16.2.12

Trechos da Rockin'On Japan Novembro de 2011 (Ruki)

A @hakitaruntrans traduziu para o Inglês, trechos da entrevista com o Ruki que saiu na ROCKIN'ON JAPAN edição de Novembro de 2011, lançada no dia 30 de Setembro de 2011.

Nessa entrevista, Ruki fala sobre quando começou a se interessar por música, basicamente o mesmo assunto abordado na hevn 008 - Outubro 2003, que postamos aqui no blog recentemente (leia a tradução aqui).

A GMaiden traduziu os trechos para o Português. Obrigada!

Note que a @hakitaruntrans traduziu apenas trechos, não é a entrevista completa. Ela escolheu partes aleatórias da entrevista e foi postando no Twitter, portanto a entrevista pode não ter acontecido necesariamente na ordem abaixo.

Trechos da ROCKIN'ON JAPAN Novembro de 2011

Tradução Japonês-Inglês: @hakitaruntrans
Tradução Inglês-Português: GMaiden

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Que tipo de música você buscava quando formou sua primeira banda?

Ruki: Eu era apenas um simples estudante naquela época. Eu não era tão experiente com música. Porém, no começo, eu não me juntei a uma banda só porque amava música.

Então você não era um maníaco por música, eh?

Ruki: Não. Mas o que começou isso [o interesse] foi o The Great Rock n Roll Swindle do Sex Pistols. Eu conversei com meus amigos sobre como nós deveríamos fazer covers dessa música. E nessa época eu estava realmente viciado em LUNA SEA. Eu queria ser como eles, mas com uma nova "vibe". Acho que ainda faço isso às vezes. De qualquer forma, eu comecei comprando posters das bandas que eu gostava. Eu sonhava em me tornar como eles algum dia. Música não é só trabalho pra mim. É algo muito emocional. Eu realmente amava punk rock quando estava no colegial. Naquele tempo eu ficava todo "Eu sou um punk para a vida! Minha alma é para o punk!". Eu rasguei o meu uniforme. Eu cortava minha camisa branca da escola e ajeitava com alfinetes. Eu queria vestir o estilo do Sex Pistols, mas não estava tentando fazer cosplay deles. Eu lia muitas entrevistas deles, artigos sobre os membros da banda, como ele criaram as capas de seus singles, músicas, suas roupas e estilo.

Seu início estava fora das boas intenções! Você queria se tornar popular ou se destacar?

Ruki: Eu não tinha uma banda por popularidade. Pra começar, nós nem éramos populares. Os clubes de baseball e de basquete que eram! Eu acho que a fase de "obsessão por bandas" estava quase acabando quando eu comecei. E nós éramos a estranha banda excêntrica, do tipo que ninguém gostava (risos).

Então você não começou a banda pelo seu amor à música!

Ruki: Sim, mas nós não éramos o tipo de banda que dizia “Escutem nossas músicas!", era mais como "Sim, Sim. Nós não somos tão bons, mas a nossa aparência não é legal?"

(...)

Ruki: Meus anos de escola foram difíceis pra mim. Eu entrei em uma banda e era amigo dos garotos que sofriam bullying. Eu não entendo porque eu não conseguia me situar entre esses mundos. Então eu meio que fiquei selvagem, mas nunca fiz nada de mal. Porém, eu gostava assim, fazendo coisas tipo ter feito o meu primeiro furo na orelha no trem voltando para casa da escola. Eu não usava drogas, mas eu fumava. Eu me sentia como um gangster. Porém, um dia de repente eu percebi que eu deveria fumar charutos, porque fazendo isso eu seria diferente! Eu era tão patético naquela época (risos). Eu dava o meu melhor em fazer Rock, não pra ser o estudante de honra do Rock. Eu quero subir um pouco mais alto e visar o impossível. Estou confiando minha vida nisso. De algum jeito... eu quero ser a voz de todas as coisas tolas.

(…)

Ruki: As pessoas me perguntam se eventualmente eu não vou me cansar da banda. Ah, nós estamos quase no nosso 10° aniversário, né? Isso é um pouco estranho, com essa crescente taxa de violência na sociedade, eu quero agitar com o the GazettE para sempre. Além disso, a química entre os membros da banda é muito boa, não é?!

Vocês realmente se destacam quando estão no palco. Você é assim normalmente? Ou, em vez disso, você se mistura com a multidão?

