11.11.12

Tradução - SHOXX 235 (Entrevista sobre o DIVISION)

O post abaixo foi todo escrito pela GMaiden:

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Essa é uma das entrevistas da revista SHOXX 235 do dia 21/07/12. Nela os membros falam sobre a composição, gravação e arranjos do álbum DIVISION como um todo.
Leia a tradução em Português abaixo:

SHOXX 235 (Entrevista sobre o álbum DIVISION)
the Gazette - Do DIVISION a DIPLOSOMIA parte 1 - #1 desorganização 

Tradução Japonês-Inglês: A & M Translations
Tradução Inglês-Português: GMaiden

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Entrevistador: Primeiramente, DIVISION é um álbum que vocês irão lançar depois de um curto tempo -10 meses- depois do TOXIC. Isso deve ser algo bem incomum para o the GazettE.
Aoi: Ah, depois da fase onde a tour terminou, nós decidimos fazer o próximo álbum e todos nós inesperadamente fluímos nesse sentido.

Entrevistador: Em um período de desenvolvimento tão curto, vocês não se sentiram muito pressionados?
Aoi: Como foi? Eu acho que depende da pessoa.
Kai: Ah, talvez tenha sido assim. *risos*
Aoi: Quanto a mim, talvez eu tenha realmente me sentido muito pressionado entre uma coisa e outra. *risada amarga* Mas ao contrário, eu acho que correu mais ou menos bem.

Entrevistador: Aoi-san, no seu caso, durante a fase anterior ao começo da produção do DIVISION, você sentiu algo?
Aoi: No fim, já que estávamos fazendo um álbum enquanto nos preparávamos para o nosso 10° aniversário, talvez graças a isso eu percebi algo. Particularmente, falando de mim, já que eu não sou o tipo de pessoa que consegue fluir rapidamente de uma coisa para outra, do ponto de vista de criação musical, eu pensei “seria melhor se eu apenas pensasse 'normalmente?'”,  do mesmo jeito que eu fiz nesses 10 anos?

Entrevistador: Falando das músicas com um sistema renovado, você as confiou aos outros membros?
Aoi: Vê? Eu não tenho bases para esse tipo de música. *risos* Mesmo se eu fizer músicas como as que o the GazettE está fazendo agora, com elementos digitais, elas se tornarão falsas. É algo que eu não gosto. *risos* Por essa razão, eu pensei em criar músicas apropriadas ao longo desses anos de acordo com o meu jeito de ser. Além disso, no início nos falamos sobre fazer um álbum em duas partes, então não seria possível introduzir as duas extremidades como um todo?

Entrevistador: Entendo. Falando disso, Uruha-kun, no início qual foi o tipo de posição que você tomou para seguir em direção ao novo trabalho?
Uruha: Na verdade, quando nós terminamos o TOXIC, havia uma parte de mim que sentia que algo estava faltando. Foi algo que eu só percebi quando nós estávamos terminando as gravações. Então, daquela vez, quando nós tivemos que fazer o próximo trabalho, eu pensei “não é o caso de nós fazermos algo refinado, examinado as coisas mais profundamente que da outra vez?”.

Entrevistador: Entretanto, depois de vocês terminarem o TOXIC, mesmo durante a tour VENOMOUS CELL, pareceu que vocês mostraram lados que queriam investigar novamente, não foi?
Uruha: Sim, isso também. Naturalmente, tanto para o TOXIC quanto para a produção da tour, é verdade que nós fizemos as coisas quando deveriam ser feitas, mas apesar disso, nós pensamos sobre variadas coisas como “ah, deveria ter sido melhor desse jeito” ou “se nós tivéssemos feito mais desse jeito, teria sido melhor”. *risada amarga* Dessa vez nós queríamos tomar uma direção onde pudéssemos dizer “nós completamos!”.

