the GazettE music UP's - Entrevista sobre o [TOXIC]  20.09.2011

Tradução Japonês-Inglês: ruki_candy
Tradução Inglês-Português: GMaiden

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Em 5 de outubro, um novo álbum vai ser lançado!
Por essa razão foi solicitado o mais puro “veneno”. Depois de 2 anos e 3 meses [do lançamento do álbum DIM], esse é o the GazettE que completou mais um aguardado trabalho [TOXIC]. A toxicidade do nome representa a própria banda.

RUKI (Vo) e Uruha (Gui) vão revelar a verdadeira cor desse veneno.

A forma ideal para fazer um trabalho auto-confiante está ligado ao “momento” das nossas vidas.

-- Primeiro, vamos escutar as suas respostas sobre a realização desse álbum


RUKI: No estúdio, mesmo quando todo o processo de embalagem acaba, eu não consigo me sentir tranquilo até que o produto chegue nas mãos de todos. Mas é apenas a sensação de fazer algo que esteja inteiramente de acordo com os nossos ideais. De qualquer forma, talvez eu devesse dizer que há ideais ambíguos dentro de mim.

Uruha: Ao mesmo tempo em que está de acordo com os nossos ideais, eu acho que se tornou um álbum que é fácil de criar uma empatia. Até esse ponto, parece que em todo o cenário musical, os estilos mais “pesados” têm sido deixados de lado, mas para nós, agora eles estão bem no centro e isso é bom de fazer [Tocar esse estilo], e fácil de expressar. Mas nós não temos a intenção de nos afastarmos da nossa própria “temperatura” [Estilo], depois de terminarmos a tour, não deve haver nenhuma necessidade de nós mudarmos.

-- Em relação a esse álbum, quais são seus ideais?

RUKI: Em todo caso, VORTEX foi um impacto dentro de mim. No final do último ano tivemos uma série de shows voltados para a performance no Tokyo Dome. Produzindo o single que nós fizemos depois que tínhamos terminado o Tokyo Dome, mais uma vez conseguimos confirmar as coisas que existem no centro de nós. Quando começamos a produzir esse álbum, nós tivemos uma forte sensação de só querer fazer assim: coisas de um jeito confiante nas nossas vidas, mesmo os detalhes. Tudo foi preocupante, da qualidade do som à natureza das músicas, a ordem em que cada uma seria tocada, todos os detalhes foram incluídos.

Uruha: Sim. Como resultado, há uma esperança de que alguém possa dizer “Falando sobre o the GazettE, esse é o álbum” [que caracteriza a banda]. Na verdade, por algo que acabou desencadeando [o VORTEX], nós ganhamos confiança para ir nessa direção [de estilos]. Para o mundo, nós queremos estabelecer esse tipo de personalidade: esse somos nós. Há algo como um senso de dever em nós, que temos que colocar nesse álbum.

RUKI: Então o êxito é fazer as músicas para o álbum em um período tão curto. Nós começamos logo depois de terminarmos de gravar o REMEMBER THE URGE. As músicas, mesmo para nós, pareciam um milagre, nascendo uma atrás da outra (risos). Porque nós tínhamos uma imagem similar como a do álbum anterior em nossas cabeças [Ou seja, as idéias já estavam lá], foi fácil fazê-lo.

Uruha: Como são músicas que fizemos recentemente, então para nós ainda estão frescas. No fim, esse não é um álbum que se assemelha a tudo o que criamos depois do álbum DIM. Em vez disso foi algo que saiu rápido e pareceu uma fração de segundos. Por essa razão, um ajuste não cairia bem? Porque nós sabíamos desde o início que seria um álbum com várias músicas de nossos singles, então queríamos evitar a imagem de algo já revelado, e queríamos que as novas músicas tivessem essa mesma aura.

-- Relativo a essa aura, algo como uma palavra-chave foi apresentado? [Para que todos os membros tivessem uma idéia igual sobre a criação das músicas]

Uruha: Não, realmente não houve nenhuma. Nunca houve algo como uma apresentação em palavras.

RUKI: Sim, é como se todos pudessem enxergar em uma mesma direção mesmo em silêncio.

-- Isso é muito legal!