Ruki: Mas nós estamos tão acostumados a nos destacar. É realmente difícil não se destacar em qualquer lugar que vamos, mesmo quando estamos em casa. Por que eu deveria me comportar de maneira diferente com estranhos? Eu apenas vou pra casa do jeito que eu quero, como eu quero. As bandas de Visual Kei não são convidadas para muitos eventos de músicas. Há esse preconceito em relação ao Visual Kei. Eu não quero imitá-los com esse preconceito pelos outros. Eu acho que os outros membros concordariam. Nós somos quem nós somos. Seria bom se nós pudéssemos lançar nossas músicas sem que as pessoas soubessem que nós as escrevemos. Nós não iríamos lançá-las como singles, apenas como músicas. Músicas que as pessoas amariam. Se nós pudéssemos fazer isso, seria ótimo. E se as pessoas gostassem, elas diriam genuinamente que a banda é interessante.

Eu acho que a linguagem do the GazettE está falando de justiça.

Ruki: Eu também espero que sim. Na realidade nós apenas fazemos o que amamos. Se você está com raiva, é um pouco difícil expressar isso [o sentimento de raiva] em voz alta, mas nós temos esse tipo de liberdade com a música. Eu poderia escrever minhas letras contendo coisas que seriam tabus se faladas em voz alta. De alguma forma, há mais liberdade de expressão quando se fala através das músicas.

E escolher alguém que compartilha dos mesmos valores que nós é algo realmente importante em uma banda.

Ruki: Ah- você tem razão. Eu já estava em uma banda com Uruha e Reita, mas foi a minha 3ª banda. No começo nós tinhamos 5 membros, que então foi reduzida para 3. Eu disse a mim mesmo que a próxima banda seria a minha última. E foi o the GazettE.

(...)

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7 comentários:

Chung disse...

Sempre leio as traduções da Hakitarun, mas não tinha visto os trechos dessa entrevista!
Como sempre, Ruki se expressando tão bem. Apenas acho que é sempre meio angustiante quando ele fala da época de escola e tudo mais, não?

Shiroki_D disse...

Ruki se expressa bem. Acho que dos 5 membros, ele é o que faz isso melhor quando esses assuntos de músicas estão em 'pauta'.

E até que adorei ele contando do momento rebeldia da vida dele, sobre os uniformes da escola. Só estranho o primeiro furo na orelha ser no trem [?] e a questão do charuto também, isso é bem bizarro
ahsuashuashahsuhua

Essa relação que todos eles tem com a música é tão intensa, é muito amável o jeito deles expressarem isso. E o Ruki parece estar sendo o mais sincero possível nessa entrevista <3

Bom, obrigada pela tradução, novamente ;3~

Lee disse...

"Isso é um pouco estranho, com essa crescente taxa de violência na sociedade, eu quero agitar com o the GazettE para sempre. Além disso, a química entre os membros da banda é muito boa, não é?!" Gostei de ler essa parte :)Aliás, a entrevista toda foi muito boa, o Ruki realmente sabe se expressar. Queria ser assim xD Acho legal essa forma como ele e a banda toda lida com o preconceito contra o VK, tipo apenas fazendo o que eles gostam, sem se limitar. Tbm tenho essa impressão sobre a época da escola Chung, ele passou por tanta coisa né...

Anônimo disse...

"Porém, um dia de repente eu percebi que eu deveria fumar charutos, porque fazendo isso eu seria diferente! Eu era tão patético naquela época" Concordo plenamente kk Mas acho que todo mundo tem uma fase desse tipo.

"Eu disse a mim mesmo que a próxima banda seria a minha última. E foi o the GazettE." ♥

ShiniZ disse...

Agora sim eu li tudo ^^

E gostei tanto dessa tradução, queria mais xuuuu...
Fazia um tempo que não tinha visto o Ruki tão sincero assim, e poxa, o que ele falou do tempo da escola, me fez lembrar de coisas bem parecidas, é ótimo ser a pessoa diferente da escola.

" É realmente difícil não se destacar em qualquer lugar que vamos, mesmo quando estamos em casa. Por que eu deveria me comportar de maneira diferente com estranhos?" Disse tudo Ruki, seja sempre vocês mesmos com qualquer pessoa. Que gostem de vocês pelo o que são.

Anônimo disse...

O Ruki parece alto na foto, something is really wrong.

Anônimo disse...

/\ Fail eterno porque postei o comentário no post errado, nota mil pra mim.

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