Entrevistador: Além disso, para o Uruha-kun também, o fato de seguir a essência desses 10 anos, com esse trabalho você percebeu algo?
Uruha: Para esse álbum, de um lado nós melhoramos e refinamos lados que o the GazettE fez até [virar] um [único lado], por outro lado – já que examinamos novos lados profundamente – há aquela sensação de que, talvez, o que iremos tirar seja essa essência. Pelo contrário, se esse álbum tivesse sido constituído apenas de coisas novas, provavelmente uma parte de nós teria contrariado.

Entrevistador: Então, houve hesitações em relação à até que ponto seria melhor estar desapegado?
Uruha: Exatamente. Mesmo para os ouvintes, se nós tivéssemos lançado de repente um trabalho apenas feito de coisas unilaterais, eles provavelmente se sentiriam confusos. Desse ponto de vista, já que o DIVISION está em ambos os casos, não houve nenhum sentimento de confusão em criá-lo.

Entrevistador: É incrível que vocês tenham conseguido fluir para duas sensações extremas facilmente.
Uruha: Está se tornando um álbum com uma forma única e eu acho que essa é a solução perfeita para esse álbum.
Ruki: Há a Edição Regular também, em que a ordem das músicas é diferente (da Limitada), as músicas dos dois CDs estão relacionadas. Da nossa parte, nós gostaríamos que vocês escutassem a ordem da Edição Limitada, já que desse jeito o significado de DIVISION [Divisão] seria completamente transmitido. Claro que o preço é um pouco alto. Contudo, do ponto de vista de conteúdo, vídeos foram adicionados e então a embalagem, basicamente só por isso vale a pena.

Entrevistador: Entendo. Bom, eu gostaria de perguntar sobre a fase antes da gravação, digo, gostaria de falar das reuniões para a escolha das músicas. Eu acho que pelo grande número de músicas, não deve ter terminado em apenas uma reunião, não foi?
Ruki: Ah, no final nós tivemos duas reuniões. Pra falar a verdade, eu queria decidir tudo em apenas um encontro. Contudo, já que da primeira vez nós tivemos uma reunião para organizar as músicas, nós tivemos que terminar tudo na segunda reunião.
Uruha: Ou melhor, pensando nisso, nós estamos sempre fazendo isso. *risos*
Ruki: Então, por agora, é como dizer que desde o início nós iremos fazer duas reuniões. *risos*

Entrevistador: Dessa vez, quantas músicas cada um de vocês preparou?
Aoi: Foram três?
Uruha: Quantas? Já que eu deletei muitas músicas, eu não lembro muito bem quantas eu preparei. Hm, eu acho que por volta de 5.
Ruki: Não foram 7 ou algo assim?

Entrevistador: Falando das músicas compostas pelo Uruha, em que lado do CD elas mais estão?
Uruha: Primeiramente, até agora as músicas cantadas [NT Jap-Ing: Ele quer dizer as músicas em que a voz tem a parte principal e os instrumentos tem que se adequar a voz e não o contrário], que têm uma postura ampliada, é apenas uma. Contudo, depois que eu consegui terminar, eu tive meio que esse sentimento de divisão. Pensando que os elementos eletrônicos eram muitos e que atritavam, eu a compus como se eu tivesse fazendo uma nova música. Entretanto, durante a fase de apresentação eu percebi que se tornou uma música mais maníaca do que pensei. *risos*
Ruki: Porém, o fato da música ser maníaca é algo comum. *risos* [NT Jap-Ing: Algo típico do Uruha] 
Aoi: Exatamente, desde muito tempo. *risos*
Ruki: Geralmente, durante as reuniões para as músicas, quando nós escutamos uma demo do Uruha pela primeira vez, na nossa cabeça aparece um "?". É como se no momento em que o ritmo começa nós não conseguimos mais acompanhar. *risos*
Kai: Exatamente, assim mesmo. *risos* A primeira coisa que eu penso é “como eu devo tocar essa música?”.
Reita: Eu sei como você se sente. *risos*

Entrevistador: Provavelmente, Uruha-kun, basicamente você gosta de músicas que são estruturalmente difíceis.
Uruha: Claro que eu gosto de adicionar encaixes no acompanhamento da melodia. Eu penso “Fazendo assim… não fica mais interessante?”, “Provavelmente desse modo há uma sensação de desenvolvimento como nunca antes”, mas quando eu experimento e faço isso, acaba se tornando assim (maníaca). *risos* Contudo, uma outra razão é eu estar compondo músicas com o meu computador.