RUKI: Hahaha! Na verdade, é realmente assim.

Uruha: Porque uma banda não são negócios ou uma corporação, mesmo que nós não tenhamos reuniões uns com os outros, ou se não escrevemos coisas em um quadro branco, entender o que o outro pensa é algo que nós conseguimos fazer naturalmente a partir das nossas conversas diárias. De qualquer forma, a banda não estaria acabada se ficasse difícil entender um ao outro quando começamos a produção de um álbum? O momento em que você cai em uma situação onde você não consegue entender porque cada um faz cada música.

-- No the GazettE, agora, não há aquele fator ansiedade. E agora, a parte vital sobre o título do álbum. Com relação às implicações da palavra “TOXIC”, não haveria nenhum problema interpretá-la como algo “venenoso”, haveria?

RUKI: Sim. Eu pensei sobre essa palavra desde o nosso single anterior VORTEX. Talvez eu devesse dizer que isso simboliza aquilo que estamos enfrentando. A palavra soa bem, também. Quando nós a sugerimos depois que terminamos a reunião para escolha de músicas, também não houve opiniões contrárias, certo?

Uruha: Eu acho que é uma palavra adequada ao álbum. E não é apenas sobre o nosso trabalho, talvez eu devesse dizer que também nos simboliza como pessoas. Não quer dizer que seja algo tipo, uma reunião de um grupo de pessoas más (risos). Raiva, os problemas que as pessoas devem enfrentar, essas coisas sempre acabam se tornando uma força motriz. Naturalmente, não estamos satisfeitos com o que temos que enfrentar. Há momentos que apontamos para algo e chamamos de “veneno” [As coisas ruins que temos que encarar na vida]. Mas se não houvesse algo como isso, não conseguiríamos avançar. Se tudo é felicidade, só conseguimos avançar um pouco. Eu acho que há partes de mim que amadureceram por causa desses “venenos”.

RUKI: Certo. Foi mais nesse sentido do que algo como um trabalho venenoso. Mas claro, a letra também expressa sobre veneno (risos). Enfim, uma palavra para expressar esse álbum seria “veneno”.

A teoria e as regras do que é certo [Uma imagem convencional para a banda] que criamos para nós mesmos, o que elas podem mudar também é nós mesmos.

-- Sobre a composição das músicas criadas para esse álbum, eu quero perguntar sobre algumas delas, por exemplo, a coexistência de sons violentos como em VENOMOUS SPIDER’S WEB ou SLUDGY CULT, e músicas que nos dão uma vibração de dança como THE SUICIDE CIRCUS ou MY DEVIL ON THE BED. Eu acho que algo como isso é bem a característica de vocês.

RUKI: Certamente. Naturalmente se tornou isso. THE SUICIDE CIRCUS foi feita no início da criação das músicas para o álbum. Eu acho que ela se tornou o som base.

Uruha: Como eu deveria dizer... Se você olhar na direção vai ver que [as músicas do álbum] são bem diferentes, eu acho que essas músicas parecem bem diferentes no gênero [Ou seja, se olharmos do ponto de vista da direção que as músicas tomam dentro do CD, notaremos que elas são diferentes na questão do gênero]. Entretanto, dessa vez nós não direcionamos as músicas em uma direção, nós as organizamos de acordo com os nossos próprios padrões. Mesmo se disséssemos que elas estivessem em direções opostas, se nós nos atrevêssemos a usar a mesma metodologia, então estaríamos limitados. É claro que a situação não parece clara se nós não explicarmos, mas há uma diferenciação aqui e ali. No entanto, para o the GazettE, nós não investigamos vários estilos de forma minuciosa, é mais como se nós tentássemos aplicar vários estilos à nossa própria fórmula. Eu acho esse método bem perigoso. Mas os resultados geralmente se encaixam, por isso o álbum pareceu conectado e deu um senso de unidade.

-- Usando uma metáfora, é como se existissem várias cozinhas que usassem sabores diferentes, mas todos baseados em um mesmo caldo.