Entrevistador: Através das habilidades humanas, se você puder testar nesses arquivos [NT Jap-Ing: Usando o computador], imediatamente mesmo as coisas difíceis podem ganhar vida.
Uruha: Por esse ponto de vista, eu acho que há momentos em que eu realmente exagero.

Entrevistador: Reita, quando você teve contato com as músicas feitas pelos outros membros, que tipo de sentimentos você teve?
Reita: Sobre as músicas do Aoi, eu apenas pensei que foi com certeza típico do Aoi. As músicas do Uruha deixaram a impressão de “em que lado [do CD] nós podemos colocar isso?”, ele disse isso também. Além disso, primeiramente nós falamos sobre dividir em dois CDs, as músicas com o enfoque na voz e as músicas impetuosas. Mesmo se nós tivéssemos decidido assim, nós ficaríamos nos perguntando sobre onde essa música deveria ser colocada. 

Entrevistador: Eu não sabia que havia essa sugestão.
Ruki: Contudo, pensando sobre isso… se – dividir as músicas em dois CDs – nós fizéssemos um [CD] apenas com as músicas com enfoque na voz, a sensação não seria estranha? *risada amarga* Do ponto de vista de balanço, eu acho que a distribuição do trabalho está perfeita. Porque mesmo se você escutar a versão que vem apenas com um CD [Versão Regular], em que as músicas estão todas juntas, dá uma sensação de um excelente fluxo.

Entrevistador: Além disso, nesse trabalho uma música composta pelo Kai-kun – que não compunha desde Ganges Ni Akai – foi gravada. Eu gostaria de ouvir mais uma vez o que a pessoa que compôs tem a dizer.
Kai: Não, se nós formos dizer quem ficou surpreso com isso, bem, o primeiro a ser surpreendido fui eu. *risos* Quando eu apresentei a música na reunião, eu não senti nada além de ansiedade. Eu gostaria de agradecer aos outros por terem escutado minha música silenciosamente até o fim. Eles não riram e a inserção dela não foi decidida no meio da escuta.

Entrevistador: Você é muito modesto.
Kai: Não, sério. Eu, ao contrário dos outros, ainda não estou no nível de estar apto a apresentar uma música com sua visualização perfeitamente consolidada. Eu fiquei muito feliz quando os outros foram capturados por algo desconsiderando estar escutando [a música] em uma condição em que eu mesmo – que compus – não conseguia visualizar sua forma completa.

Entrevistador: Kai-kun, no seu demo, você mesmo tocou a guitarra?
Kai: Geralmente, a melodia, guitarra, bateria e baixo, eu crio sozinho com o teclado. Se eu tiver que ser sincero, tirando a bateria, eu não consigo realmente tocar se não forem coisas extremamente simples. Por essa razão, falando das minhas músicas, mesmo que elas sejam aceitas nas reuniões, daquele momento em diante é bem difícil. Dessa vez também, durante a pré-produção, os outros membros me ajudaram muito. *risada amarga*

Entrevistador: Você tirou máxima vantagem dos créditos de [estar] em uma banda, que se dedica a uma música incluindo a habilidade de todos para melhorá-la.
Kai: Contudo, não é bom sempre perturbar os outros membros. Por essa razão, de agora em diante, eu quero tentar e estudar maneiras de compor e fazer arranjos.

Entrevistador: Quem tomou conta da produção, falando das músicas desse álbum, foi o Ruki-kun. Como compositor, que tipo de atitude você teve pra encarar a primeira reunião?
Ruki: Durante a primeira reunião, eu não pude mostrar todas as músicas, falando francamente, eu estava com medo. A impaciência se tornou bem grande por não ter terminado todas as músicas, apesar de ter tido tempo pra isso.
Aoi: Vê? Mesmo que você esteja no período de compor músicas, você pensa que tem tempo e acaba descansando. *risos*
Ruki: Exato! Exato! Se há a intenção de compor, quando eu não consigo mais, penso “Mas que diabos!”, e já que durmo e descanso, no fim eu acabo não continuando. *risada amarga* Por essa razão, no começo, mesmo se nós juntássemos as músicas que todos fizeram, nós não conseguiríamos alcançar o número necessário para fazer dois CDs.

Entrevistador: Do contrário, você pode dizer que a partir daquele momento, a fase final foi excelente.
Ruki: Do ponto de vista do fluxo, nós fizemos a primeira parte, que é o Disco 1, e nós reunimos as músicas típicas do the GazettE do início até agora. Na segunda reunião finalmente as músicas para o Disco 2 estavam lá. Mesmo que nós tenhamos escolhido primeiro o conceito e depois o paralelismo dos dois CDs, levou tempo para criar o conteúdo.

Entrevistador: Então, os arranjos e a pré-produção levaram tempo sem dificuldades?
Aoi: Comparando com o passado, eu tenho a impressão que essas fases foram bem simples. Mesmo a atmosfera foi mais ou menos bem amigável. *risos*
Reita: É que, já que as passagens – durante as quais o som do baixo foi menor – foram muitas, houve momentos onde foi um pouco difícil fazer isso.

Entrevistador: Basicamente, o baixo é um instrumento com um som baixo, mas provavelmente do ponto de vista de criação de música, houve várias frases [musicais] em que as passagens baixas foram mais acentuadas que no passado.
Reita: Ultimamente, há muitos pontos em que o som do baixo teve que ser mantido mais baixo do que os pedais da bateria. Se o som é baixo, parece que o som do baixo é coberto pelo outros. Em uma situação como essa, falando da pressão sonora, a base da música é suportada, mas dessa vez nós usamos tantas vezes o som baixo que foi difícil entender as partes detalhadas. Falando nisso, foram as gravações que me fizeram pensar de novo enquanto eu fazia, “Qual o significado em adicionar um som tão baixo?”.

Entrevistador: Basicamente você se perguntou sobre qual o motivo de se extrair um som tão baixo agora, certo?
Reita: Por exemplo, mesmo se a frequência do som for diminuída, não quer dizer que isso é facilmente transmitido ao ouvinte. Dessa vez eu comprei um amplificador gabinete com uma calibragem mais forte que o normal e tentei tirar um som, mesmo que, falando em frequência, não fosse tão baixo. 

Entrevistador: Eu acho que a sua escolha foi certa. Especialmente, há a sensação de que o som ressoa com um tempo perfeito.
Reita: Mesmo? Bem, houve algumas coisas inesperadas. Primeiramente, como eu escutei que algumas alterações no som da bateria seriam feitas depois, eu criei um som pensando nessas alterações. Contudo, no final, já que o som da bateria não foi muito modificado, o resultado foi que nós gravamos sem fazer simulações para a execução do som. Pessoalmente, esse foi um momento muito difícil pra mim.

Entrevistador: Entendo.
Kai: No meu caso, no fim eu tive que gravar em uma condição na qual eu não sabia – por um bom tempo – como o som da bateria ficaria. De qualquer forma, mesmo que nós fizéssemos modificações no som, consequentemente terminaria gravando um som que não ficaria bom para a música. Então, já que poderia haver a divisão em dois CDs, antes de pensar em como a sonoridade seria feita, eu pensei primeiro em tocar dando o meu melhor no som que eu achei que se adaptaria melhor à música.
Reita: Pra mim é um pouco diferente. Já que eu foco em tirar um som particular do baixo como um instrumento melódico no Disco 1, no Disco 2 é como um instrumento rítmico. Eu tentei dessa maneira para alcançar minha própria eficácia.
Aoi: Hm, de qualquer forma a criação do som não foi algo difícil. Mesmo que você tenha uma direção para qual você gostaria de ir, você não pode dizer de certeza até que ponto é bom ir. Mesmo que você faça coisas excelentes e isso acaba saindo do controle, ou se você der mais atenção aos detalhes, você não consegue tirar uma boa variação. Vendo dessa forma, nós não conseguimos como banda nos estabelecer em um bom patamar?