Uruha: Sim. De qualquer forma todos são gostosos (risos). Eu acho que foi isso o que descobrimos em VORTEX. É por isso que esse single é como se fosse o nosso “ingrediente secreto”. Se nós não fossemos capazes de fazer isso, esse álbum não seria terminado, e por causa disso esse método de produção não seria possível.

-- Deve haver uma parte de vocês que deve imaginar como as coisas possivelmente aconteceriam nos lives depois disso, certo? Parece que a sensação em THE SUICIDE CIRCUS será capaz de mudar todo o cenário da platéia.

RUKI: Sim. Não importa o que, não há momentos em que o público fica com um clima monótono?! Nós estávamos conscientes sobre o BPM, [Batidas por minuto, na música] que podem conduzir as pessoas do jeito que elas querem. Há vezes em que as pessoas só conseguem ficar animadas com as músicas rápidas, mas se estiver rápido demais, então ninguém vai conseguir acompanhar.

Uruha: Eu acho que claramente há músicas [no TOXIC] que parecem ser bem diferentes das músicas que fizemos até agora. No entanto, eu acho que isso é bom. Se somos nós mesmos que criamos esses tipos de teorias [O conceito da banda], então acho que está tudo bem se essas teorias mudam a nós mesmos. Por exemplo, nós não nos importaríamos mesmo se nos dissessem “O espírito dos velhos tempos era melhor”. Seria como um desafio que temos que vencer. De qualquer forma, isso somos nós agora, é algo que não contradiz o que sentimos nesse momento. Porque não é um álbum que foi feito para trazer de volta as músicas antigas.

-- Ano passado, no meio do caminho para o Tokyo Dome, vocês também gravaram um single com três músicas para serem lançadas. No entanto, milagrosamente não há qualquer sentimento desconfortável pelo fato dessas novas músicas trazerem uma trajetória totalmente diferente.

Uruha: Talvez tenha sido uma boa sorte. Na verdade, tivemos músicas desse tipo antes, e por essa razão, quando estávamos concentrados nesse álbum, foi algo que fizemos devotamente para o presente.

RUKI: Talvez eu devesse dizer que os singles do ano anterior atacaram a regra do que é certo [A imagem que a banda queria mostrar]. Enquanto ansiávamos e nos baseávamos nas “raízes”, nós também estávamos cientes da nossa imagem pública. Pelo bem do Tokyo Dome, eu achei que isso era necessário [Fazer música como as de antes]. Mas quando foi colocado em prática, acho que acabou sendo bem diferente.

Uruha: Sim. No fim, quando nós pensamos em derrubar alguma coisa [Quebrar um conceito], a “regra do que é certo” se torna inútil. Primeiramente, nós temos que derrubar a nós mesmos. Na realidade, eu acho que como banda, coisas como essa regra do que é certo podem mudar com o tempo. E como resultado, talvez eu devesse dizer que nós percebemos que o VORTEX é essa regra para nós agora.

RUKI: Para dizer a verdade, é por isso que havia opções de não colocarmos essas músicas no álbum [dos singles antes de VORTEX]. Finalmente, nós decidimos colocá-las nele, porque nós queríamos evitar de estranhamente, criar um senso de desapego. Mas, agora quando eu tento escutar, parece uma boa coisa termos colocado lá, para nós também foi um álbum que podemos escutar confortavelmente. Além disso, incluindo a arte do encarte, [o álbum] conseguiu incorporar o presente [O que eles querem mostrar hoje] perfeitamente.

-- Essa é a primeira tiragem da edição limitada produzida com um livro [booklet] grande não é? Parece ser uma produção bem elaborada.

RUKI: As imagens são influenciadas por toda e cada letra das músicas. Nós quisemos criar um cenário em que alguém não pudesse se sentir inspirado apenas por escutar as músicas [Mas também com o design]. Claro que haverá um espírito rebelde ali, mas a realidade pensada está sendo bloqueada.

Uruha: Eu acho o mesmo. Agora, para nós, TOXIC não é sobre um mundo de imagens, é a realidade. É por isso que na tour, que irá começar em 10 de outubro, nós queremos fazer lives que transmitam isso. Por essa razão, pode-se tornar o contrário do que estivemos fazendo até agora. Nós também estamos esperando pelo que nós iremos nos tornar a partir de agora.

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