Entrevistador: Através do DIVISION, as coisas que vocês conseguiram obter parecem muitas.
Uruha: Quando nós fizemos o TOXIC, a fase durante a qual nós finalmente começamos a compreender isso, foi o momento em que nós terminamos. No caso desse álbum, foi até a mixagem e foi aí que nós finalmente compreendemos tudo. Até aquele ponto, mesmo que nós pensássemos em fazer a mesma coisa, quero dizer, harmonizar a banda com os sons digitais, nós tínhamos a impressão que em alguns pontos nós não conseguimos fazê-lo. O importante não é o fato de que é totalmente errado pensar que “a banda se tornou digital” ou que “sons digitais e a banda se fundem”.

Entrevistador: Isso que dizer que para o DIVISION a escolha cai sobre a segunda opção, não é?
Uruha: Se não fosse assim, o significado de fazer isso como the GazettE se perderia. Mesmo que o som da banda tivesse sido mudado para algo digital, se fosse algo bom estaria bem. Entretanto, sem ir até aquele ponto, nós queríamos criar um som do novo the GazettE através da fusão de sons digitais com a banda.

Entrevistador: Em poucas palavras, vocês queriam criar a metodologia da primeira opção também?
Uruha: Nós tentamos só pra ter certeza. Durante a gravação da guitarra nós tentamos usar um som mecânico. Contudo, já que era muito monótono, não ficou bom. A tendência do que queríamos fazer poderia ser transmitida de qualquer forma, mas no fim se isso seria bom ou não, é outra coisa. Falando desse tipo de experiência, nós percebemos que poderia ter tido a possibilidade de o som digital ter sido incompreendido.

Entrevistador: Essas são palavras com significado profundo.
Uruha: No fim, a fusão com o som digital foi mais real que o normal e a gravação do som digital através de um Lossless [equipamento/programa que evita perda de dados] foi o jeito mais rápido. Então, mesmo que a natureza da direção do resultado final seja diferente, do ponto de vista da gravação da guitarra, ambos os Discos 1 e 2 são o mesmo.

Entrevistador: Música tem um significado realmente profundo.
Uruha: Falando desse trabalho, quando eu entendi a solução, eu não trabalhei me aproximando disso, mas tentei chegar na resposta correta. Eu fui de um canto ao outro seguindo hipóteses e no fim, por sorte eu cheguei na interpretação correta. Discutindo variadas vezes me permitiu saber mais uma vez o que os outros pensam e isso deu vários resultados, mais do que eu esperava.

Entrevistador: Já que a capacidade de cada membro deu resultados, a perfeição do som do DIVISION é extremamente vívida. O profundo som criado pelo time instrumental e a clara linha vocal. Como o som de uma banda, isso não levou a um som ideal?
Ruki: Contudo, durante a gravação do vocal, eu pensei que talvez eu tenha feito algo errado. Eu não usei o microfone normal, usei o para gravação de base.

Entrevistador: Tem uma razão para isso?
Ruki: É porque eu queria um efeito baixo. Quando eu gravo com o microfone normal, quando o compressor é aplicado, o som é suavizado e o som da minha voz fica parecendo como se o meu nariz estivesse sempre entupido. Dessa vez eu queria resolver esse problema, então tentei usar um microfone diferente, já que queria o som baixo como estava e elevar as partes altas. Contudo, do contrário, há a sensação de que a minha voz tem um som surdo. Isso, dito por mim honestamente em uma entrevista, é um defeito. *risada amarga* 

Entrevistador: Não, não, não é assim. Pelo contrário, eu tenho a sensação de que as faixas vocais nesse álbum foram gravadas maravilhosamente.
Ruki: Claro. Eu acho que pra gritos esse microfone é o melhor, porém para o resto… Naturalmente, durante o processo de mixagem eu completei todas as coisas que importavam pra mim e o que eu pude elevar eu fiz, mas com certeza teria sido melhor se eu fizesse como de costume durante a gravação. E então, há o fato que eu estava preso no meio de algo: que dentro de mim está emergindo muito do vocal. Eu não gosto mesmo disso… do fato de que as letras vêm em primeiro lugar.

Entrevistador: Eu sei que basicamente você adota esse tipo de atitude, mas você acha que é uma coisa boa que com isso há uma sensação de ataque?
Ruki: Você está falando sério? Ah, no fim eu convenci a mim mesmo também. De agora em diante, eu irei escolher com mais atenção o microfone. *risos* 

Entrevistador: Além disso, agora os leitores ainda não foram tocados com o som do DIVISION. [Porque na época em que essa entrevista foi lançada, o DIVISION ainda não tinha saído] No fim, se vocês pudessem dizer algo para elevar a expectativa de todos não muito antes do lançamento?
Kai: Primeiro as gravações começaram com muitas preocupações *risos*, mas no fim, com fé em nós mesmos, nós conseguimos terminar o álbum. De agora em diante, o tópico vai ser como fazer ao vivo.
Uruha: Dessa vez nós criamos pela primeira vez um álbum conceitual e eu acho que é um trabalho criativo excelente. Foi uma experiência importante poder criar esse rico e cativante trabalho e que nós conseguimos alcançar pontos muito profundos.
Reita: Já que o DIVISION no fim é um trabalho completo isso não inclui apenas música, mas vídeos também, nós também estamos ansiosos para vocês ouvirem.
Ruki: Mesmo que eu saiba que as músicas são excelentes, exatamente por ser um período em que você se pergunta “você consegue compreender como uma embalagem, algo com alta perfeição?"… nós demos muita importância a isso. Eu quero dar a vocês um CD que vale a pena. Contudo, desculpem, mas não está em liquidação.
Aoi: Nós continuamos fazendo coisas novas, a banda está se consolidando e já que nós fazemos músicas por 10 anos, vocês podem nos escutar calmamente. Nós conseguimos criar um som imponente. *risos*

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7 comentários:

Dai ; Uhura disse...

A postura do Aoi perante a criação do DIVISION trouxe-me a sensação de distância. Compreendo, e até concordo, com a atitude de "Eu não sei/não me agrada, então não me meterei". Só que fico me perguntando quando vou poder ver o the GazettE como um todo, um trabalho que ao eu escutar sinta a particularidade de cada um.

Ultimamente, o próprio DIVISION, teve bastante a presença do Uruha para mim. Quanto as suas músicas "maníacas", tenho que dizer que logo pensei que só pode estar bebendo enquanto produz XD

Fiquei completamente encantada com a forma do Kai de pensar e agir. Ele é tão fofo! Gosto quando ele compõem, ganges ni akai bara é tão Kai, desculpem-me a falta de um palavra melhor que essa para descrevê-la.

Complicado essa colocação do baixo nas músicas. Gosto muito do som que ele nos trás, adoro os solos do Reita, é um dos motivos para que eu ame tanto Ride with the Rockers. Mas confesso que se não tem apenas um parte para ele, eu nunca noto o som do baixo nas músicas, quando estas não são ao vivo.

O álbum DIVISION foi um dos melhores trabalhos do Gaze para mim, mesmo não sendo uma fã de música eletrônica, toda a criação feita para ele, desde a música à arte, tem um significado bem interessante. Como o TOXIC, que acho gostar um pouco mais, apesar de tudo. Valorizo muitos todo o trabalho feito, mesmo ainda achando meio chatinho isso de Regular e Limitado.

"Contudo, desculpem, mas não está em liquidação." Eu ri dessa colocação de nosso vocalista baixinho, entre outras que não citarei aqui, hm.

Enfim, já falei demais. Obrigado pela tradução, Ruby-san. Acho que deve ter sido um pouco trabalhoso, já que ler se tornou um pouco cansativo. >_<

Dai

Ruby disse...

Foi a GMaiden que traduziu, Dai :)

E deve ter sido trabalhoso pra ela mesmo, foi trabalhoso quando eu peguei pra revisar também ><
Mas apesar de cansativas, é nessas entrevistas que nós descobrimos os conceitos que eles queriam passar, e até as coisas que eles conseguiram e não conseguiram alcançar com um trabalho, tanto no grupo, quanto individualmente. É legal pra uuem gosta de conhecer mais o trabalho deles. :)

Obrigado pelo comentário, gostei muito de ler! Você falou com detalhes sobre o que leu, gostei muito <3

Dai ; Uhura disse...

Oh, peço desculpa pelo meu equivoco! Agradeço a GMaiden pela tradução, é costume eu achar que é você quem sempre faz tudo, Ruby-san, apesar de dizer que tem ajuda, espero que não seja levado a mal esse meu erro >_< . Contudo, agradeço-lhe por postar e revisar, Ruby-san. *-*

Fico muito feliz que tenha gostado do meu comentário, é a realmente tudo que pensei e senti ao ler a entrevista.

Dai

Aninha disse...

Eu adorei essa entrevista! Obrigada Ruby por trazê-la.

Tenho muito orgulho do quanto a banda amadureceu nesses anos. Acho que eles têm todo o direito de passear por estilos... aprenderam mais sobre música e, no final, misturar tudo isso e nos trazer trabalhos tão bem elaborados como DIVISION. Isso é música!

iampenelope disse...

Gostei muito das considerações finais :D

Obrigada mais uma vez, Ruby ♥

Sakura Tomura disse...

Gosto bastante de ler esse tipo de entrevista, elas acabam sendo bastante esclarecedoras, isso tanto para se entender o processo de criação do álbum quanto o sentimento de cada um em faze-lo.
Nossa,concordo com o entrevistador, Kai foi mesmo modesto ao responde-lo. A música composta pelo Kai no DIVISION é Kago no Sanagi, uma das que eu mais gostei no álbum :/
Também adoro o modo como o Uruha compõe, mesmo que as músicas possam saiam insanas, na verdade a graça está nisso x3
Contudo, pra mim é difícil destacar alguma música do DIVISION, já que eu amei de verdade o álbum, que tornou-se um dos meus preferidos juntamente com o DIM e o NIL, e devo dizer, ao contrário de uns e outros eu não me incomodo com os efeitos eletrônicos, e acho que quem gosta de the GazettE tem que se acostumar com essas variações, porque ao longo desses 10 anos eles nunca se prenderam a um sub gênero só. E quanto ao "desculpem, mas não está em liquidação", é verdade Ruki, não está mesmo, rs. Mas é um álbum que vale cada centavo :)

Mira disse...

Eu não considerei o preço da Edição Limitada, por si só, elevado, tendo em conta todo o conteúdo. Mas os custos de envio eram bem altos... e depois comparando com o preço da Edição Regular versão europeia... era uma diferença bem grande (isto porque à limitada ainda teria de acrescentar o preço da alfândega...) Mas tenho pena de não ter comprado a Limitada, está linda... mas era quase um terço do meu ordenado... isto num ano complicado...

Mas o álbum está maravilhoso, mesmo com os efeitos electrónicos. Eu pessoalmente gostei do efeito final deles nas músicas. Acho que valorizaram muito o produto final. DIVISION também se tornou num dos meus álbuns favoritos.

Eu fiquei com a sensação, ainda da outra entrevista que vocês traduziram antes, que o DIVISION foi um desafio para todos eles onde eles tiveram de superar todos os seus limites. E acho que fizeram isso com muito sucesso!! *.*

Sem dúvida que é claramente visível o crescimento e evolução da banda.

E concordo que estas entrevistas ajudam muito a perceber o conceito da banda para o álbum e a mensagem que eles querem transmitir com ele e com as músicas criadas.

Resta saber como será o próximo!! ^.^

Obrigado GMaiden pela tradução! E obrigado Ruby pela revisão!

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